Ef01ma23mg Atividades - HISTÓRIA DA MATEMÁTICA HABILIDADE EF01MA23MG - Ponto do Conhecimento
HISTÓRIA DA MATEMÁTICA HABILIDADE EF01MA23MG - Ponto do Conhecimento

O que é a habilidade EF01MA23 e como aplicá-la na prática

A habilidade EF01MA23 faz parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Matemática para o 1º ano do Ensino Fundamental. Ela trata do campo grandeza e medidas, especificamente sobre a medição de comprimentos usando unidades não padronizadas. O foco aqui é fazer com que crianças compreendam que existe uma grandeza (comprimento) e que podemos compará-la usando referências pessoais ou materiais disponíveis, antes de chegar às unidades convencionais como o centímetro ou o metro. O código BNCC se escreve assim: EF01MA23. Em resumo, a criança precisa comparar comprimentos de objetos utilizando unidades de medida não padronizadas, como palmas, pés, borrachas, lápis, etc. Isso parece simples, mas a execução correta exige planejamento. Professores que simplesmente entregam os alunos e dizem "meçam isso" frequentemente veem resultados ruins, porque a atividade vira bagunça sem aprendizado real.

Como aplicar ef01ma23mg atividades em sala de aula

O primeiro passo é escolher uma tarefa concreta. Por exemplo, pedir que os alunos comparem o comprimento da mesa com o comprimento da cadeira usando os próprios pés como referência. Cada criança mede, conta quantos passos deu, e registra o resultado. A troca de dados depois é fundamental: "A mesa tem 6 passos meus, a cadeira tem 4 passos meus. A mesa é mais longa." O problema que vejo com mais frequência é a falta de padronização dentro do próprio grupo. Se um aluno usa o pé descalço e outro usa o pé com sapato, ou se um estica mais o passo que o outro, os resultados ficam incomparáveis. A solução que funcionou para mim foi criar uma "unidade de medida" fixa no chão: pedir que todos usassem o mesmo lápis como unidade. Assim, a comparação entre as turmas ou entre os alunos se torna válida, porque a referência é a mesma.

Depois dessa etapa, leve os alunos para registrar em uma planilha simples: objeto medido, unidade usada, quantidade de unidades, e qual objeto era maior ou menor. Isso trabalha simultaneamente matemática e escrita. A atividade ainda se conecta com Ciências, pois fala sobre o processo de medir e a importância de usar referências comuns.

Atividades concretas que funcionam

Uma das atividades mais diretas é a medição da sala. Os alunos usam cadernos, livros, ou até mesmo os próprios dedos para medir a largura da porta, o comprimento da lousa, a altura da janela. Eles anotam os resultados e depois comparam. O professor deve circular pela sala corrigindo a técnica de medição: alinhar a unidade de início ao fim do objeto, não levantar a referência no meio do caminho, e contar sempre da mesma forma. Outra boa prática é a comparação de alturas. Pedir que os alunos meçam a altura de um colega usando blocos de encaixe ou fichas empilhadas. Isso introduz a ideia de que altura também é uma grandeza mensurável. Aqui o cuidado é importante: as crianças tendem a colocar a unidade em cima da cabeça do colega de forma inclinada, o que distorce o resultado. Mostrar como alinhar verticalmente faz toda a diferença.

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Existe ainda a possibilidade de levar os alunos ao pátio da escola para medir o comprimento de um trajeto usando passos. Essa atividade é mais livre, mas gera discussões interessantes sobre por que duas pessoas que caminharam o mesmo trecho obtiveram resultados diferentes. A discussão sobre variação individual é um momento pedagógico valioso que muitos professores pulam.

Erros comuns e como evitá-los

O erro mais frequente é permitir que a criança use unidades muito instáveis. Regras de três, canetas, tijolos desiguais criam variabilidade desnecessária. O recomendável é padronizar desde o início: usar o mesmo objeto para toda a turma. Dessa forma, a comparação entre os resultados é legítima. Outro equívoco é não trabalhar a verbalização. Só registrar números no papel não garante compreensão. É necessário que a criança explique oralmente como fez a medição, o que usou como referência, e por que chegou naquele número. A fala revela se ela realmente entendeu o conceito ou se apenas repetiu um procedimento mecânico.

Limitações e o que a BNCC não cobre

A habilidade EF01MA23 se restringe a medições não padronizadas. Isso significa que, ao final do 1º ano, os alunos ainda não devem dominar o uso do réguo ou do medidor convencional. Quando professores antecipam esse conteúdo, geram frustração, porque a criança ainda não desenvolveu a noção de grandeza necessária. A transição para unidades padronizadas (centímetro, metro) vem nas habilidades seguintes, como o EF01MA24 e o EF02MA07. Respeitar essa sequência é essencial. Outra limitação prática é que escolas em regiões com poucos recursos muitas vezes não têm jogos ou materiais manipuláveis suficientes. Nesse cenário, a atividade pode ser adaptada usando materiais da própria sala: cadernos, pastas, régua de papelão. O importante é a experiência de medir, não o luxo do material.

Se o objetivo for aprofundar a habilidade além do esperado para o 1º ano, uma alternativa é trabalhar com sequências numéricas ligadas à medição. Por exemplo, pedir que os alunos anotem as medidas de cinco objetos diferentes e depois organizem do menor para o maior. Isso reforça tanto a competência de grandeza e medidas quanto a de número, criando uma interdisciplinaridade natural. A medição com unidades não padronizadas é um fundamento. Quando bem executada, ela prepara o aluno para compreender por que existem unidades padrão e como elas surgiram historicamente. Quando mal executada, vira apenas uma atividade de contagem sem significado. A diferença está no planejamento, na padronização da unidade e na atenção ao raciocínio da criança.