Como chegar no Paraná: um guia prático de quem já traverseu isso várias vezes
A maioria das pessoas chega ao Paraná de avião ou de ônibus, e a ordem de prioridade costuma ser: primeiro o destino final dentro do estado, depois o meio de transporte. Curitiba é o hub principal, mas Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu têm aeroportos funcionais que muitas vezes oferecem tarifas melhores do que voar direto para a capital. O aeroporto de Curitiba é o Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Ele fica a cerca de 40 quilômetros da centro, e o traslado leva entre 40 e 70 minutos dependendo do horário. Eu já fui pego numa fila de táxi que não movia há 25 minutos numa sexta à noite. A solução que eu uso hoje é o app de transporte por aplicativo mesmo, ou otransferagendado pela internet antes de embarcar. Custa em torno de 80 a 120 reais, e você sabe o preço de antemão.
Como chegar no Paraná de carro: as rodovias que realmente importam
Se você vai de São Paulo, as três opções principais são a Anhanguera+Bandeirantes+Raposo Tavares, a Castelo Branco+Cristo Redentor, e a Fernão Dias até Cross BRS. A mais usada é a Anhanguera+Bandeirantes+Ayrton Senna, que dá para conectar na Anhanguera até a Dutra e descer pela Rio-Santos ou peg a BR-116 direto. O custo de pedágio de São Paulo até Curitiba gira em torno de 120 a 160 reais só de ida, dependendo do trecho e do vehicle. Um detalhe que poucos mencionam: a BR-277, que liga Curitiba a Foz do Iguaçu, é uma das rodovias mais bem conservadas do Brasil, mas os radares fixos são frequentes e a fiscalização é rigorosa. Em alguns trechos perto de Pato Bragado, os radares móveis aparecem sem placa previa. Eu recebi uma multa por 32 quilômetros acima do limite num trecho onde o placa indicava 90 e o radar estava em 110. Desde então, eu marco no GPS o modo "trecho com fiscalização conhecida" e sigo 5 quilômetros abaixo do limite nesses trechos. Não vale o estresse.
Outro ponto cego: a pista dupla da Marechal Rondon (SP-280) entre Sorocaba e o divisa com Paraná foi ampliada recentemente, mas os trechos de obra ainda geram engarrafamentos imprevisíveis nos finais de semana. Se você sai de São Paulo num sábado de manhã, conta com pelo menos 2 horas a mais de viagem do que o estimado pelo GPS.
Ônibus: linhas diretas e companhias que realmente operam
As rodoviárias mais usadas são a do Tietê e a Sul 7 em São Paulo, com destinos diretos para Curitiba, Londrina e Maringá. O trecho São Paulo-Curitiba leva entre 8 e 10 horas em ônibus leito, e o valor varia de 120 a 250 reais dependendo da companhia e da antecedência da compra. Eu comprei numa promoção da Itapemirim em outubro e saí por 118 reais, mas isso é exceção, não regra. A rodoviária de Curitiba fica no centro, ao lado do Terminal de Integração Cândido de Abreu. A maioria das linhas chega lá, mas se seu destino for Pinhais ou Santa Helena, por exemplo, você precisa de um ônibus urbano ou um aplicativo depois. O tempo de conexão pode adicionar 40 minutos à sua viagem total sem que você perceba até estar desembarcando.
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Uma limitação séria dos ônibus: eles nãoparam em cidades menores da forma que os mapas indicam. A linha "Curitiba-Londrina" pode fazer parada em Castro e Guarapuava, mas o horário de passagem por essas cidades é muitas vezes só de passagem, sem embarque ou desembarque efetivo se a lotação estiver cheia. Se você precisa descer em Guarapuava, compra um bilhete específico para esse trecho. Comprar até Londrina e pedir para descer em Guarapuava pode gerar conflito com o motorista se o ônibus estiver cheio.
Voo: aeroportos regionais e conexões que compensam
Além do Afonso Pena, o aeroporto de Londrina (Lauro Carneiro de Loyola) recebe voos regulares de São Paulo e Curitiba, com duração de cerca de 50 minutos. O de Maringá (Regional de Maringá) também tem voos domésticos limitados. Foz do Iguaçu tem o aeroportointernacional de Iguaçu, com voos diretos de várias capitais e até alguns internacionais. O problema dos aeroportos regionais é a frequência. Londrina tem em média três a quatro voos diários, e se um cancelar, a próxima opção pode ser só no dia seguinte. Eu passei uma vez esperando reacomodação em Londrina porque o voo de conexão em São Paulo havia saído sem mim, e o próximo disponivelpartia 14 horas depois. A dica prática é sempre voar com uma bolsa de contingency de pelo menos três horas entre conexões, e preferir companhias que ofereçam reagendamento sem custo em caso de cancelamento.
Uma informação contra-intuitiva: às vezes vale a pena voar até São Paulo ou Campo Grande e de lá pegar um ônibus ou carro, porque o preço do aéreo até Curitiba pode ser até 40 por cento mais alto do que até cidades vizinhas em certas épocas. Você ganha tempo em voo, mas perde dinheiro. O inverso também acontece: voar até Foz do Iguaçu e de lá seguir de ônibus para o interior do Paraná pode sair mais barato do que voar direto para Maringá ou Londrina, dependendo da oferta.
Dicas objetivas que realmente funcionam
Se você vai de carro, abasteça nos últimos postos antes de entrar no Paraná em algumas rodovias. O preço do diesel e da gasolina pode variar até 15 por cento entre estados, e alguns trechos de BR têm postos espaçados demais para fazer escala apenas por comodidade. A BR-116 no trecho Sul tem trechos de mais de 60 quilômetros entre postos, especialmente perto de Guarapuava. Para quem vai de avião e aluga carro no aeroporto de Curitiba, as locadoras têm filas enormes nos finais de semana e feriados. Reservar com antecedência e optar por coletas fora do horário de pico (antes das 10h ou depois das 19h) reduz o tempo de espera de 50 minutos para menos de 15. Eu testei isso em agosto e a diferença foi exatamente essa.
O trânsito em Curitiba pode ser pesado nos horários de pico, principalmente nos acessos à via Expressa e ao centro. Se você chega de ônibus ou avião e precisa ir para o centro durante a manhã ou final da tarde, considere usar o BRT ou um aplicativo em vez de táxi. O BRT é eficiente e custa cerca de 4,50 reais, enquanto o táxi pode passar de 40 reais para um trajeto similar. Não existe uma única forma certa de como chegar no paraná. A escolha depende do seu ponto de partida, do orçamento e da flexibilidade de horário. Avião é rápido mas caro e sujeito a cancelamentos. Ônibus é económico mas demorado e pouco flexível. Carro oferece autonomia mas cobra pedágio e exige atenção aos trechos de fiscalização. O mais importante é planejar o trecho final dentro do estado, porque chego lá é só a primeira metade do problema.