As Funções Administrativas São Exceto - As Funções Administrativas São Exceto - BRAINCP
As Funções Administrativas São Exceto - BRAINCP

Funções administrativas: o que entra, o que sai e onde todo mundo erra

Se você está estudando administração ou se preparando para uma prova, já deve ter se deparado com a pergunta clássica: "as funções administrativas são exceto...?" A resposta curta depende da banca ou do autor que você está seguindo, mas a lógica por trás dela é sempre a mesma. As funções administrativas tradicionais, na visão de Fayol e subsequentes, são planejar, organizar, dirigir e controlar. Tudo que não se encaixa nesses quatro é, por definição, exceto.

As funções administrativas são exceto essas opções aqui

Em questões de concurso e prova, as alternativas "exceto" mais comuns que aparecem são: vender, financiar, inovar, coordenar (em algumas bancas), suprir, abastecer, comercializar e fiscalizar. A primeira armadilha é que coordenar às vezes é cobrado como função separada, mas na maioria dos livros-texto brasileiros ele está embutido dentro de dirigir. Vender e comercializar são atividades operacionais, não administrativas. Financiar também é uma função específica de outra área, não uma função administrativa genérica. O que eu vejo todo mundo errar é confundir função administrativa com atividade empresarial. Uma empresa tem várias funções: administração, marketing, finanças, produção, RH. Dentro da administração, estão os quatro pilares clássicos. O resto são departamentos ou áreas de suporte. Quando a questão pede "exceto", ela quer que você identifique o que pertence a outra função organizacional, não ao núcleo gerencial.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

No meu dia a dia, trabalhei em uma empresa onde o departamento financeiro estava respondendo por controle orçamentário e, ao mesmo tempo, a diretoria cobrava planejamento estratégico da operação. O resultado era que ninguém sabia quem era responsável pelo quê. Eu resolvi mapeando os processos e separando claramente o que era ato administrativo — definir metas, alocar recursos, acompanhar indicadores — do que era ato funcional de outra área — como captar empréstimos ou negociar com fornecedores. A confusão só acontecia porque as definições teóricas estavam claras no livro, mas na prática todo mundo sobrepunha as mesmas planilhas. Outro ponto que pouca gente comenta é a questão da coordenação. Henry Fayol listava coordenar como função à parte, mas a maioria das obras brasileiras dos últimos quarenta anos funde coordenar com dirigir. Se a sua banca ou o seu professor segue essa vertente, coordenar cai como "exceto". Já se seguirem Fayol puro, coordenar entra como função administrativa. Sempre verifique o referencial antes de marcar qualquer alternativa.

Também é importante notar que algumas bancas consideram comandar como função distinta de dirigir, mas na estrutura moderna dirigir já engloba liderar, comunicar, motivar e comandar. Separar comando de direção é uma divisão ultrapassada que aparece de vez em quando em provas mais antigas. Se você ver comando como alternativa "exceto", provavelmente é essa a pegadinha. O controle merece um comentário à parte porque é a função mais negligenciada na prática e a que mais gera reclamação. Eu já vi gestores que planejavam perfeitamente, organizavam bem, direcionavam com clareza e simplesmente não fechavam o ciclo com acompanhamento real. O controle não é só relatório final. É definir indicadores antes, monitorar durante, corrigir no caminho. Sem isso, o resto vira teoria bonita que não segura nada no pé do muro.

Se você está resolvendo questões, a dica mais útil não é decorar listas. É entender a lógica: planejamento define o rumo, organização distribui os meios, direção aciona as pessoas, controle verifica se o caminho foi seguido. Tudo que não se encaixa nisso é exceto. Vender, comprar, fabricar, financiar, inovar, pesquisar — cada um desses tem seu lugar na empresa, mas não são funções administrativas no sentido clássico do termo.