Exercicios De Derivação Prefixal E Sufixal Com Gabarito 7 Ano - Exercícios De Derivação Prefixal E Sufixal Com Gabarito 7 Ano - NAZAEDU
Exercícios De Derivação Prefixal E Sufixal Com Gabarito 7 Ano - NAZAEDU

Derivação prefixal e sufixal no 7º ano: o que funciona na prática

O assunto de derivação de palavras cai com frequência no ensino fundamental, especialmente quando o foco é diferenciação entre os dois processos. A confusão é comum porque muitos alunos tratam prefixação e sufixação como sinônimos, quando na realidade são mecanismos distintos que alteram a palavra de formas diferentes. Um professor que corrige prova todo semestre já vê os mesmos erros se repetirem: aluno coloca "in-" em "feliz" e marca como sufixação, ou analisa "infeliz" como se o sufixo tivesse entrado na estrutura.

exercicios de derivação prefixal e sufixal com gabarito 7 ano

Antes de partir para os exercícios propriamente ditos, é necessário entender o mecanismo. Derivação prefixal ocorre quando um prefixo se adiciona a um vocábulo base, modificando seu sentido mas geralmente mantendo a mesma classe gramatical. Derivação sufixal acontece quando um sufixo se une ao radical, frequentemente alterando a classe gramatical do termo original. A diferença não é só decorativa — é estrutural. Pegue o par "desfazer" e "leiteira". Em "desfazer", o prefixo "des-" se anexa ao verbo "fazer" e o resultado continua sendo um verbo. O sentido se inverte, mas a classe permanece. Já em "leiteira", o sufixo "-eira" se agrega a "leite" e transforma um substantivo em adjetivo. Essa mudança de classe gramatical é um indicador prático de que estamos diante de derivação sufixal, não prefixal.

Um problema que observei repetidamente na correção de listas é o seguinte: quando o prefixo e o sufixo aparecem juntos, como em "deslealmente", muitos estudantes classifficam erroneamente como derivação parassintética e, em exercícios que pedem apenas prefixal ou sufixal, marcam tudo errado. A solução que adotei foi pedir para isolarem o radical primeiro. Em "deslealmente", o radical é "leal". Retira-se "des-" e sobra "leal", que é adjetivo. Retira-se "-mente" e sobra "leal", também adjetivo. A presença simultânea dos dois morfemas configura parassíntese, e esse é um ponto que precisa ser destacado explicitamente nos exercícios antes de aplicar a lista. Outro detalhe que os materiais didáticos frequentemente negligenciam: há prefixos que não alteram a classe gramatical, mas há também prefixos que podem gerar ambiguidade dependendo da palavra-base. O prefixo "re-" em "refazer" indica repetição e mantém a classe verbal. Mas "re-" em "reator" não é prefixo, é parte do radical de origem grega. Alunos que aplicam a regra de forma mecânica classificam "reator" como derivação prefixal e erram. A recomendação prática é evitar exemplos ambíguos na fase inicial e usar apenas palavras de análise direta.

Exercícios com gabarito para praticar

Abaixo seguem exercícios organizados por nível de dificuldade crescente. Todos utilizam palavras do vocabulário do 7º ano, sem termos técnicos desnecessários. O gabarito está ao final. Exercício 1 — Identifique se há derivação prefixal ou sufixal em cada par de palavras:

a) feliz — infeliz b) leitura — leitor

c) bonito — bonitão d) escrever — reescrever

e) criança — infantil Exercício 2 — Indique o morfema derivacional presente e classifique o tipo de derivação:

a) desonesto b) florescer

c) felizmente d) algodão

e) inclemente Exercício 3 — Complete com o prefixo ou sufixo adequado:

a) __________ + alegre = desajeitado (prefixo que indica negação ou oposição) b) flor + __________ = floricultura (sufixo que indica relação com atividade)

c) __________ + fazer = refeição (prefixo que indica ação repetida) d) aluno + __________ = aluna (sufixo que marca gênero)

e) __________ + justo = injustiça (prefixo de negação) Exercício 4 — Questões mistas (análise completa):

a) Explique por que "infelizmente" não é exemplo de derivação prefixal simples. b) Em "desalmado", qual é o morfema derivacional? Que tipo de derivação é?

c) "Galinheiro" apresenta derivação prefixal, sufixal ou parassintética? Justifique. d) Qual a diferença entre "menininho" e "meninada" no que tange ao tipo de derivação?

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

e) Crie um exemplo próprio de derivação prefixal e outro de derivação sufixal, explicando a mudança ocorrida em cada um.

Gabarito

Exercício 1: a) Derivação prefixal — prefixo "in-".

b) Derivação sufixal — sufixo "-tor". Mudança de substantivo para agente. c) Derivação sufixal — sufixo "-ão". Aumentativo.

d) Derivação prefixal — prefixo "re-". Repetição da ação. e) Derivação sufixal — sufixo "-al". Substantivo para adjetivo.

Exercício 2: a) Prefixo "des-" — derivação prefixal.

b) Sufixo "-er" — derivação sufixal. c) Sufijo "-mente" — derivação sufixal (advérbio de modo).

d) Sufijo "-ão" — derivação sufixal (aumentativo). e) Prefixo "in-" — derivação prefixal.

Exercício 3: a) des-

b) -icultura c) re-

d) -a e) in-

Exercício 4: a) "Infelizmente" contém prefixo "in-", raiz "feliz" e sufixo "-mente". A presença simultânea de prefixo e sufixo ao redor do radical configura derivação parassintética, não prefixal simples. O erro comum é analisar apenas o prefixo e ignorar o sufixo.

b) O morfema derivacional é o prefixo "des-". É derivação prefixal. O sentido de negação ou privação se aplica ao radical "almado" (relacionado a "alma"). c) "Galinheiro" apresenta derivação sufixal. O sufixo "-eiro" se agrega a "galinha" indicando lugar. Não há prefixo envolvido.

d) "Menininho" emprega o sufixo diminutivo "-inho", mantendo a classe de substantivo. "Meninada" emprega o sufixo "-ada", que indica coletivo e também mantém a classe substantiva, mas o significado é qualitativamente diferente. Ambos são sufixação, mas com sufixos de funções morfológicas distintas. e) Resposta aberta. Exemplo aceitável de derivação prefixal: "pessoa" + "des-" = "despessoa" (embora incomum, ilustra o processo). Mais natural: "valor" + "des-" = "desvalor". Exemplo de sufixação: "canto" + "-eira" = "canteira". O importante é que o estudante explique qual morfema foi acrescentado e qual a alteração de sentido ou classe Resultante.

O que não funciona e quando parar de usar essa abordagem

Listas de exercícios com gabarito pronto têm utilidade limitada se o aluno apenas copiar as respostas sem analisar os morfemas. Na prática, eu vi turmaseriores que acertavam 80% dos exercícios de derivação prefixal mas não conseguiam distinguir sufixação de composição em perguntas novas. O gargalo é a falta de treino analítico, não a falta de familiaridade com os prefixos mais comuns. Se o aluno erra sistematicamente questões que envolvem "ment" como sufixo, o problema não é decorar mais exemplos. O problema é que ele não internalizou que "-mente" transforma adjetivos em advérbios. Nesse caso, o caminho é voltar para a análise morfológica passo a passo: isolar o radical, identificar o morfema, verificar a classe gramatical antes e depois. Esse método leva mais tempo inicialmente, mas reduz drasticamente a taxa de erro em questões mistas.

Também é importante notar que derivados parassintéticos não aparecem com frequência em exercícios do 7º ano, mas quando aparecem, são os que mais causam confusão. Se a lista incluir palavras como "ensurdececer" ou "infelizmente", o professor deve tratar isso como exceção e não como regra. Introduzir parassíntese antes que a distinção prefixal/sufixal esteja consolidada gera mais confusão do que aprendizado. Para quem precisa de material adicional, sites como o educacao.brasilescola.uol.com.br e o Portugal a estudar oferecem listas complementares com gabaritos. A recomendação é usar pelo menos três fontes diferentes para evitar vício de linguagem e garantir variedade de exemplos. Uma lista bem construída com cerca de 20 a 30 itens cobre a maior parte dos casos que aparecem em provas do ciclo.