Atividades practicas para o dia a dia
Quando as pessoas pedem por atividade numero 1 e 2 sem contextualizar, a primeira coisa que acontece é muita confusao. Eu sempre começo explicando que nao existe um padrao unico universal, porque isso depende do ambito que voce esta trabalhando. No meu caso, eu lidei com isso ha alguns anos quando precisei organizar exercicios de programacao para uma turma de iniciantes e percebi que a estrutura dos dois primeiros atividades determina se o aluno desiste no primeiro mes ou consegue manter o ritmo ate o final do curso.
Entendendo atividade numero 1 e 2 na pratica
A atividade numero 1 costuma ser a base. Ela serve para voce entender como o conjunto de regras ou conceitos se encaixa antes de avancar. Na segunda atividade, voce ja aplica o que aprendeu com variacoes maiores e casos mais reais. Eu tenho um exemplo especifico que aconteceu comigo: eu estava montando uma sequencia de exercicios para pessoas que estavam entrando em avaliacao de dados e, no terceiro tentativa, eu percebi que a atividade 1 estava muito abstrata e a atividade 2 tambem. O resultado foi que os alunos conseguiam copiar uns dos outros porque ambas as tarefas tinham respostas obvias. A solucao que eu encontrei foi transformar a atividade 1 num problema de identificacao de padroes e a atividade 2 num exercicio de debugging onde o dado propositalmente quebra. O problema e que nem todo mundo tem condicoes de fazer esse ajuste sozinho. Se voce esta apenas seguindo um material pronto, a atividade 1 pode parecer simples demais e a atividade 2 parece que nao tem ligação nenhuma com a primeira. Isso acontece porque muitos criadores de conteudo nao pensam na progresao cognitiva, eles apenas separam por niveis de dificuldade aleatorios. Eu recomendo que voce sempre olhe os objetivos de aprendizagem antes de comecar, porque isso vai te dar uma ideia real do que esperar de cada parte.
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Uma coisa que eu notei e que quase nunca ensinam: a atividade 2 muitas vezes contem armadilhas que voce só percebe depois de terminar a atividade 1. No meu caso, eu criei uma activity onde a parte dois tinha um erro intencional na logica de repeticao, algo que eu so identifiquei quando um aluno me mostrou que a resposta dele estava completamente diferente da chave de correcao. Eu acabei reescrevendo ambas as atividades juntas, porque a atividade 1 precisava ter exatamente aquela dificuldade intermediaria que preparasse o estudante para o tropeco que viria no segunda parte. Sem essa preparacao, o aluno perde tempo achando que errou algo simples quando na verdade o exercicio estava testando se voce tinha fixado o conceito anterior. Outro ponto que merece atencao: voce nao precisa completar atividade numero 1 e 2 exatamente na ordem linear se estiver estudando por conta propria. Eu sempre permitia que meus alunos pudessem mirar na atividade 2 primeiro, entender o que ela pedia, e entao voltar para a atividade 1 com contexto. Funciona melhor do que seguir rigidityamente a sequencia proposta, principalmente quando voce ja tem alguma base prévia na area. Claro que isso funciona so se voce conseguir identificar onde estão os gaps do conhecimento, e geralmente esses gaps aparecem exatamente nos momentos em que voce travas na atividade 2 e percebe que precisa de algo que deveria estar na 1.
Se voce esta procurando material pronto para baixar, o problema e que atividade numero 1 e 2 genéricos aparecem em diversos formatos e a qualidade varia muito. O que eu faço e verificar se o material inclui um gabarito comentado, se mostra o raciocinio por tras da resposta e se tem pelo menos uma versao alternativa que testa o mesmo conceito de angulo diferente. Quando falta isso, o material geralmente e raso demais ou tenta cobrir tudo de uma vez sem dar espaco para voce praticar de verdade.