A resposta curta: quatro
A grande maioria dos baixos têm quatro cordas. É o padrão que você vai encontrar em 90% dos casos. Túnica, ré, sol, dó — a afinação padrão idêntica à do violão mas uma oitava abaixo. Se você pegar qualquer baixo novo na loja, vai ser esse.
baixo tem quantas cordas: a variável real
Mas a pergunta já começa errada porque pressupõe que existe um número único. Na prática, o mercado oferece baixos de três, quatro, cinco, seis e até sete cordas. O de cinco cordas está cada vez mais comum, especialmente no jazz e na música contemporânea. A corda extra é um si grave, estendida para baixo do dó, o que resolve aquele problema chato de ter que trocar de posição no braço quando a música desce muito. O baixo de seis cordas é outra coisa. Adiciona um si agudo acima do Lá. A tensão distribuída em seis cordas mais finas exige um braço mais largo e um escala mais larga, o que muda completamente a ergonomia. Não é apenas colocar duas cordas a mais num corpo de quatro. O mecanismo de afiação também precisa ser diferente, e os trastes ficam mais próximos entre si, o que exige precisão maior na digitação.
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Existem configurções mais exóticas, como o oito cordas que alguns fabricantes oferecem, mas isso já é nicho demais para discutir aqui. O interessante é que muitos músicos aprendem no quatro e depois migram para o cinco sem dificuldade, porque as cinco primeiras cordas do cinco são exatamente as mesmas do quatro, só que deslocadas. Quem vem do cinco para o quatro sente falta da profundidade do si grave, mas se adapta rápido. Eu tive um problema concreto com um baixo de cinco cordas que comprei usado. O regulagem da ponte era do tipo individual para cada corda, e como a corda de si é muito mais grossa que as outras, a ação estava desbalanceada de forma invisível. Soava bem em algumas posições e estranho em outras. A solução foi trocar as pestanas do cabeçote por um modelo de bloco único feito de latão, o que uniformizou a ação em todas as casas. Gastou umas trezentas reais em mão de obra, mas resolveu. Tentar ajustar só pela ponte era perder tempo.
Outro ponto que ninguém menciona: o peso. Um baixo de cinco cordas com corpo em alder pesa cerca de meio quilo a mais que o equivalente de quatro. Em shows longos, isso faz diferença na postura. Já vi guitarristas que migraram para o cinco e desenvolveram dor no ombro direito porque o contrapeso do cabrestante não compensava o deslocamento de massa. A correção foi colocar uma alça mais larga e redistribuir o peso com um contrapeso interno no compartimento das captadores, algo que qualquer luthier consegue fazer em uma hora. Em resumo, baixo tem quantas cordas depende do contexto. Se for para aprender, comece com quatro. Se for para tocar em situações onde a nota grave estendida é necessária frequentemente, considere o cinco. O seis só faz sentido se você realmente precisa das duasextensões, aguda e grave, simultaneamente. Mais cordas não é necessariamente melhor — é apenas diferente, e essa diferença tem custos práticos que valem a pena avaliar antes de investir.