Por que todo mundo erra e como acertar de vez
A forma correta é cor branca, com S. O substantivo "cor" é feminino em português, então o adjetivo precisa concordar: branca, não branco. Isso não é uma preferência estilística, é uma regra gramatical clássica que aparece em concursos, em editais e nas correções dos seus textos. Eu já vi gente reclamando que a gramática estava "muito chata" ou que no dia a dia ninguém se importa, mas a verdade é que quem escreve coisa formal leva isso a sério. E tem mais: a confusão existe porque "cor" funciona como um substantivo composto em expressões como "cor-de-rosa", "cor-de-canela", "cor-de-ferro". Nesses casos, o adjetivo fica invariável porque é parte de um hífen. Mas quando você fala só "cor branca", aí é duas palavras soltas e a concordância é obrigatória.
Cor branco ou branca: a resposta direta
Se a pergunta é simples, a resposta também é. Cor branca é a forma correta. Se alguém escreveu "cor branco", está errado. Agora, a parte que merece atenção: existem situações em que o adjetivo que acompanha "cor" pode ficar no masculino. Não porque "cor" seja masculino, mas porque há um substantivo masculino oculto na frase. Por exemplo: "um tecido cor branco". Nesse caso, o que se quer dizer é "um tecido de cor branca" ou "um tecido na cor branca". Mas mesmo assim, a forma padrão e amplamente aceita pelos manuais de redação é "tecido cor branca", mantendo a concordância com "cor" quando ela está subentendida. Alguns setores, como moda e têxtil, usam "cor branco" como variação comercial por tradição, mas isso é conveniência de mercado, não norma culta.
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Outro ponto que confunde muita gente é a expressão "é cor de menino" versus "é cor de menina". Aí o problema é outro: "menino" e "menina" são substantivos, não adjetivos, então não há erro de concordância. O que há é um uso coloquial que depende do contexto cultural, não da gramática. Eu tenho uma história específica sobre isso. Trabalhando com um sistema de categorização de produtos para um e-commerce, o banco de dados tinha campos como "cor_do_produto" e os fornecedores enviavam dados em formats diferentes — alguns com "branco", outros com "branca". O script de importação simplesmente pegava o valor literal e jogava na categoria, sem normalização. O resultado foi que, durante três meses, produtos da mesma cor apareceram separados por causa da flexão. A solução foi criar uma tabela de mapeamento: "branco" "branca", "preto" "preta", "azul-marinho" mantinha como está (invariável por ser composta). Isso economizou horas de ajuste manual que eu teria que fazer depois. Se você está lidando com dados coloridos em larga escala, essa normalização é essencial desde o início, senão vira uma caça às bruxas depois.
Vale lembrar que o uso de "cor branco" não é exclusivamente um erro de português. Em contextos muito específicos, como paletas de cores digitais ou fichas técnicas, o termo pode aparecer como "branco" quando se refere ao valor absoluto da cor, não à qualificação do substantivo "cor". É uma distinção técnica, não gramatical. Em inglês, por exemplo, "white color" soa estranho para nativos, mas "white" como adjetivo standalone é perfeitamente natural. O português não tem essa flexibilidade — a concordância é rígida. Se você está estudando para um concurso, foca nessa regra. Ela cai com frequência em questões de concordância nominal. Se está escrevendo um texto formal, use "cor branca" sempre. Se está montando um banco de dados, normalize antes de lançar o sistema. Não deixe para depois.
O guia prático é curto: sempre que escrever "cor" seguido de adjetivo de cor, use a forma feminina. Branco vira branca. Preto vira preta. Azul-violeta mantém-se invariável por ser composto com hífen. Qualquer outra variação é exceção de mercado ou erro gramatical.