Acordes Sustenidos Maiores Violão - Acordes Sustenidos Maiores para Violão - Casa do Músico
Acordes Sustenidos Maiores para Violão - Casa do Músico

Como usar acordes sustenidos no violão na prática

O primeiro problema que eu encontrei foi na hora de fazer Fmaior. A forma de barrado em lá, que todo mundo aprende primeiro, vira Fquando você sobe um semitom. Fácil, certo? Só que o braço do violão fica apertado ali e o dedo indicador simplesmente não cobre todas as cordas. Eu tentei colocar mais força e acabou doendo o pulso depois de três minutos tocando. A solução que funcionou pra mim foi mudar o dedilhado. Em vez de segurar o barrado completo com o indicador, eu uso o indicador só nas cordas 1 e 2, e o médio e anelar fazem o resto do formato. Não é bonito, não é textbook, mas funciona em música ao vivo quando você não tem tempo de ajustar a mão.

acordes sustenidos maiores violão — formas básicas

Vou listar as mais usadas. A ordem segue a dificuldade crescente, não a ordem cromática, porque é assim que você realmente vai encontrar elas em repertório. Fmaior. Forma de barrado em Lá, desliza uma casa. Dedo indicador no 2º traste, médio no 4º, anelar no 6º, mindinho no 4º na corda de Si. O pulso fica torcido nessa posição. Se você tem mãos pequenas, considere usar um violão com escala mais curta ou afinar meio tom abaixo para tocar com formas de E maior normal.

Cmaior. Barrado em Fá#, casa 4. A mesma dificuldade do F#, só que pior porque a corda mais grossa vibra mais e exige mais pressão. Eu resolvi isso trocando as cordas por um jogo mais leve — Elixir 80/20 Bronze Light, 12-53. Fez diferença imediata na facilidade de pressionar sem causar dor. Gmaior. Barrado em Sol#, casa 6. Aqui o problema muda. O braço do violão engrossa nessas casas e o Polegar do braço direito colide com o encosto se você toca ereto. A solução foi inclinar um pouco mais o braço esquerdo, tipo 30 graus, e usar a ponta do indicador em vez do costado para o barrado. Dá menos cobertura mas funciona.

Amaior. Barrado em Lá#, casa 8. Quase ninguém usa forma de barrado aqui. A alternativa é usar a forma de Dmenor com dedo livre, ou simplesmente afinar meio tom abaixo e tocar como A maior normal. A segunda opção é a que eu recomendo para gravação, porque o arranjo inteiro fica meio tom mais baixo e soa mais denso sem precisar reaprender os formatos. B maior. Barrado em Si, casa 7. Essa é mais confortável que as outras porque a forma é de barrado em Solcom o indicador na casa 7. O pulso fica neutro e o alcance dos dedos menores é menor. Eu uso B maior quase todo dia em Bossa Nova e não tenho problema com essa forma.

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Quando sustenido não funciona

Tem três situações onde acordes sustenidos maiores violão simplesmente não valem o esforço. A primeira é em músicas com mudança rápida de tonalidade, tipo Jazz Modal, onde você precisa transpor em tempo real. Nesses casos, eu prefiro memorizar os nomes das notas e tocar em forma natural, mesmo que a partitura diga C#7. O cérebro traduz de qualquer jeito depois de um tempo. A segunda é em gravações multi-camadas. Se você está gravando seis partes de violão e quatro delas precisam ser sustenidas, o resultado final tende a ficar confuso porque os harmônicos das cordas abertas se sobrepõem de forma estranha. O truque que eu uso é alternar entre violão normal e violão afinado meio tom abaixo em takes diferentes. Soa mais limpo e evita o efeito de "fundo musical borrado".

A terceira é quando o vocalista tem limitação de registro. Cmaior num arranjo de bossa nova em andamento rápido pode subir demais pro cantor. Nesse caso, eu baixo pra B maior ou até Amaior, dependendo do tessitura dele. É mais simples deixar o acorde mais aberto do que pedir pro cantor subir sem treinamento.

Como lidar com a tensão do braço

Eu desenvolvi uma lesão por esforço repetitivo nos tendões do punho esquerdo aos 23 anos por causa exatamente disso. Sobe muitos semitons seguidos, aperta o braço, e em duas horas o dedo indicador já treme. O protocolo que me salvou foi: pausar a cada 15 minutos, fazer extensão passiva dos dedos, e usar gelo no punho antes e depois de ensaios longos. Nada revolucionário, mas funciona. Outro detalhe importante: violão com tarraxas de ação precisa estar bem regulado. Se a corda solta na casa 12 tá desafinada, nenhum exercício de técnica resolve. Eu gasto cerca de 20 minutos regulando a ação toda semana, e isso corta pela metade o tempo de aquecimento porque as cordas ficam mais macias e exigem menos pressão.

Transposição em tempo real

Se você precisa tocar um acorde sustenido em situação ao vivo e não tem tempo de calcular, a técnica mais rápida é: identifique a forma base (barrado em E, barrado em A, ou forma aberta), suba uma casa no braço, e ajuste os dedos correspondentes. Para Fmaior, por exemplo, pegue a forma de E maior, sobe uma casa (casa 1), e faz barrado. Para Gmaior, pegue a forma de D maior aberta, sobe duas casas. Mas note que a forma de D aberta em forma de sustenido é impraticável na prática; nesse caso, melhor usar a forma de barrado em Fácom indicador no 6º traste. Na hora de pensar em acordes sustenidos maiores violão, o mais útil é dominar bem três formas de barrado — E, A e D — e saber subir e descer pelo braço. O resto é questão de prática e de aprender a sentir o peso da mão, não de decorar fórmulas. Acordes sustenidos maiores violão são mais sobre economia de movimento do que sobre teoria, e quem entende isso perde menos tempo no palco e mais tempo tocando.