A morte de Renato Russo e o que aconteceu
Renato Branco de Sousa, conhecido artisticamente como Renato Russo, foi o principal compositor e vocalista da Legião Urbana, uma das bandas mais importantes do rock brasileiro. Ele faleceu em 10 de outubro de 1996, aos 40 anos. A causa oficial da morte foi uma parada cardiorrespiratória decorrente de complicações ligadas à AIDS.Russo havia sido diagnosticado com HIV alguns anos antes, mas preferiu manter a condição em sigilo público por um tempo. Só quando o estado de saúde já estava bastante comprometido é que a notícia vazou e ele mesmo acabou confirmando. Na época, isso já representava um avanço importante na forma como a sociedade brasileira lidava com a doença, que ainda carregava muito estigma.
Como Renato Russo morreu: os detalhes do caso
O cantor estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, há alguns dias quando entrou em colapso. Os médicos tentaram reanimá-lo, mas não houve resposta. A família estava presente no momento final. Segundo relatos, a morte foi rápida após a parada cardíaca, mas o estado dele já estava muito debilitado devido às infecções oportunistas associadas à AIDS avançada. O velório aconteceu no mesmo hospital, e milhares de fãs foram se despedir. A imprensa na época fez um cobertura enorme, o que acabou ajudando a levar informação sobre HIV e AIDS para um público muito maior do que normalmente se preocupava com questões de saúde pública.
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Um ponto que muita gente desconhece: Renato Russo já havia demonstrado sinais de que a doença estava avançada em apresentações públicas anteriores. Em shows em 1995 e início de 1996, ele parecia mais magro e com uma energia diferente. Algumas pessoas na plateia notaram, mas a explicação oficial na época ainda era vaga, o que acabou alimentando especulações. Depois que a causa da morte foi confirmada, o governo do Distrito Federal (onde ele viveu boa parte da vida) e organizações de saúde passaram a usar o nome dele em campanhas de conscientização. A Fundação Oswaldo Cruz inclusive criou um prêmio com o nome do cantor para trabalhos relacionados à combate à AIDS.
A discografia da Legião Urbana nunca parou. O álbum póstumo "As Quatro Estações" foi lançado em 1998 e alcançou milhões de cópias. Músicas como "Tempo Perdido", "Faroeste Caboclo" e "Indios" continuam sendo consideradas entre as mais importantes da música popular brasileira. Russo escreveu a maior parte do repertório da banda, e sua letra tinha uma característica forte de observar a sociedade com honestidade brutal. O túmulo dele está no Cemitério São Francisco, em Brasília. É um local que fãs visitam regularmente, deixando flores e letras escritas à mão. A família mantém um instituto com o nome dele que trabalha com educação e prevenção.