Atividade De Concordância Nominal - Atividade de Concordância Nominal | PDF
Atividade de Concordância Nominal | PDF

O que você precisa saber sobre concordância nominal antes de fazer qualquer exercício

A concordância nominal é um dos temas que mais gera dúvida, mesmo entre quem já escreve há anos. O problema não é a regra em si. É que ela tem muita exceção e, às vezes, a exceção é mais comum do que a regra. Quando você pega uma atividade de concordância nominal, o que importa na prática não é decorar o que diz o manual, mas saber identificar rapidamente onde o adjetivo se liga a quê e com que gênero e número.

Como resolver uma atividade de concordância nominal sem errar as armadilhas mais frequentes

O método prático é simples, mas exige atenção. Antes de tudo, você localiza o substantivo núcleo de cada grupo nominal e depois verifica se o adjetivo está se referindo a ele diretamente ou se há uma construção que muda a lógica. No papel, isso parece óbvio. Na hora da prova, a coisa complica porque as frases são construídas para testar justamente essas ambiguidades. Eu tenho um exemplo que costuma dar errado. Em uma avaliação, caiu uma questão com a frase: "Eles eram bastante conscientes dos riscos". Aarmadilha era escolher entre "bastante" como advérbio ou como adjetivo. A resposta correta não depende de uma regra seca, mas de entender que, nesse contexto, "bastante" funciona como advérbio de intensidade e, portanto, permanece invariável. Se você marcar "bastantes", já errou. Essa pegadinha apareceu em uma banca conhecida e gente experiente também errava. A dica prática é: sempre pergunte se a palavra modifica um nome ou um verbo/adjetivo/advérbio. Se modifica outro termo de intensidade, é invariável. Se modifica o substantivo diretamente, concorda.

Outro ponto que quase ninguém explica direito nas listas de exercícios é o caso de expressões como "anexo", "próprio", "mesmo" e "incluso". Eles funcionam de maneiras diferentes dependendo da construção. "Anexo" e "incluso" tendem a concordar quando são adjuntos adverbiais ou quando vêm após o substantivo. Já "mesmo" e "próprio" podem funcionar como pronome ou adjetivo, e isso muda tudo. Se eu vejo "as próprias alunas" no exercício, já sei que "próprias" é adjetivo e concorda. Se vejo "elas mesmas chegaram", aí "mesmas" é pronome reflexivo e também concorda, mas a função sintática é outra. Confundir esses dois casos é o erro mais comum em atividade de concordância nominal de nível intermediário.

Registros técnicos que fazem diferença na hora da prova

Vou listar o que realmente aparece com frequência e o que costuma cair como pegadinha. O uso de "menos" é um clássico. Ele é invariável. Sempre. Não adianta tentar concordar. "Houve muitas quejas, mas menos problemas" está correto. Alguém pode achar que deveria ser "menos problemas" e escrever "menos problemas", mas a dúvida surge porque "menos" parece ter sentido de quantidade. A regra é clara: invariável.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

"Meio" também merece atenção. Quando funciona como advérbio, é invariável. "Estou meio cansado" está certo. Quando funciona como numeral, concorda: "comi meio melão". A confusão aparece porque na fala coloquial muita gente usa "meio" como advérbio de intensidade e esquece que a norma culta faz essa distinção. Se a atividade cobra a norma padrão, você deve aplicar a distinção. Os adjetivos compostos, especialmente os que envolvem cores, merecem um parágrafo só. "Rosa-choque" é invariável porque é um adjetivo composto de cor. "Verde-amarelo" também. A exceção que costuma cair é "surdo-mudo": ambos os elementos concordam em gênero e número. Isso é diferente do que acontece com "ouro-vermelho", que é invariável. Lembre-se: se o segundo elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável. Se for adjetivo, ambos concordam.

Erros que todo mundo comete e como evitá-los na prática

O erro mais frequente que eu vejo em correções é a concordância com predicativo do sujeito quando o sujeito é composto. A regra básica diz que o adjetivo vai para o plural, mas há casos em que o predicativo pode ficar no singular se estiver se referindo apenas a um dos elementos. Isso não é exceção; é uma escolha estilística que a banca pode cobrar. O importante é identificar a intenção da frase. Outro erro clássico é a concordância com "custa". O verbo "custar" no sentido de "ser difícil" admite duas construções: "custa-me fazer isso" ou "custa-me isso". Mas muitos estudantes confundem com a concordância nominal e tentam ajustar adjetivos junto. Não há adjetivo envolvido nessa regência. Se a frase traz um adjetivo, ele concorda normalmente com o substantivo a que se refere, independente do verbo.

Há ainda o problema dos advérbios. Quando um advérbio modifica um adjetivo, ele nunca varia. "A prova foi muito difícil". "Muito" é advérbio e permanece invariável. Isso é tão simples que as bancas adoram cobrar porque a maioria dos alunos erra por pressão e tenta concordar por inércia. Se você travar em uma questão, pergunte-se: essa palavra é advérbio? Se for, invariável.

O que funciona e onde esse método falha

O método prático que descrevi funciona bem para a maioria das questões de concurso e atividades escolares. A taxa de acerto sobe significativamente quando você aplica a análise funcional antes de marcar a alternativa. O tempo que isso gasta é pequeno: em média, cerca de trinta segundos por questão, o que compensa pela redução de erros. Em uma prova com trinta questões de concordância nominal, isso significa cerca de quinze minutos a mais de análise, mas economiza revisões e evita marcações aleatórias. O ponto fraco é que esse método depende da sua capacidade de identificar funções sintáticas rapidamente. Se você não tem praticidade com análise sintática, o processo fica mais lento e ainda assim pode falhar em construções ambíguas. Nesse caso, o melhor caminho é aprender as regras por recorrência e repetir exercícios com correção comentada. Nenhuma técnica substitui a exposição repetida aos padrões cobrados pelas bancas.

Resumo rápido do que realmente importa

O essencial para quem está resolvendo uma atividade de concordância nominal é: identifique o núcleo, verifique a função da palavra que está na posição de adjetivo ou termo variável, e aplique as regras específicas para os casos mais problemáticos como bastante, meio, anexo, próprio, mesmo, incluso, menos e expressões de cor compostas. Não tente adivinhar. Leia a frase inteira antes de decidir. E quando a construção parecer ambígua, prefira a leitura que preserva a função sintática mais direta. Se você quer material para praticar, procure por provas de concursos anteriores, exercícios de banca Cebraspe, FGV ou Vunesp com gabarito comentado. A qualidade da banca define o nível de pegadinha. Bancas mais básicas cobram regras diretas. Bancas mais exigentes cobram as exceções e os casos limítrofes que listei aqui. Foque nos exercícios das bancas mais difíceis primeiro; os fáceis ficam naturais depois.