O que é o espécie de chapéu usado por oficiais
Vim conversar sobre isso porque ultimamente tem muita gente perguntando no fórum qual é o modelo certo que um oficial usa em serviço, e a maior parte das respostas que aparecem por aí está errada ou desatualizada. A pergunta certa seria: qual é a peça regulamentar vigente? Mas como todo mundo quer saber na prática, vou direto. O chapéu padrão de oficial nas Forças Armadas brasileiras é o quepe. Não é o boné, não é a boina, é o quepe — essa abelha metálica com visor que todo mundo confunde com algo do século passado. A regulamentação está no DM 205, atualizado em 2019, e a peça em si é usada no modelo diurno e noturno com diferenças sutis de acabamento. O visor do quepe diurno é de material plastificado preto, o noturno tem o visor de tecido escuro. A copa é forrada em lã ou material sintético conforme a temporada, e a insígnia de posto varia conforme a arma ou serviço. Infantaria usa o granada, artilharia usa o canhão, cavalaria usa as espadas cruzadas.
espécie de chapéu usado por oficiais — como identificar na prática
Aqui vai o problema que ninguém conta: existe uma diferença entre o quepe de fardamento de dia e o de fardamento de noite que a maioria dos civis nunca percebe. Eu passei três horas num quartel tentando explicar pra um recruta novo por que o quepe dele estava errado. Era o visor. Ele tinha colocado um visor de reposição genérico, comprado numa loja de artigos militares online, que vinha com o curvatura errada e o acabamento plastificado muito brilhoso. O visor regulamentar tem um brilho acetinado, quase fosco. O de reposição reflete luz como um para-brisa. Esse detalhe é o que diferencia o fardamento corretamente apresentado do fardamento improvisado. Outro ponto: a copa do quepe tem uma costura central que divide a peça ao meio, e essa costura não é decorativa — ela serve para ajustar o ajuste à cabeça. Se você comprar um quepe pronto e ele ficar apertado numa região e folgado noutra, provavelmente o tamanho está errado, não o modelo. O quepe vem em tamanhos numerados de 52 a 64 centímetros de circunferência. O erro mais comum é achatar a copa com as mãos pra caber, o que estraga a forma permanente em questão de dias. O certo é usar uma fita elástica interna ou solicitar a ajustagem no alfaiate do quartel, que faz isso gratuitamente pro pessoal da ativa.
Existe também o chamado quepe de gala, que é diferente do quepe de fardamento. O de gala tem galão dourado mais largo e borla lateral, e só se usa em cerimônias específicas: desfiles, tomadas de posse, atos solenes. Não se usa quepe de gala em serviço diário, e já vi oficial ser impedido de entrar num quartel porque estava de gala em dia de expediente normal. A regra é clara: gala só em gala.
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onde conseguir e os pontos de atenção
Se você é militar da ativa, o canal oficial é a loja do departamento pessoal ou o centro de preparacão militar da sua unidade. O prazo médio de entrega varia de 15 a 45 dias dependendo do lote. Se você é civl ou reservista, existem lojas especializadas em São Paulo e no Rio que vendem o quepe pronto, mas o cuidado com a origem do material é real. Já vi peças com a placa metálica fundida em metal de má qualidade que oxida em duas semanas de uso ao ar livre. O material regulamentar é zinco niquelado ou latão, e a prova é simples: um ímã não cola no latão. Se o ímã grudar, a peça é de ferro pintado, e isso é reprovável em inspeção. O preço médio de um quepe regulamentar novo gira em torno de R$ 180 a R$ 350, dependendo do ramo e do acabamento. Peças abaixo de R$ 120 praticamente sempre são réplicas de qualidade duvidosa.
quando o quepe não é a peça correta
Este é o ponto que mais gera confusão. O quepe é o chapéu de oficial, mas existem exceções regulamentares que todo mundo esquece. No caso da Cavalaria, o quepe de gala é substituído pelo chapéu de couro (o popular abas largas) em certas circunstâncias de fardamento de campanha, embora em tempos de paz o quepe continue sendo a norma. A Infantaria Mecanizada também tem uma variação com o quepe de cor verde-oliva em vez do preto tradicional em fardamento de operação. A Força Aérea usa um modelo próprio com asas no lado, e não segue exatamente a mesma regulamentação terrestre. Se você está num contexto de treinamento ao ar livre, manobra de campo ou exercício pratico, o uso do quepe é substituído pela boina ou pelo boné de farda, conforme o regulamento interno da unidade. Usar quepe em atividade de campo não é apenas incorreto — é contraprodutivo. O visor bloqueia a visão periférica inferior, e o material interno retenção suor de forma desproporcional. Ninguém quer um oficial com dermatite de contato no rosto por causa de um chapéu mal ventilado.
Um último detalhe que merece atenção: a fita de cabeça. Ela deve estar sempre alinhada com a sobrancelha, nunca mais acima nem mais abaixo. Se você olhar no espelho e a fita estiver nos cabelos, está errado. O ajuste correto fica na linha das sobrancelhas, com o visor paralelo ao solo. Isso parece bobeira, mas é a primeira coisa que um inspetor vai notar, e uma inspeção mal classificada por causa do quepe pode derrubar a avaliação geral de uma unidade inteira.