Escreva A Propriedade Aplicada 3 7 10 - Solved: Escreva o nome da propriedade da multiplicação aplicada em cada ...
Solved: Escreva o nome da propriedade da multiplicação aplicada em cada ...

O que é a regra 3 7 10 e como aplicá-la na prática

A regra 3 7 10 é um critério usado para avaliar se um imóvel tem viabilidade real de revenda ou locação. O número 3 representa o percentual máximo do valor de mercado que você deve pagar sobre o valor de avaliação. O 7 indica os dias máximos que um bom negócio fica exposto antes de ser adquirido por outra parte. E o 10 corresponde ao lucro mínimo em porcentagem sobre o custo total reconstruído ou renovado. Não é uma fórmula mágica. É uma estrutura de filtro. Se o imóvel não passa por esses três filtros, o projeto simplesmente não entra em frente. Você economiza tempo e evita comprar algo que parece bom na superfície mas que numericamente não fecha.

escreva a propriedade aplicada 3 7 10

Para começar, você precisa ter em mãos quatro dados antes de qualquer visita: valor de venda do imóvel na região, custos médios de reforma no bairro, preço de venda Comparable (comps) de imóveis similares já vendidos nos últimos seis meses e taxas de rotatividade de imóveis na área. Sem esses dados, a regra vira aposta. O primeiro passo é calcular o spread. Pegue o comps médio e subtraia o valor de avaliação. Divida pelo comps e multiplique por cem. Se o resultado for superior a três por cento, descarte. No meu caso, trabalhei com um corretor em Guarulhos que insistia para eu olhar um apartamento em.condition duvidosa. A conta deu 5,2%. Recusei. Dois meses depois, aquele imóvel ficou no mercado por oitocentos e dez dias antes de vender com deságio de doze por cento.

O segundo filtro é o tempo de exposição. Um imóvel que não sai dos primeiro quinze dias sob condições normais de preço e divulgação geralmente tem algum problema estrutural ou documental. Eu já encontrei um caso em que o imóvel parecia perfeito até eu abrir a gaveta do banheiro e ver mofo ativo na caixa-d'água. A reforma custaria quarenta por cento a mais do que o orçamento inicial. A regra 7 teria protegido isso se eu tivesse aplicado o filtro de verdade, mas eu estava confiante demais com a fachada renovada. O terceiro filtro é o lucro de dez por cento sobre o custo total. Aqui é onde a maioria erra. O custo total inclui compra, reforma, impostos, corretagem na venda e eventual financiamento. Não conte apenas a obra. Uma vez calculei o lucro baseada só na reforma e esqueci o ITBI e a taxa cartorial. O resultado foi um prejuízo disfarçado de margem de oito por cento. Depois passei a incluir todas as taxas desde o início e a margem real passou a ser calculada com precisão.

Passo a passo prático para aplicar a regra

Reúna os comps de pelo menos três imóveis semelhantes vendidos nos últimos seis meses na mesma rua ou quarteirão. Não use imóveis de bairros vizinhos como referência direta. A variação de preço por metro quadrado entre ruas adjacentes pode ultrapassar quinze por cento em cidades médias. Anote o menor, o mediano e o maior valor. Calcule o custo de reforma com orçamento fechado de dois ou três construtores. Pedir orçamento é obrigatório porque o valor de mercado de cada material varia drasticamente. Cimento e ferro têm flutuação mensal. Se você fechar o projeto antes da reforma, está calculando sobre uma média que pode não refletir a realidade na hora da compra.

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Some todos os custos e aplique a margem de dez por cento. Se o preço de venda estimado não cobrir essa soma com a margem, o imóvel não passa no filtro. Simples assim. Nenhum apego emocional justifica ignorar o número final. Quanto ao filtro dos sete dias, a lógica é diferente. Você não vai esperar o imóvel ficar exposto por uma semana inteira antes de analisar. Na prática, você verifica no portal imobiliário há quanto tempo a matrícula ou o anúncio está ativo. Se o imóvel já tem mais de trinta dias publicado com visitas agendadas e nenhuma proposta, desconfie. Se tem menos de cinco dias e já gerou interesse, o mercado está quentinho e a janela de negociação é curta.

Pegadinhas comuns que quebram a regra

O erro mais frequente é usar o valor de avaliação do proprietário como base. Esse valor nunca é neutro. O vendedor sempre parte do seu custo ou da cotação mais alta da região. Trabalhe sempre com comps reais de transações efetivadas, não com anúncios. Outro ponto delicado é a diferença entre reforma cosmética e reforma estrutural. Uma pintura e troca de louças contam como reforma leve. Uma troca de laje, recalque de fundação ou refação elétrica completa é outro patamar. A regra 3 7 10 funciona bem para imóveis que precisam de reforma cosmética. Quando entra estrutura, a margem de dez por cento pode não cobrir o risco. Nesse caso, aumente a margem para doze ou treze por cento ou deixe o imóvel de lado.

Também existe o problema dos imóveis com documentação irregular. Imóveis sem escritura ou com pendências judiciais costumam ter preços atrativos nos primeiros filtros. Porém, a burocracia para regularizar pode levar de dois a quatro anos e custa entre cinco e oito por cento do valor do imóvel. Se o imóvel tiver essa questão, aplique o custo de regularização desde o início do cálculo.

Quando a regra não se aplica

Em mercados aquecidos como São Paulo capital e Belo Horizonte, os imóveis bons não ficam expostos por sete dias. A concorrência é agressiva e os lances chegam rápido. Nesses casos, o filtro dos sete dias perde sentido e deve ser substituído pela velocidade de resposta do mercado local. Verifique o tempo médio de venda dos últimos sessenta dias diretamente no CRECI ou em portais especializados. Imóveis rurais, terrenos baldios e empreendimentos na planta também fogem da regra. A dinâmica desses ativos é diferente e os comparáveis são escassos. Para esses casos, o ideal é usar análise de fluxo de caixa projetado e taxa interna de retorno, não a regra 3 7 10.

A regra funciona melhor para apartamentos residenciais usados em regiões consolidadas, com demanda de locação estável e comps abundantes. Se você está começando agora, treine a regra com imóveis que já foram vendidos na sua região. Volte aos dados históricos, recalcule como teria sido a compra e veja onde a regra protegeu ou onde falhou. Essa prática real vale mais do que qualquer teoria. O resultado final depende da disciplina de seguir os três números sem exceção. Se um imóvel passar nos três filtros, prossiga com due diligence completa. Se falhar em qualquer um, descarte sem sentimentalismo. O mercado recompensa quem tem critério rígido e pune quem negocia por impulso.