Exemplos De Materiais Metalicos - Exemplos De Materiais Metalicos - FDPLEARN
Exemplos De Materiais Metalicos - FDPLEARN

Quem trabalha com metais no dia a dia precisa saber distinguí-los na prática

Acho que já vi muita gente errando na hora de escolher um material metálico porque confunde propriedades ou simplesmente segue o que está na planilha sem testar nada. Vou listar os exemplos mais comuns, mas também vou falar do que realmente importa quando você está na oficina ou no canteiro de obras. Os metais se dividem em dois grandes grupos: ferrosos e não ferrosos. Dentro dos ferrosos, o aço carbono é o mais usado. Aço com 0,2% de carbono é razoavelmente maleável e serve para estruturas. Aço com 0,8% de carbono já entra na zona de ferramenta, fica duro mas frágil se não for temperado direito. Aí tem o ferro fundido, que tem entre 2% e 4% de carbono. Ele não dá para soldar facilmente e quebra como vidro quando recebe impacto forte.

Exemplos de materiais metalicos mais encontrados no mercado

Alumínio puro é mole demais pra quase tudo estrutural. Por isso se usa liga de alumínio 6061, que tem magnésio e silício. Essa liga responde bem a tratamento térmico T6 e atinge cerca de 310 MPa de resistência. Liga 7075 é ainda mais resistente, perto de 570 MPa, mas é sensível à corrosão sob tensão. Se você for usar em ambiente marinho, esquece a 7075 sem proteção. Cobre puro é usado em fiação elétrica porque a condutividade é boa, mas se você precisar de algo mais resistente mecanicamente, bronze ou latão são caminhos. Latão com 30% de zinco tem boa usinabilidade. Bronze fosforoso tem melhor resistência ao desgaste. Essas ligas são populares em engrenagens e mancais.

Titânio grau 2 é praticamente puro, bom para corrosão e leves. Grau 5, com 6% de alumínio e 4% de vanádio, sobe para cerca de 900 MPa. É caro e difícil de Usinar, então só vale a pena quando o peso ou a corrosão justificam. Aço inox 304 é o clássico. Resistência a corrosão boa, mas não é ideal para ambientes com cloretos. Aí vai pro 316, que tem molibdênio. Na prática, encontrei um problema com uma chapa de aço estrutural que precisava ser soldada e depois usinada. O soldador usou Eletrodo E7018 certinho, mas não fez pré-aquecimento. Na usinagem, a zona afetada pelo calor trincou. A solução foi pré-aquecer a 150 graus antes de soldar e fazer tratamento térmico de alívio de tensão depois. Sem isso, o material continuava hostil.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Outro ponto que muita gente não leva a sério é a anisotropia. Chapas laminadas têm propriedades diferentes conforme a direção. Se você cortar peças sem considerar a direção da laminação, pode ter falha prematura. Eu vi uma flange de aço 1020 rachar num ponto de solda porque o corte foi feito na direção transversal e a tenacidade era menor ali. Tem também a questão da seleção por norma. ABNT, ASTM, DIN, JIS. Dizer simplesmente "aço" não serve. Você precisa saber se é AISI 1045, ASTM A36 ou ABNT 1045. As composições podem variar levemente e isso altera tratamentos térmicos e soldabilidade. Para estruturas externas, a especificação deve vir com os requisitos de tenacidade e impacto também, senão você compra o que está na planilha e não o que a situação real pede.

Se quiser ter uma ideia rápida de qual material escolher, pense em três variáveis: carga, ambiente e custo. Carga alta com peso crítico aponta para titânio ou ligas de alumínio tratadas. Ambiente corrosivo pede inox ou titânio. Orçamento apertado com estrutura simples pode aceitar aço carbono pintado. Cada variável muda a escolha. O que mais causa retrabalho é confiar em dados de catálogo sem validar com o lote que chegou. Metalmecânica de verdade exige certificados do fornecedor e, se a peça for crítica, teste de tração e dureza no material que vai usar. Isso evita surpresas na usinagem ou na soldagem.

Para consultar detalhes técnicos, você pode buscar as tabelas da ABNT NBR, do ASM Metals Handbook, ou nos catálogos dos siderúrgicos e distribuidores de metais. Eles costumam publicar fichas com composição química, propriedades mecânicas e processabilidade. Use essas fontes para tomar a decisão, não apenas a intuição ou o preço do metro.