Em Qual Alternativa A Concordância Nominal Não Foi Feita Adequadamente - Em Qual Alternativa A Concordância Nominal Não Foi Feita Adequadamente ...
Em Qual Alternativa A Concordância Nominal Não Foi Feita Adequadamente ...

Entendendo Concordância Nominal em Questões de Prova

Quando você se depara com a pergunta em qual alternativa a concordância nominal não foi feita adequadamente, o que precisa fazer é analisar cada verbo, adjetivo, pronome e numeral do termo coordenado para identificar a quebra da regra. Não existe atalho, só prática e atenção aos detalhes que os bancas adoram cobrar.

O que é concordância nominal, na prática

Concordância nominal é o acordo entre o substantivo e os elementos que o modificam: adjetivos, artigos, numerais, pronomes e advérbios. Tudo precisa se flexionar em gênero e número, ou ficar invariável quando a regra determinar. Parece simples, mas é onde a maioria dos candidatos erra. No dia a dia, eu vejo bastante gente confundindo a regência do pronome relativo "cujo" com a flexão dos adjetivos compostos. Já perdi a conta das vezes que corrija prova e precisei marcar como incorreta uma alternativa que parecia certa à primeira vista. O detalhe estava num adjetivo composto no feminino que não foi flexionado.

Regras fundamentais que você precisa dominar

Adjetivo composto

Quando o adjetivo é composto (formado por dois ou mais elementos), apenas o último varia em gênero e número. Exemplo: "paredes azul-marinho" (invariável, pois "azul" é invariável). Já "saias verde-escuras" — aqui "verde" é invariável, mas "escuras" varia porque é o último elemento e o núcleo do adjetivo composto.

Pronomes de tratamento

Os pronomes de tratamento como "você", "senhor", "senhora" exigem concordância na terceira pessoa, não na segunda. Erros comuns incluem usar "vosso" quando o referente é "você". Isso acontece o tempo todo em provas.

Advérbio

Advérbios nunca se flexionam. "Ela muito bem" — "bem" permanece invariável. Qualquer alternativa que flexione um advérbio está errada. É uma pegadinha clássica.

Expressões "ano passado" e "meia hora"

"Ano passado" é invariável porque "passado" funciona como advérbio. Já "meia hora" varia quando "meia" é substantivo: "duas meias horas". Essa diferença costuma cair em questões de concurso.

Como identificar o erro passo a passo

Quando a questão pede em qual alternativa a concordância nominal não foi feita adequadamente, você deve percorrer cada item e verificar três coisas: 1. Substantivo + adjetivo: gênero e número estão compatíveis? "A casa bela" está errado, o correto é "a casa bela" (feminino). Parece óbvio, mas as bancas colocam armadilhas com palavras de gênero duvidoso, como "águia" ou "colera".

2. Advérbio no contexto: se aparecer um advérbio modificando adjetivo, verbo ou outro advérbio, ele nunca varia. Qualquer flexão aqui é erro certo. 3. Pronome possessivo: o possessivo concorda com o possuído, não com o possuidor. "Ele trouxe suas canetas" — "suas" concorda com "canetas" (feminino plural), não com "ele".

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Uma situação real que eu enfrentei: corrigia banca de concurso e havia uma alternativa com "ambos nervoso". O candidato poderia pensar que "ambos" é masclino e o adjetivo deveria seguir. Mas "ambas nervosas" seria o correto se o referente fosse feminino plural. A banca probeiramente testou se o candidato prestava atenção no referente, não apenas na forma de "ambos".

Pegadinhas mais frequentes em provas

As bancas adoram cobrar casos específicos que fogem da regra geral. Confira os mais recorrentes: Entrar e entrar: "É necessário precaução" — faltou a preposição. O correto é "É necessária precaução" ou "É necessário ter precaução". A omissão da preposição muda tudo.

Sozinho e sós: "Elas ficaram sozinho" está errado. O correto é "elas ficaram sozinhas". "Sós" só se usa no plural, e é arcaico na maioria dos contextos. Bastante: quando significa "muito", é advérbio e invariável. "Eles foram pacientes bastantes" — errado. O certo é "pacientes bastante". Quando é adjetivo, varia: "havia bastantes pacientes".

Visto: como adjetivo, varia ("mulheres vistas"). Como partícula expletiva ou conjunção, fica invariável ("visto tudo, decidi ir embora").

Erros que parecem certos mas estão errados

Às vezes a alternativa parece perfeita e ainda assim está incorreta. Isso acontece porque o erro é sutil. Por exemplo: "A menina estava meio cansada". Aqui "meio" funciona como advérbio de intensidade e é invariável — está correto. Mas se a frase fosse "A menina estava meio cansadas", aí sim haveria erro, porque "cansadas" não concorda com "menina" (singular). Outro caso clássico: "Ela mesma fez o trabalho". "Mesma" concorda com "ela" (feminino singular) — correto. Já "Elas mesmas fizeram" também está certo. O erro estaria em "Elas mesmo fizeram".

Uma nuance que poucos percebem: quando o adjetivo se refere a dois substantivos de gêneros diferentes, a concordância vai para o masculino plural. "A mesa e a cadeira novas" — errado. O correto é "A mesa e a cadeira novos", porque o masculino plural serve como gênero neutro quando há mistura. Essa regra é ignorada por muita gente, e as bancas exploram isso frequentemente.

Dica prática para resolver essas questões

Ao analisar em qual alternativa a concordância nominal não foi feita adequadamente, leia cada frase duas vezes. Na primeira leitura, identifique o sujeito e os elementos que devem concordar com ele. Na segunda, verifique se realmente houve concordância correta. Muitas vezes o erro é tão óbvio que passa despercebido na pressa. Um método útil é isolar mentalmente cada par sujeito-predicado e perguntar: "esse adjetivo/advérbio/pronome está no gênero e número certos?". Se a resposta for não, encontrou o erro. Se todas parecerem certas, procure pela regra mais específica — geralmente é ela que determina o erro mais sutil.

Com o tempo, você desenvolve um instinto. Eu consigo identificar erros de concordância nominal em menos de dez segundos por alternativa quando estou focado. Isso não vem da teoria, vem de ter corrigido centenas de provas e visto os mesmos erros repetidos. A prática é o que faz a diferença.