Exercício Pronome Relativo 9o Ano - Exercício Pronome Relativo 9o Ano - RETOEDU
Exercício Pronome Relativo 9o Ano - RETOEDU

O que realmente cai na prova de pronome relativo no nono ano

A maioria dos exercícios de pronome relativo que os alunos do nono ano resolvem segue um padrão previsível, mas tem detalhes que muita gente erra porque nunca estudou direito. O que eu vejo repetidamente são adolescentes confundindo o uso do "cujo" com o do "que", e aí a nota cai na hora. Não é coisa difícil, só exige entender a lógica por trás de cada um.

Vou explicar como funciona na prática, porque só a definição de manual não ajuda quando a questão aparece. A primeira coisa que você precisa dominar é a função de cada pronome relativo dentro da oração. O "que" é o mais comum e o mais flexível. Ele pode ser sujeito, objeto direto, complemento nominal — basicamente qualquer coisa que não seja posse. O "cujo", por exemplo, nunca vem acompanhado de artigo depois dele. Isso é erro clássico.

exercício pronome relativo 9o ano

Quando você se deparar com uma questão que pede para substituir uma oração por um pronome relativo, o primeiro passo é identificar qual é o termo que está sendo retomado. Chama-se antecedente. O antecedente determina qual pronome usar. Se o antecedente é uma coisa ou pessoa e a função é de sujeito, o "que" resolve. Se precisa indicar posse, aí entra o "cujo". Se é lugar, o "onde". Se é tempo, o "quando". Simples assim, desde que você saiba achar o antecedente. Eu tive um aluno que errava toda questão de "cujo" porque colocava o artigo depois. A frase era algo como "o aluno cujo o livro foi perdidos". O correto é "o aluno cujo livro foi perdido". O "cujo" já carrega a ideia de posse, então nunca aceita artigo após si. Esse erro aparece em pelo menos 60% das provas que eu corri. Falei com ele para memorizar essa regra de forma absoluta. A partir daí, acertou todas.

Outro ponto que as provas adoram cobrar é a crase com pronome relativo. Quando o antecedente é feminino e o verbo que rege a preposição "a" entra em cena, a crase pode aparecer. Exemplo: "a tarefa a que me referi". O "a" que aparece antes do "que" é a preposição exigida pelo verbo "referir-se". Se o antecedente for feminino plural, vira "às quais". Muita gente esquece disso e marca errado.

Como resolver exercício pronome relativo 9o ano sem perder tempo

A técnica mais eficiente que eu uso com meus alunos é a da subtração. Você lê a frase completa, identifica o antecedente, elimina as alternativas que não se encaixam na função sintática e compara o que sobra. Em problemas bem elaborados, duas alternativas já podem ser descartadas só por questão de concordância. Restam duas. Aí você lê a frase com cada uma delas em voz alta. O ouvido costuma acertar o que o cérebro ainda não processou. Um problema que eu encontrei muitas vezes diz respeito ao pronome "quem". Ele só se refere a pessoas e sempre vem precedido de preposição. A questão "o homem que morreu" está correta, mas "o homem quem morreu" é um erro grosseiro. Apesar de simples, esse erro aparece em provas muito mal elaboradas, onde a banca coloca "quem" como alternativa válida só para confundir. Fique ligado nisso.

Os pronomes relativos "o qual", "a qual", "os quais", "as quais" também caem com frequência. Eles são mais formais e geralmente vêm acompanhados de preposição. A vantagem deles é que concordam em gênero e número com o antecedente, o que elimina ambiguidades que o "que" pode gerar. Em questões de múltipla escolha, quando há mais de um antecedente possível, o uso do "o qual" é a forma mais segura de deixar claro a quem a oração se refere. Uma armadilha que eu vejo repetidamente é a questão com oração subordinada adjetiva restritiva versus restritiva. Na restritiva, não tem vírgula. Na explicativa, tem. Isso muda completamente o sentido e às vezes muda a resposta correta. A prova pode cobrar isso disfarçado de pergunta sobre pontuação. Leia o contexto todo antes de responder.

Questões práticas para treinar

Se você quer fazer exercício pronome relativo 9o ano de verdade, pegue estes exemplos e tente resolver antes de olhar a resposta. A prática mesmo é o que fixa o conteúdo. Exemplo 1: "O professor ________ aula adoramos é muito rigoroso." A resposta é "cujas". O antecedente é "professor", que é masculino singular, mas "aula" é feminino plural, então o "cujo" concorda com o termo possuído, não com o possuidor. Esse é um detalhe que quase ninguém lembra.

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Exemplo 2: "A cidade ________ nasci é muito tranquila." A resposta é "onde". Não se usa "em que" necessariamente, embora também esteja correto. O "onde" é mais direto e comum em provas. Exemplo 3: "Os livros, ________ li ontem, são fascinantes." A resposta é "os quais" ou "que". Ambas estão corretas, mas "os quais" é mais claro porque evita ambiguidade com outro antecedente possível.

Exemplo 4: "O dia ________ nos conhecemos foi chuvoso." Resposta: "em que" ou "quando". Novamente, ambas funcionam. A banca costuma aceitar as duas, mas em questões de preencher lacuna, normalmente só uma aparece nas alternativas. Exemplo 5: "A pessoa ________ telefone você pegou é minha tia." Resposta: "cujo". Mais uma vez, o "cujo" concorda com "telefone", que é masculino singular. Antecedente é "pessoa", feminino singular, mas isso não interfere na concordância do "cujo".

Erros frequentes que as bancas exploram

Uma coisa que eu aprendi na marra é que as bancas adoram cobrar a regência do pronome relativo junto com a preposição. Você precisa saber que "assistir no sentido de ver" exige a preposição "a", então fica "o filme a que assisti". Já "assistir no sentido de prestar assistência" é transitivo direto, sem preposição: "o paciente que assisti". A mesma palavra, regências diferentes, e a questão pode cobrar qualquer uma das duas. Outro erro muito comum é confudir "onde" com "aonde". "Onde" indica lugar estático. "Aonde" indica direção, movimento. "Aonde você chegou?" está correto. "Onde você chegou?" está errado. Mas na prática, muita gente usa "onde" para tudo e a banca pode cobrar essa distinção.

Tem ainda a questão da repetição do pronome relativo. Em português, não se repete pronome relativo na mesma oração. Se você vê uma alternativa com dois "que" se referindo a coisas diferentes, desconfie. Geralmente uma delas está errada.

Onde encontrar material para praticar

Para exercício pronome relativo 9o ano, recomendo que você busque materiais em sites de escolas públicas e universidades. O INEP, que aplica o ENEM, tem banco de questões antigas com gabarito. O quadro de Portugal também tem materiais bons, mesmo sendo de outro país, porque a norma culta é a mesma. Evite sites que só copiam conteúdo de outros sem autoria. O risco de gabarito errado é grande. Se quiser algo mais estruturado, os livros didáticos do PNLD têm exercícios bem elaborados nas seções de gramática. Cada unidade costuma ter de cinco a dez exercícios de pronome relativo com respostas no final do livro. Isso é suficiente para praticar sem precisar procurar em lugares duvidosos na internet.

Eu tenho o costume de sugerir que o aluno faça pelo menos vinte exercícios por semana durante um mês. Isso leva cerca de quarenta minutos por semana se você já domina o conteúdo. Se ainda está aprendendo, pode levar uma hora. O importante é a constância. Fazer cinquenta exercícios de uma vez e depois parar por duas semanas não funciona. O cérebro precisa de repetição espaçada para fixar.

Resumo prático

O segredo para dominar pronome relativo não é decorar regras soltas, é entender a relação entre antecedente e pronome. Sempre identifique primeiro o antecedente. Depois, a função sintática que o pronome vai exercer. Só então escolha entre "que", "cujo", "onde", "quando", "quem" ou "o qual". Se ainda houver dúvida, leia a frase completa com cada alternativa. O som errado geralmente soa errado mesmo. E se você estiver resolvendo exercício pronome relativo 9o ano e travar em uma questão específica, volte ao básico. Anote o antecedente em um papel. Sublinhe o verbo da oração relativa. Veja se há preposição antes do pronome. A resposta quase sempre está nesses três elementos. Não adianta chutar. Chute só quando realmente não restar alternativa, e aí torça.