Analise As Frases Abaixo Quanto A Concordância Verbal E Depois - analise as frases a seguir quanto à concordância verbal: i – havia ...
analise as frases a seguir quanto à concordância verbal: i – havia ...

Como fazer análise de concordância verbal sem perder a paciência

A concordância verbal é um dos pontos que mais geram dúvidas, não porque a regra em si seja complexa, mas porque as exceções aparecem todo o tempo e os livros didáticos muitas vezes simplificam demais. Quando você vai analisar frases na prática, o erro mais comum é olhar só para o verbo e tentar adivinhar o sujeito. A coisa funciona melhor se você inverter a lógica: encontre o sujeito primeiro, classifique-o, e só então valide se o verbo está no singular ou no plural que lhe compete.

analise as frases abaixo quanto a concordância verbal e depois aplique a regra do núcleo

Vou ser direto. A regra de ouro é esta: o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa. Não é sempre que o sujeito vem antes do verbo. Em português, a ordem direta é apenas uma das possibilidades. Frases como "Chegaram os candidatos às 9h" ou "Havia muitas dúvidas naquela manhã" te pegam de surpresa se você estiver lendo apressado. O verbo vem primeiro, o sujeito aparece por último, e aí a tentação de marcar como erro é grande. Eu já passei por isso em correções de textos formais, inclusive. Na prática, o procedimento que eu recomendo é este:

Faça uma pergunta ao verbo. "Quem chegou?" "os candidatos". Agora você identificou o sujeito e pode conferir a concordância. Se a pergunta retorna um núcleo no plural, o verbo precisa estar no plural. Esse método funciona para cerca de 85% dos casos que encontro em revisões. O problema começa quando o sujeito é composto. "O diretor e a coordenadora assinaram o documento." Aqui tudo parece certo, mas eu já vi corretores marcarem como erro quando os sujeitos compostos vêm depois do verbo e o autor, por insegurança, coloca o verbo no singular. O verbo deve concordar no plural: "Assinaram o documento o diretor e a coordenadora." A ordem inversa não muda a regra.

os casos que realmente dão trabalho

Existem situações em que a concordância parece quebrar a lógica e aí é onde a maioria das pessoas erra. Vou listar os que mais aparecem em análise de frases e como resolvê-los. Sujeito formado por expressions partitivas: "A maioria dos alunos chegou atrasada." O verbo pode ficar no singular ou no plural. Ambas as formas são aceitas pela norma culta. "A maioria dos alunos chegaram atrasados" também está correta. O que muitas bancas e corretores exigem é coerência interna. Se você usar o verbo no singular, o adjetivo vai no singular. Se usar no plural, o adjetivo vai no plural. Misturar os dois é que é erro real. Eu tive um caso em que um texto técnico usava "A maioria dos envolvidos foram responsabilizados emultimultas aplicadas" e o erro não estava na concordância do verbo, mas na falta de concordância do particípio com o sujeito. Ajustei para "multas aplicadas" mantendo a coerência.

Verbo haver com sentido de existir: "Havia muitos problemas para resolver." O verbo haver, nesse sentido, é impessoal. Fica sempre no singular, não importa quantos elementos apareçam depois. Esse é um dos erros mais recorrentes que eu vejo. As pessoas Naturalmentetendem a colocar "houveram" no plural porque associam o verbo a algo contável. Não faz sentido. A forma correta é invariável: "havia", "houve", "haverá". Verbo fazer indicando tempo: "Faz dois anos que não o vejo." Assim como o haver, o fazer temporal é impessoal. Fica no singular. "Faz anos que não o vejo." "Já faz meses que espero." Se você vir "fazem dois anos", já pode marcar como erro em contexto normativo.

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Sujeito oracional: "É necessário que vocês estudem mais." O sujeito aqui é a oração inteira "que vocês estudem mais". O verbo principal fica no singular porque o sujeito não é um substantivo plural visível. Esse caso confunde muita gente que tenta encontrar um núcleo plural na oração subordinada e força uma concordância inadequada. Verbos que indicam fenômenos naturais: "Choveu muito nesta cidade." "Nevar faz parte da rotina no sul." Verbos como chover, nevar, ventar são impessoais por natureza. Ficam na terceira pessoa do singular mesmo quando se fala de eventos repetidos ou prolongados.

a armadilha do pronome relativo "que" e "quem"

Quando o sujeito é introduzido por um pronome relativo, a concordância depende do antecedente. "Fui eu que fiz o relatório." O verbo fica na primeira pessoa porque o antecedente de "que" é "eu". "Fomos nós que fizemos o relatório." Antecedente é "nós", verbo no plural. Já em "Foi ele quem pediu demissão", o verbo com quem pode ir para a terceira pessoa do singular ou concordar com o antecedente: "pediu" ou "pediram". Ambas são aceitáveis, mas a primeira é mais comum e mais segura em textos formais. Eu aprendi isso na prática depois de analisar centenas de frases em revisões contratuais. Um contrato dizia "São partes envolvidas que assinaram o termo". O correto seria "São partes envolvidas as que assinaram o termo" ou restructuring a frase para evitar a ambiguidade. A concordância estava tecnicamente ok, mas a construção gerava confusão sobre quem exatamente assinou. Reformulei para deixar claro e evitei qualquer interpretação problemática.

casos em que a concordância falha completamente

Não adianta disfarçar: existem construções em que a norma padrão não oferece segurança. Por exemplo, com sujeitos coordenados aditivos ligados por "ou". "O diretor ou os coordenadores serão convocados." O verbo pode concordar com o núcleo mais próximo ou com todos os elementos. A norma permite ambas as opções, mas na prática jornalística e acadêmica, o preferred é concordar com o elemento mais próximo para evitar ambiguidade. Eu costumo recomendar essa abordagem porque reduz o risco de mal-entendidos. Outro ponto problemático é a concordância com expressões quantitativas indefinidas como "parte de", "maioria de", "grupos de". Elas aceitam flexão variável dependendo do contexto e do nível de formalidade exigido. Em textos jurídicos, eu sempre peço para manter a concordância com o núcleo da expressão partitiva no singular, a menos que o plural seja absolutamente necessário para o sentido. É uma questão de estilo que reflete preferência institucional mais do que uma regra gramatical rígida.

como testar se sua análise está correta

Depois de analisar cada frase, faça a seguinte verificação rápida: substitua o sujeito por um pronome pessoal e veja se o verbo se adapta naturalmente. Se a frase original é "Os estudantes que chegaram ontem receberam os materiais", substitua por "Eles receberam os materiais". Se soa natural, a concordância está provavelmente correta. Se soar estranha, revise a identificação do sujeito. Esse truque não funciona para todos os casos, especialmente os que envolvem verbo no infinitivo flexionado ou orações subjuntivas, mas para a grande maioria das frases declarativas ele dá resultado rápido e confiável. Eu uso esse método desde que comecei a revisar textos profissionais e ele me economiza bastante tempo em análise comparativa.

A concordância verbal exige atenção ao sujeito, familiaridade com as exceções e prática constante. Se você quiser melhorar, a melhor estratégia é ler bastante texto bem escrito e identificar mentalmente os núcleos dos sujeitos. Com o tempo, a identificação torna-se automática e os erros ficam mais evidentes antes mesmo de você terminar de ler a frase.