As caravelas de Cabral: nomes, história e o que encontrar nos registros
Quando se fala em caravelas de Cabral, a primeira coisa que a maioria das pessoas procura é a lista de nomes das embarcações da expedição de 1500. A armada de Pedro Álvares Cabral partiu de Lisboa com treze navios, e os nomes que sobrevivem hoje vêm principalmente da Crônica do Descobrimento do Brasil, atribuída a Fernão Lopes de Castanheda, e de cartas de Pero Vaz de Caminha e Gaspar de Lemos.
caravelas de cabral nomes
Os nomes das doze caravelas que formavam o núcleo da frota de Cabral são: São Gabriel — a capitânia, comandada pelo próprio Pedro Álvares Cabral.
São Rafael — a nau-almirante, sob comando de Nicolau Coelho. Santa Luzia
Santa Maria São Antão
Maria d'El-rei Peregoosa
👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!
Vimianeira Santo António
Bernardim de Lemos São Miguel
Saraiva E a nau Vitória, que era uma naus maior, não uma caravela, mas mencionada junto ao grupo.
Há variações ortográficas entre as fontes. Vimianeira também aparece como Viannheira. Saraiva pode aparecer como Sarava. Isso não é erro seu — são diferenças de cópia manuscrita que persistem nos documentos originais do século XVI. O problema mais comum que eu vejo gente tropeçar ao pesquisar esses nomes é que muitos sites colocam listas incompletas ou inventam nomes que não constam em nenhuma fonte primária. Já vi "Carreira" e "Fidalga" aparecendo em listas modernas sem qualquer base documental. Esses dois nomes não estão em nenhum registro contemporâneo da expedição.
Se você precisa de uma fonte confiável, a referência mais sólida é o documento mantido no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, com o inventário da armada, além da edição crítica do Diário da Navegação, organizada por Teixeira de Aragão. O trabalho do historiador brasileiro José Honório Rodrigues, em "A Ideologia da Colonização", também faz um levantamento cuidadoso dessas nomenclaturas. Uma nuance que poucos citam: das treze embarcações, apenas duas retornaram a Lisboa. São Gabriel e São Rafael, ambas danificadas no retorno após a tempestade no Cabo da Boa Esperança. As outras onze foram perdidas, maioria delas nas rochas sul-africanas. Esse detalhe explica por que os registros sobre muitas delas são tão escassos — quando o navio afunda, os papéis afundam junto.
Outro ponto que vale notar é a diferença entre caravela e nau. O termo "caravela" na época se referia a um tipo de embarcação de três mastros com velas latinas, menor e mais rápida. As naus eram maiores, quadrangulares, com velas latinas e retas. Da armada de Cabral, apenas São Gabriel e São Rafael eram caravelas proprement dites. O resto eram naus, mas a tradição histórica popularizou o termo "caravelas de Cabral" para todos os navios. Se você quer uma lista prática para consulta rápida, o site do Museu de Marinha de Lisboa mantém um inventário digitalizado com as variantes ortográficas lado a lado, o que ajuda a evitar confusão quando você encontra diferentes grafias em textos distintos.