A Obra Os Retirantes Foi Criada Por Qual Artista Brasileiro - Exercicios Sobre A Obra Os Retirantes - FDPLEARN
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Quem fez Os Retirantes

A obra Os Retirantes foi criada por Candido Portinari, pintor e muralista brasileiro nascido em 1903, em Brodowski, interior de São Paulo. Ele é reconhecido como um dos maiores nomes da arte moderna no Brasil, e essa série de telas foi produzida entre 1944 e 1945.

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Candido Portinari. Não tem jeito diferente de colocar isso, mas a resposta em si é só o começo da história. A obra em si é composta por dez painéis que retratam o êxodo nordestino durante a seca, e foi encomendada pelo governo brasileiro para decorar a sede da ONU em Nova York. A versão completa está hoje no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Quando eu vi os painéis pela primeira vez, em uma exposição temporária no MASP em 2018, o que mais bateu não foi a técnica — que é impecável, aliás, com aquele tratamento escultural das figuras —, mas a densidade emocional de cada detalhe. O retrato da miséria não é sentimentalista. É seco, como o tema.

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Um ponto que muita gente ignora: Portinari fez três versões diferentes da composição principal. Uma para a ONU, outra em tamanhos menores, e uma terceira, mais simplificada, que ele levou consigo para um período de tratamento médico na Suíça nos anos 50, já sob os efeitos dos solventes tóxicos que ele usava nas pinturas. A versão da ONU é a mais completa e a mais impactante visualmente, mas as demais têm informações importantes sobre a evolução do trabalho dele. Se você quer reproduzir a obra ou estudar os detalhes, a forma mais confiável é pelo acervo digital do MASP. Eles têm a imagem em alta resolução, com informações sobre data, dimensões e técnica (óleo sobre tela). O link direto para a página da obra no site deles é masp.org.br — basta buscar por "Os Retirantes" na aba de acervo. A imagem fica disponível para uso educacional, mas cuidado com direitos autorais se for usar em qualquer material público, porque a reprodução institucional da obra exige autorização do Museu.

Outro detalhe prático: existem reproduções piratas vendidas como "quadros decorativos" com qualidade extremamente baixa, muitas vezes com cores distorcidas e resolução insuficiente para ver os detalhes das pinceladas. Se o objetivo é estudar a técnica mesmo, vale a pena esperar uma exibição presencial ou garantir uma reprodução certificada. A diferença entre ver uma cópia ruim e a obra real é enorme — você perde informação sobre a textura, a camada de pigmento, as marcas de pincel que mostram exatamente como Portinari construiu cada figura. Há também uma versão em cartaz e livro com texto do crítico Fernando Brito, publicada pela Livraria Martins Fontes nos anos 70, que reúne imagens ampliadas dos painéis com uma análise técnica sólida. É um material que ainda circula em sebos e pode ser encontrado em plataformas como Amazon e Magazine Luiza, mas verifique sempre a data de publicação — edições mais antigas tendem a ter cores mais fiéis ao original.

Se for visitar a obra ao vivo, o MASP fica na Avenida Paulista, 1578, em São Paulo. A exposição permanente dos painéis está na sala dedicada à arte brasileira do século 20. O horário costuma ser das 10h às 18h, de quarta a domingo, mas confirme antes no site, porque há temporadas de mutirão ou obras temporárias que alteram a disposição das peças.