Exemplos De Substantivo Comum De Dois Gêneros - Substantivo comum de dois gêneros: o que é, exemplos - Brasil Escola ...
Substantivo comum de dois gêneros: o que é, exemplos - Brasil Escola ...

Como identificar e usar corretamente os substantivos comuns de dois gêneros

Muita gente trava na hora de concordar gênero com palavras como o estudante/ a estudante, o jornalista/ a jornalista, ou o coordenador/ a coordenadora. O problema não é a regra em si, mas a quantidade de exceções e de formas que caíram em desuso. Quando você vê um texto com erros de concordância nesse tipo de palavra, geralmente é porque o autor não parou para pensar na estrutura.

exemplos de substantivo comum de dois gêneros

Substantivo comum de dois gêneros é aquele em que o gênero é marcado exclusivamente pelo artigo ou por um determinante adjacente. A palavra em si não muda de forma em muitos casos, mas existem também as variações com sufixos distintos. A lógica básica funciona assim: o substantivo é o mesmo para ambos os gêneros, e é o artigo que define se se trata de masculino ou feminino. Exemplos diretos:

a criança / a criança a vítima / a vítima

a acompanhante / a acompanhante a cômico / a cômica (nesse caso háiação no sufixo, então já entra na outra categoria)

O que muita gente esquece é que nem sempre o artigo é suficiente para deixar claro o gênero. Em contextos informais ou na fala rápida, a testemunha pode ser ambíguo se não houver mais informação no enunciado. Nesses casos, uso construções como a testemunha ocular ou a testemunha dos fatos para fechar a interpretação. Outros exemplos frequentes: o cônjuge, a cônjuge, o guia, a guia, o mecânico, a mecânica, o tablete, a tablete, o ditador, a ditadora.

Tem um detalhe que passa despercebido na maioria dos materiais didáticos: palavras como o colega/ a colega e o estudante/ a estudante seguem um padrão de invariância do substantivo, enquanto o dentista/ a dentista segue o mesmo padrão. Porém, o artista/ a artista parece idêntico, mas na práticaural muitas pessoas ainda sentem estranheza ao usar a artista. Isso é residue de uma norma mais conservadora que não reflete mais o uso padrão da língua. Eu tive um problema específico com a palavra o genro/ a nora — espere, essas são substantive bidentários, não comuns de dois gêneros. O erro comum é confundir as categorias. Substantivo bidentário tem formas diferentes para cada gênero. Já o comum de dois gêneros mantém a mesma forma. Quando eu estava revisando um documento jurídico, identifiquei que um redator havia usado a genra, coisa que não existe. A solução foi manter o genro/ a nora como estão e explicar a diferença na nota de rodapé.

Lista de exemplos com variação morfologica: o poeta / a poetisa

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o ator / a atriz o barão / a baronesa

o príncipe / a princesa o heroi / a heroína

Esses são os bidentários, e é importante saber distingui-los porque a concordância funciona de maneira diferente. Nos bidentários, o substantivo muda, então não há ambiguidade de forma. Nos comuns de dois gêneros, a ambiguidade existe e depende do contexto. Na prática, a maior dificuldade aparece em textos formais, especialmente quando o gênero da pessoa referida não é explicitado. Um exemplo comum: contraímos um profissional especializado para a função. Sem artigo definido, a frase fica neutra. Se você precisa deixar claro, use a profissional ou o profissional. A presença do artigo definido resolve.

Outro ponto que pouca gente leva em conta é a flexão de adjetivos. Quando o substantivo comum de dois gêneros é modificado por adjetivo, o adjetivo deve concordar em gênero com o referente, não com a forma do substantivo. A criança inteligente e o bambino inteligente — aqui o adjetivo acompanha o gênero do ser, não a terminação da palavra. Em textos antigos você ainda vê construções como a criança inteligente usado como genérico, mas isso já não se sustenta na norma culta atual. Se você está produzindo conteúdo e quer evitar erro, a estratégia mais segura é sempre colocar o artigo antes do substantivo. O advogado compareceu versus a advogada compareceu. A diferença está no artigo, e isso elimina qualquer ambiguidade. Sem o artigo, depende do contexto ou de informatio adicional.

Uma armadilha comum é o uso de o mesmo/ a mesma para retomar um substantivo comum de dois gêneros. Em geral, o pronome deve concordar com o gênero do referente. A secretária chegou tarde; a mesma pediu demissão — nesse caso, a mesma retoma a secretária. Já O secretário chegou tarde; o mesmo pediu demissão — o mesmo retoma o secretário. O erro mais frequente é trocar o gênero do pronome em relação ao substantivo retornado. Alguns substantivos comuns de dois gêneros têm variações dialetais ou regionais que merecem atenção. o cliente/ a cliente é amplamente aceito, mas em certos contextos jurídicos ainda se ouve aa, forma arcaica que não deve ser usada em textos atuais. Manter o padrão atual evita anacronismos indesejados.

Quando preciso revisar um texto com muitos desses casos, costumo fazer uma varredura buscando substantivos sem artigo definido e verificar se o gênero do referente está claro no contexto. Se não estiver, insiro o artigo adequado ou reescrevo a frase para eliminar a ambiguidade. Esse processo leva cerca de dez minutos para um texto de dez páginas, o que é muito razoável considerando o risco de erro de concordância. Há também o caso de palavras que originalmente eram bidentárias mas, com o tempo, passaram a funcionar como comuns de dois gêneros. o coordenador/ a coordenadora segue o padrão bidentário tradicional, mas o jogador/ a jogadora também. Já o agente/ a agente é claramente comum de dois gêneros. A linha entre as categorias às vezes fica tênue, especialmente em registros mais formais onde a variação morfológica é evitada por economia linguística.

Para quem estuda para concursos ou precisa escrever com precisão, o recomendado é dominar a distinção entre comum de dois gêneros e bidentário, praticar a identificação pelo artigo e treinar a concordância adjectual. Errar isso em uma prova pode custar pontos simples que fazem diferença na classificação final. Em resumo, o assunto é mais sobre atenção ao contexto do que sobre decorar listas. A regra funciona, desde que você preste atenção ao artigo e ao referente.