Atividade Uso Dos Porques - Atividade Sobre Uso Dos Porques - GITEDU
Atividade Sobre Uso Dos Porques - GITEDU

Como estruturar justificativas em atividades do dia a dia

Muito tempo atrás, quando comecei a trabalhar com gestão de processos, percebi que a maior parte das reuniões não progredia porque ninguém conseguia explicar o motivo das decisões de forma clara. As pessoas falavam muito, mas não conseguiam articular os porques por trás do que estavam propondo. Foi nesse contexto que desenvolvi uma abordagem prática para estruturar justificativas em qualquer tipo de atividade profissional.

Atividade uso dos porques: método na prática

O conceito é simples, mas raramente aplicado corretamente. Você precisa identificar três camadas em qualquer decisão: o o quê está sendo feito, o porquê está sendo feito e o como isso se conecta ao resultado esperado. A maioria das pessoas para no primeiro nível e acha que isso basta. Na minha experiência, o erro mais comum é confundir motivação com justificativa. Dizer que algo foi feito porque precisava ser feito não é uma razão válida. Você precisa conseguir responder a pergunta "e daí?" pelo menos três vezes antes de considerar a justificativa como sólida. Um problema específico que enfrentei: ao implementar um novo sistema de relatórios em uma empresa de logística, a equipe técnica explicou a escolha do software apenas mencionando funcionalidades. Quando perguntei sobre o custo operacional versus o ganho de produtividade, ninguém conseguia justificar o investimento. A solução foi exigir que cada proposta incluísse um documento de uma página com: problema identificado, alternativa considerada, motivo da escolha final e métrica de sucesso. Esse formato reduziu o tempo de aprovação de decisões em cerca de 40%, passando de uma média de 3 dias para 1 dia e meio.

Quando o método não funciona

Existem situações em que exigir justificativas detalhadas é contraproducente. Em emergências, onde decisões precisam ser tomadas em minutos, o processo de estruturar porques pode atrasar respostas críticas. Também não recomendo esse método para atividades criativas exploratórias, onde a intuição e a experimentação são mais valiosas que a lógica estruturada. Uma limitação importante: esse enfoque tende a favorecer profissionais com habilidade de escrita sobre aqueles com expertise técnica profunda. Pessoas que pensam visualmente ou de forma não linear podem ter dificuldade em traduzir seus argumentos para o formato texto estruturado. Nesses casos, o ideal é usar diagramas de fluxo ou mapas mentais como complemento antes de redigir a justificativa formal.

Passo a passo para aplicar

Primeiro, escreva o problema em uma única frase. Se você não consegue simplificar, ainda não entendeu bem o que está tentando resolver. Segundo, liste pelo menos duas alternativas que considerou e rejeitou, explicando brevemente o motivo de cada rejeição. Terceiro, defina como vai medir se a justificativa estava correta após a implementação. O fourth, compartilhe com alguém externo ao projeto para validar se os argumentos fazem sentido sem o contexto que você já domina. Essa etapa revela lacunas que normalmente passam despercebidas. Um colega pode apontar falhas lógicas em questão de segundos que você levaria horas para identificar sozinho. Mantenha o documento em uma única página. Se ultrapassar esse limite, significa que a justificativa está incompleta ou que você está tentando cobrir cenários que ainda não existem. A regra prática é: cada parágrafo adicional além do primeiro exige um motivo concreto, não apenas informação extra para parecer mais elaborado.