A flexão verbal de "é": o básico que todo mundo sabe, mas nem sempre aplica
O verbo é está flexionado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. É a forma do verbo ser que corresponde a ele/ela/você/fulano. Nada complicado quando você para pra pensar.
em que pessoa está flexionada a forma verbal é
A resposta direta: terceira pessoa do singular. No paradigma do presente do indicativo, a conjugação do verbo ser fica assim: Eu sou, tu és, ele/ela é, nós somos, vós sois, eles/elas são.
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O "é" simplesmente ocupa o lugar do sujeito na terceira pessoa. Se o sujeito for "Maria", "o carro", "o problema", "você" — o verbo continua sendo "é". Não muda por curiosidade, por estética ou por tradição. Muda porque a gramática exigiu. Tem um detalhe que as pessoas costumam pular e que causa erro bruto em textos formais: o verbo "ser" no presente é dos mais irregulares do português. A forma "é" não segue nenhum padrão previsível a partir do infinitivo. Você simplesmente decora. Ou, se quiser, memoriza o paradigma inteiro de uma vez e segue a vida.
No passado, já vi corretores automáticos e motores de busca trocarem "é" por "são" em contextos onde o sujeito era claramente singular, só porque a frequência estatística da frase favorecia o plural. Isso acontece especialmente em frases com estruturas passivas ou com sujeito posposto. A regra gramatical manda usar "é" quando o núcleo do sujeito está no singular. O algoritmo não sabe disso. Ele só conta palavras. Eu aprendi a contornar isso escrevendo frases mais diretas, colocando o sujeito antes do verbo, porque nesse formato a concordância é menos ambígua para qualquer ferramenta. Outro ponto que ninguém menciona: "é" também aparece como forma do verbo "ir" em register extremamente coloquial, tipo "eu sei que ela é vir amanhã" — que é errado e regional. Esse uso não tem lugar em linguagem culta e aparece principalmente em transcrições de fala espontânea. Se você está tratando texto formal, descarta essa possibilidade e trabalha apenas com a flexão de "ser".
Resumo prático: verifique o sujeito. Se é singular, usa "é". Se é plural, usa "são". Se o sujeito vem depois do verbo, ainda sim concorda com o sujeito, não com o verbo. E cuidado com orações como "o que eu quero é isso", onde o sujeito é a oração subordinada substantiva ("o que eu quero") e não o pronome demonstrativo — nesse caso, "é" permanece no singular mesmo que o que vem depois seja plural ("o que eu quero são livros"). Essa última construção divide opiniões entre gramáticos, mas em contexto formal o singular é mais seguro e amplamente aceito.