A sequência das pragas no Egito
A história está registrada principalmente no livro do Êxodo, capítulos 7 a 12, mas é importante notar que diferentes tradições judaicas e cristãs organizam a lista de maneiras ligeiramente diferentes. A versão mais comum segue esta ordem:
as 10 pragas do egito em ordem
1. Água transformada em sangue — O Nilo e todas as águas do Egito viram sangue. Dura sete dias. Aaron, irmão de Moisés, é quem executa a praga primeiro, com a vara. Os sacerdotes egípcios conseguem reproduzir o efeito com suas artes, o que aumenta a tensão desde o início. 2. Sapos — Rãs invadem casas, camas e fornos. O faraó pede que Moisés ore para que os sapos sejam retirados, e Moisés concorda. A diferença é que depois que os sapos morrem e apodrecem, o cheiro é terrível, o que provavelmente piorou a situação em vez de resolver.
3. Piolhos (ou ferros) — O solo se transforma em piolhos. Desta vez, os magos egípcios não conseguem reproduzir o milagre. Eles dizem ao faraó: "Isto é o dedo de Deus". É o ponto de virada em que a autoridade mágica do Egito começa a ruir. 4. Moscas — Enxames de moscas devastam o Egito, mas a terra de Goshén, onde os israelitas viviam, fica isolada. Essa distinção geográfica é um padrão que se repete nas pragas seguintes. O Faraó oferece negociar, permitindo que os israelitas sacrifiquem, mas proíbe que deixem o país.
5. Peste nos animais — O gado egípcio morre. Cavalos, bois, camelos, rebanhos. Os animais dos israelitas ficam intocados. Novamente, a separação geográfica aparece. O Faraó testa se os israelitas realmente ficaram livres e descobre que não, mas ainda recusa libertá-los. 6. Úlceras — Pó lançado ao ar que se transforma em feridas abertas em humanos e animais. Os magos egípcios nem estão presentes nesta praga porque estão incapacitados pelas próprias úlceras. O texto diz que o coração do faraó se endureceu.
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7. Granizo e fogo — Uma tempestade de granizo misturada com fogo destrói colheitas e mata pessoas e animais expostos. Quem temeu a palavra de Deus protegeu seus servos e animais. As culturas afetadas são especificamente citadas: linho, cevada e trigo. 8. Gafanhotos — Um vento oriental traz uma nuvem de gafanhotos que consome tudo o que o granizo deixou. O Faraó se rende brevemente, permitindo a partida dos israelitas, mas logo volta atrás quando eles saem.
9. Trevas — Três dias de escuridão absoluta sobre o Egito. Os israelitas tinham luz onde quer que estivessem. A treva é descrita como algo que "se pode tocar". É uma paródia direta do deus sol Rá, que era central na religião egípcia. 10. Morte dos primogênitos — A praga final. Todo primogênito egípcio, de Faraó ao prisioneiro, morre na noite entre 14 e 15 de Nisan. Os israelitas se protegeram pelo sangue do cordeiro pascal. Essa noite é commemorate na Páscoa judaica.
Uma coisa que poucos notam é que as primeiras três pragas afetam a terra e a água do Egito. As próximas duas atingem os animais. Depois, os seres humanos. A escalada é intencional e sistemática. Não é aleatório. Também vale mencionar que a sequência varia entre a tradição massorética (a base da nossa Bíblia) e a Septuaginta. Na versão grega, algumas pragas aparecem em ordem diferente, e há uma praga adicional mencionada. A maioria dos estudiosos acha que a versão massorética é a mais antiga e confiável.
Se você está estudando isso para um trabalho ou pregação, recomendo comparar com o Saltério de Josué (Ps 78 e Ps 105), que reconta as pragas em forma poética. A ordem lá é um pouco diferente do Êxodo. Isso gera debates acadêmicos sérios, mas também mostra que a tradição era viva e flexível, não um texto fixo desde o início.