Em Qual Das Orações Abaixo A Palavra Foi Empregada Incorretamente - Em Qual Das Orações Abaixo A Palavra Foi Empregada Incorretamente - RETOEDU
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Análise de emprego incorreto de palavras em frases

A questão de identificar onde uma palavra foi empregada incorretamente aparece o tempo todo em provas de português, concursos e exercícios escolares. Não é difícil, mas exige atenção a nuances que muitas pessoas passam batido.

Em qual das orações abaixo a palavra foi empregada incorretadamente

Para resolver esse tipo de questão, você precisa entender três coisas: o sentido literal da palavra, o contexto em que ela aparece e as regras de regência ou concordância que ela exige. Quando algum desses pilares não se sustenta, a frase está errada. Pegue como exemplo a palavra imprescindível. Muita gente acha que significa "impresscindível" no sentido de "algo que não pode ser impresso". Errado. Significa "indispensável", "aquele do qual não se pode abrir mão". Se numa questão aparecer "O ar é imprescindível para viver", está certo. Se aparecer "Preciso de um carimbo imprescindível", isso não faz sentido, porque carimbo não é algo indispensável — a palavra está sendo usada de forma equivocada.

O mesmo vale para eminente. Algumas pessoas confundem com "imimente", que significa "que está prestes a acontecer". Eminente quer dizer "ilustre", "de alta posição". Um eminente professor. Se a frase diz "A tempestade eminente chegou", o correto seria "imimente". Isso cai muito em prova. Outro exemplo clássico: travessão vs. traço. Em textos técnicos, muita gente usa "travessão" para se referir a qualquer linha. O travessão é aquele sinal de pontuação longo (—), usado para marcar fala direta ou aparte. O traço é mais curto (–) e serve para outras funções, como em números de telefone. Não são a mesma coisa.

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Quando eu estava revisando textos para um colega que trabalha com edição, me deparei com um caso em que o autor usava a palavra vultoso para se referir a um documento grosso. Vultoso significa "volumoso", "grande em quantidade", mas no uso formal refere-se principalmente a valores financeiros — um vultoso salário, um vultoso débito. Usar para um livro ou pasta é um deslize comum, mas em prova conta como erro. Aí a gente troca por "volumoso" mesmo. Uma dica prática: quando for analisar uma oração, tente substituir a palavra por um sinônimo que você tenha certeza do significado. Se a frase continuar fazendo sentido, provavelmente está correta. Se soar estranho, é provável que a palavra original esteja sendo empregada de forma inadequada.

Também preste atenção na regência. Verbos como assistir, almejar, visar exigem preposições específicas. "Assistir ao filme" está certo (com a preposição "a"). "Assistir o filme" — sem a preposição — é considerado errado na norma culta. É um detalhe que muitos esquecem, mas que cai frequentemente. Se quiser praticar, o ideal é buscar questões de provas anteriores do enem, do cecierj ou de concursos públicos. A repetição de padrões ajuda a reconhecer os erros mais comuns antes mesmo de ler toda a frase com atenção.

Há também o caso dos porquês. Por quê, porque, por quê, porquê — cada um tem sua função. Se a questão apresenta "Você não veio por quê?" no final de uma frase afirmativa, está errado. O correto seria "Você não veio por quê?" apenas se fosse uma pergunta direta, mas mesmo aí a pontuação importa. O porquê com acento é substantivo ("O porquê da sua ausência"), enquanto o por quê sem acento é a conjunção causal ("Não veio porque estava doente"). Outro ponto que muita gente erra: a vs. há. "Daqui a dois anos" indica futuro. "Há dois anos" indica passado. Confundir os dois é um erro clássico que aparece em praticamente todas as provas de português.

Se tiver dúvida sobre uma palavra específica, o melhor é consultar o dicionário, mas não apenas para ver a definição — leia os exemplos de uso também. Muitas vezes o dicionário mostra claramente se aquela palavra combina ou não com determinado contexto. Em resumo, o segredo é ler com atenção, identificar a palavra-chave, pensar no sentido exato dela e verificar se o contexto faz sentido. Se não fizer, aí sim, a palavra foi empregada incorretamente.