Sobre o filme Besouro
O filme Besouro é de 2009, dirigido por Marcos Jorge. Narra a história de José Cândido de Jesus, mais conhecido como Besouro Mangangá, um mestre de capoeira brasileiro de verdade que viveu no início do século 20 na Bahia. A trama acompanha desde sua infância até seu confronto com as autoridades da época, mostrando a luta contra o racismo e a criminalização da capoeira. Tem drama, ação e contexto histórico, mas não é um filme de super-herói. É mais um drama biográfico mesmo.
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Pra quem tá buscando besouro o filme resumo, a coisa é simples: Besouro é capoeirista eomba de malandragem, é acusado de crimes e vai preso. Ele tenta se provar inocente enquanto sobrevive na Salvador dos anos 1920. O final é aberto e ambíguo, o que dividiu muita gente. Tem cenas fortes de violência, então avisando: não é filme pra criança. Eu particularmente achei que o problema principal do filme é a escolha narrativa dele. O diretor prefere mostrar fatos soltos sem conectar muito bem os pontos emocionais. Às vezes parece que você tá assistindo uma lista de eventos em vez de uma história. A atuação do Rafael Sarchetti como o jovem Besouro é decente, mas o adulto, interpretado por Selton Mello, fica meio em segundo plano. Isso é comum em filmes biográficos brasileiros com orçamento apertado, onde a pós-produção não consegue dar o acabamento que a história precisava.
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Um detalhe que quase ninguém nota: o filme usa música tradicional de capoeira como trilha sonora sem contextualizar muito. Ângela Ro Ro fez a trilha e as canções aparecem em momentos aleatórios. No começo eu achava estranho, mas depois percebi que era uma escolha proposital do diretor. Ele não queria um romance musical, queria que a capoeira existisse como elemento cultural vivo e não como ornamento. É uma leitura válida, ainda que executada de forma imperfeita. Se você quer assistir, o filme originalmente foi lançado em DVD e Blu-ray. Hoje em dia é difícil encontrar versão física nova. Eu tentei achar uma cópia boa em algum site de compartilhamento e sempre acabava pegando arquivos com áudio dessincronizado ou qualidade baixíssima. A solução prática que funcionou pra mim foi buscar em plataformas de streaming nacionais quando ele entra no catálogo. Só que essas plataformas mudam o catálogo com frequência. Às vezes aparece, às vezes some. Se quiser garantir, a saída mais confiável hoje é verificar o catálogo da Netflix, Amazon Prime ou similares no momento da sua pesquisa, já que os direitos de distribuição giram bastante no Brasil.
Outro ponto que vale a pena saber: tem uma confusão constante entre esse filme de 2009 e outros projetos sobre a figura do Besouro. Existe um documentário chamado Besouro Mangangá, de 2013, dirigido por Paulo Markun, que é diferente. Muitas pessoas confundem e acabam assistindo o conteúdo errado. O documentário é mais fiel historicamente, mas tem um ritmo lento demais pra quem não tá familiarizado com o tema. O filme de ficção, apesar das falhas, é mais acessível. A recomendação aqui é: se quer entretenimento, assiste o de 2009. Se quer estudar o assunto, o documentário é mais útil. Há também uma limitação importante do filme que poucos mencionam. Ele simplifica demais o papel das irmandades católicas e das religiões de matriz africana na proteção dos capoeiristas da época. Na realidade, essa rede de apoio era muito mais organizada do que o filme mostra. Se você estiver usando o filme como base pra algum trabalho escolar ou pesquisa, não conte com ele como fonte confiável. O roteiro priorizou drama em vez de precisão histórica em vários momentos. Use como ponto de partida, não como resposta final.
Resumindo de forma prática: o filme é assistível, tem momentos bons, mas tem falhas estruturais sérias. Não é obra-prima, não é péssimo também. É um produto cinematográfico brasileiro dentro das limitações do orçamento e do prazo de produção que ele teve. Se sua expectativa for Realista, você vai conseguir aproveitar. Se esperar algo grandioso, vai se decepcionar.