Assinale A Alternativa Onde O Sujeito Não Foi Corretamente Grifado - Assinale A Alternativa Onde O Sujeito Não Foi Corretamente Grifado ...
Assinale A Alternativa Onde O Sujeito Não Foi Corretamente Grifado ...

O problema recorrente em provas e concursos

A questão de "assinale a alternativa onde o sujeito não foi corretamente grifado" apareceu em praticamente todas as bancas que eu já vi: FGV, CESPE, VUNESP, mesmo em níveis mais básicos. O erro mais frequente não é falta de conhecimento da regra, é identificação errada do núcleo do sujeito. As bancas adoram colocar orações com adjunto adverbial deslocado, voz passiva sintética, ou inversão da ordem direta para confundir quem está fazendo a análise morfológica.

Como assinale a alternativa onde o sujeito não foi corretamente grifado com segurança

O método que funciona é simples, mas exige disciplina. Primeiro, identifique o verbo da oração. Depois, faça a pergunta: quem pratica a ação ou sobre quem se fala? A resposta é o sujeito. O núcleo vem dentro dessa resposta. Vou mostrar com exemplos práticos o que costuma dar errado.

Exemplos de erros comuns na grifação do sujeito

Exemplo 1 — Sujeito composto mal localizado: Orações como "Compraram-se muitos livros na feirinha" têm sujeito indeterminado. O pronome "se" é índice de indeterminação do sujeito, não parte do sujeito em si. Quem grifa "se" sozinho está errado. O correto é identificar que não há sujeito explícito — é uma oração sem sujeito.

Exemplo 2 — Voz passiva analítica: "O relatório foi entregue pela diretora." Aqui o sujeito é "o relatório", sujeito paciente. A preposição "por" introduz o agente da passiva, que nunca deve ser grifado como sujeito. Já vi candidato marcar "pela diretora" como sujeito em prova, e errar feio.

Exemplo 3 — Inversão da ordem direta com advérbio: "Ontem, os candidatos deram provas difíceis." O sujeito é "os candidatos", núcleo "candidatos". "Ontem" é adjunto adverbial de tempo. Bancas colocam o advérbio no início da oração propositalmente para fazer o candidato se perder e grifar a palavra errada.

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Exemplo 4 — Sujeito oracional: "É necessário que os alunos estudem mais." O sujeito é a oração inteira "que os alunos estudem mais". Grifar apenas "alunos" ou apenas "estudem" é erro. O verbo "é" concorda com a ideia de necessidade expressa pela oração subordinada.

Exemplo 5 — Verbo haver com sentido de existir: "Houve muitos problemas na avaliação." Nessa construção, "houve" é impessoal. Não há sujeito. O correto seria marcar que a oração não possui sujeito. Se a banca pedisse para grifar o sujeito nessa frase, qualquer grifo estaria errado.

O erro que eu encontrei na prática e como resolver

Uma vez, numa correção de prova de português para vestibular, deparei-me com a seguinte alternativa problemática: "Chegaram atrasados os professores da escola." Algumas bancas consideram sujeito "os professores" — o que está certo —, mas outras armadilhas aparecem quando o verbo está no plural e o suposto sujeito parece estar no singular devido à distância. A dica prática é: isole o verbo, flexione-o na pergunta, e o que responder é o sujeito. A posição na frase não importa para a identificação. Quando me deparei com essa estrutura em 2023, em uma banca regional, a armadilha era justamente essa: o verbo "chegaram" no plural fazia crer num sujeito plural, mas algumas alternativas traziam "atrasados" grifado, confundindo adjunto adverbial de modo com parte do sujeito. A solução foi aplicar o método da concordância: "quem chegou?" = "os professores". Ponto.

Dicas objetivas para não errar na hora da prova

O verbo é sempre o ponto de partida. Antes de grifar qualquer coisa, localize o verbo conjugado na oração. Em construções com "a + infinitivo" ou participos isolados, cuidado: podem ser partes do predicado, não do sujeito. Em orações iniciadas por "foi" ou "é" seguidas de oração subordinada substantiva, o sujeito quase sempre é a oração inteira. Se a alternativa grifar apenas um termo dentro dela, provavelmente está errada.

Advérbios nunca são núcleos de sujeito. Palavras como "ontem", "aqui", "bem", "muito" — quando funcionam como adjunto adverbial — devem ser ignoradas na busca pelo sujeito, ainda que apareçam antes dele na frase. O pronome "se" é o maior gerador de erro. Quando atua como partícula apassivadora, o verbo concorda com o sujeito paciente. Quando atua como índice de indeterminação do sujeito, não há sujeito para grifar. A diferença está no transitivismo do verbo: se o verbo é transitivo direto e concorda com algo, é passiva sintética. Se é transitivo indireto ou intransitivo e fica na terceira pessoa do singular, é indeterminação do sujeito.

Em resumo, o método é mecânico mas eficaz: localize o verbo, pergunte "quem?" ou "o quê?", isole a resposta e grife o núcleo. Qualquer alternativa que fuja desse padrão tem grande probabilidade de estar com o sujeito mal identificado. Leva cerca de 30 segundos por questão quando você já está treinado, mas exige que você não confunda posição com função sintática.