Figuras De Sintaxe Exercícios - Exercícios de Figuras de Sintaxe 9º Ano | PDF
Exercícios de Figuras de Sintaxe 9º Ano | PDF

Entendendo figuras de sintaxe na prática

Figuras de sintaxe são recursos que manipulam a estrutura gramatical do texto para criar efeitos de sentido. Diferentemente das figuras de linguagem que trabalham com o significado das palavras, essas figuras atuam diretamente na construção das frases, alterando a ordem, a repetição ou a relação entre os elementos sintáticos. No dia a dia da análise textual, confundo bastante com os alunos. A primeira confusão comum é pensar que qualquer inversão de ordem é sinédoque. Não é. O posicionamento dos termos importa, mas o critério para classificar é bem específico.

Figuras de sintaxe exercícios essenciais para fixação

O exercício mais frequente que encontro envolve identificar essas figuras em trechos de literatura. Vamos direto ao ponto com os principais tipos: Elipse: omissão de um termo que está claro pelo contexto. Exemplo: "Chegou tarde e saiu sem avisar." (subentende-se que ele/she chegou e saiu).

Pleonasmo: repetição de uma ideia já expressa, mas com outros termos. "Vi com os próprios olhos." É diferente do pleonasmo vicioso, que é redundância sem função estilística — aqueles que corrigem em prova e ganham ponto por isso. Sinédoque: substituição de uma parte pelo todo, ou do todo pela parte. "Li Machado de Assis" significa que leu a obra dele, não o autor em si. Essa distinção é importante porque muitos confundem sinédoque com metonímia.

Metonímia: troca baseada em relação de contiguidade, não de parte-todo. "Bebi um copo" = o conteúdo, não o recipiente. A regra prática é simples: se a relação for de quantidade por qualidade, autor por obra, continente por conteúdo, é metonímia. Se for parte por todo, é sinédoque. Hipérbato: inversão da ordem direta da oração. "Ao templo, dirigiram-se os fiéis." Em vez de "Os fiéis dirigiram-se ao templo." O hipérbato é muito comum em textos poéticos e também aparece na linguagem formal escrita.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Aclitização: colocação do pronome átono de forma diferente da norma padrão, muitas vezes para manter o ritmo ou a ênfase. É mais frequente na oralidade e na literatura contemporânea. Na hora de resolver figuras de sintaxe exercícios, o recomendado é primeiro identificar a estrutura normal da frase e depois perceber o que foi alterado. Se houver inversão, verifique se é hipérbato ou apenas uma construção aceitável pela norma. Se houver omissão, testei se o termo suprimido pode ser recuperado facilmente — aí é elipse.

Um problema específico que encontrei recentemente envolvia identificar figuras em um trecho de Mário de Andrade: "A noite era negra como a carvão." Alguns marcaram metáfora, outros comparação. Na verdade, trata-se de uma figura de sintaxe misturada com semântica — o "como" aqui não estabelece comparação literal, mas sim equivalência metafórica. O exercício correto pede para notar que a estrutura sintática está sendo usada para criar um efeito não-literal, o que diferencia figuras de sintaxe de figuras de pensamento. Outra situação que vejo frequentemente em provas: questões que apresentam "Vi-o chegar" como exemplo de pleonasmo. Não é. É um pleonasmo verbal obrigatório na norma culta com pronomes oblíquos. O pleonasmo propriamente dito seria algo como "Subir para cima" — redundância desnecessária.

Para praticar, o ideal é usar textos literários variados. Crase, concordância e regência não são figuras de sintaxe — muitas bancas cobram isso separadamente e confundem os candidatos. Foque nos cinco tipos principais listados acima e treine com textos de Clarice Lispector, Carlos Drummond e João Guimarães Rosa, que usam essas figuras com frequência. O Download de listas de exercícios pode ser encontrado em portais educacionais como o Brasil Escola, Stoodi e SOS Concurseiro. Eles organizam questões por nível de dificuldade e geralmente incluem gabaritos comentados, o que ajuda bastante na correção.

A limitação dessas figuras é que, quando mal empregadas, podem tornar o texto ambíguo ou confuso. A sinédoque, por exemplo, depende do conhecimento compartilhado entre emissor e receptor. Se o leitor não consegue fazer a relação parte-todo, a figura falha. Em textos técnicos ou jornalísticos, isso pode gerar problemas de clareza. Nesses casos, é melhor evitar o uso excessivo ou optar por construções mais diretas. Se quiser aprofundar, recomendo consultar a gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra. A explicação sobre a distinção entre sinédoque e metonímia é mais precisa do que a maioria dos materiais didáticos resumidos.