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Como identificar o infinitivo dos verbos em português

O infinitivo é a forma base do verbo, aquela que aparece no dicionário. Em português, ele termina em -ar, -er ou -ir. Quando você vê "como", "comi", "comeram" — todas vêm do infinitivo "comer". Parece simples, mas existem armadilhas que confundem até quem lê bastante.

dê o infinitivo dos verbos abaixo

Uma coisa que muita gente esquece: verbos irregulares não obedecem à lógica. "Fiz" vem de "fazer". "Disse" vem de "dizer". "Trouxe" vem de "trazer". Se você tentar transformar tudo por regra, vai errar feio. O caminho mais seguro é consultar uma lista de irregulares ou usar ferramentas como o conjugador do Voz Ativa (vozativa.com/conjugacao), que mapeia todas as formas para o infinitivo corretamente. Eu já perdi tempo analisando "pudera" e achando que vinha de um verbo diferente, quando na verdade é uma forma do pretérito mais-que-perfeito de "poder". A confusão acontece porque as formas literárias e arcaicas se afastam demais do infinitivo padrão. Nesses casos, o melhor é cruzar com o dicionário etimológico ou procurar na tabela de conjugação completa do verbo.

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O outro problema comum são os verbos pronominais e as formas nominais. "Correndo" não é infinitivo — é gerúndio. "Comido" também não — é particípio. "Amar" sim, esse é infinitivo. Mas atenção: o infinitivo pessoal ("eu cantar") e o infinitivo impessoal ("cantar") são duas coisas diferentes na análise, embora a forma escrita seja idêntica. Na prática, para identificar o infinitivo base, ignore os pronomes e foca no radical final. Verbos com grafia variável merecem cuidado especial. "Colher" tem h, mas "colhi" no pretérito perde a letra. "Desistir" mantém o i, mas "desisti" parece outro verbo. A dica prática é olhar as três pessoas do presente do indicativo: se eu "desisto", tu "desistes", ele "desiste" — o infinitivo é "desistir". O mesmo vale para "delatar": eu "delato", tu "delatas", então o infinitivo é "delatar", não "delatar" com e.t.c.

Uma limitação importante: essa abordagem manual funciona bem para textos comuns, mas falha em texto poético, jurídico ou em línguas de época diferente. O português brasileiro moderno ignora o infinitivo pessoal na fala cotidiana, então ao analisar transcrições orais, você quase sempre encontrará o infinitivo impessoal. Isso não é um erro — é variação linguística documentada, mas pode confundir quem espera encontrar a forma pessoal em lugares onde ela nunca esteve. Se precisar de uma lista pronta, o site do Infopédia ou o conjugador acima resolvem na maioria dos casos. Para trabalho acadêmico, recomendo ainda conferir a Nova Ortografia (acordo de 1990) porque alterou a grafia de vários verbos como "aguar", "ajuar", "azuar" que antes se escreviam de outro modo.