Grau Dos Adjetivos Exercicios - Exercícios sobre Grau dos Adjetivos | PDF
Exercícios sobre Grau dos Adjetivos | PDF

Como fazer exercícios sobre grau dos adjetivos sem errar o básico

A maioria das pessoas trava nos exercícios de grau dos adjetivos porque tenta decorar regras soltas em vez de entender o mecanismo por trás. O grau nominal é simples: comparativo e superlativo. O grau relativo já começa a enrolar quando você não percebe que existem dois tipos — de superioridade, de igualdade e de inferioridade. E o superlativo absoluto tem aquela armadilha com os advérbios que todo mundo confunde na hora da prova. Eu lembro de uma vez em que corrigia redações de concurseiros e via um monte de gente escrevendo "mais bonito possível" achando que era superlativo absoluto sintético. Não era. O correto seria "bellíssimo" ou "extremamente bonito". Isso aparece tanto que já virou mania. A solução é simples: quando o adjetivo aceita suffixo latino (-íssimo, -ílimo), use o sintético. Quando não aceita, recorra ao analítico com advérbio de intensidade adequado.

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Vamos direto aos exercícios mais comuns e onde as pessoas costumamerrar. No comparativo de igualdade, a estrutura é tão... quanto/tanto quanto. Um erro frequente é trocar "quanto" por "como" sem necessidade. "Ele é tão alto quanto o irmão" está correto. "Ele é tão alto como o irmão" soa mal para quem tem ouvido criterioso, embora muitos gramáticos aceitem na linguagem coloquial. Em prova, vá de "quanto".

No comparativo de superioridade, mais + adjetivo + do que/de. A partícula "do que" é preferível quando compara substantivos. "Ela é mais competente do que o colega." Já "de" entra quando o segundo termo é omitido ou quando se usa a forma pronominal: "É mais inteligente dele." Note que "mais inteligente do que ele" também é aceitável na norma culta, mas muitos editais cobram a diferença. O superlativo relativo de superioridade usa artigo definido: o mais + adjetivo + possível/da turma/dos alunos. Já o superlativo relativo de inferioridade: o menos + adjetivo + possível. A pegadinha aqui é que muitos candidatos esquecem o artigo definido antes do "mais" e escrevem apenas "mais bonito da sala". Errado. Tem que ser "o mais bonito da sala".

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Quanto ao superlativo absoluto sintético, os adjetivos regulares recebem o sufixo -íssimo: bonito bonitíssimo. Mas os irregulares são o verdadeiro desafio. Aqui vai a lista que você precisa saber e não pode improvisar:

Na prática, "otim" e "péssimo" caem em tudo. "Máxime" e "mínime" são variantes mais literárias. Em concurso, se a questão pedir a forma popular, use "ótimo" e "péssimo" mesmo que eles sejam formas adjetivas já consolidadas no dicionário. Outro ponto que gera confusão: adjetivos compostos. No comparativo e no superlativo relativo, só se flexiona o último elemento. "Mais bem preparados" e não "mais bem preparadas" quando o sujeito é masculino plural. Já no superlativo absoluto sintético, adjetivos compostos geralmente não recebem o sufixo. Fica no analítico: "muito bem preparado" em vez de algo como "bempreparadíssimo". Isso é regra dura.

Se você está treinando para prova, a recomendação prática é: faça pelo menos 30 exercícios variados que cubram os cinco graus (comparativo de superioridade, inferioridade, igualdade; superlativo relativo de superioridade e inferioridade; superlativo absoluto sintético e analítico). O segredo não é quantidade bruta, é variedade. Exercícios que misturam os tipos te obrigam a decidir qual estrutura usar, e é exatamente isso que a banca cobra. Um recurso útil é buscar bancos de questões do Cespe, FGV e Vunesp nos últimos cinco anos. Eles têm padrões claros. A Cespe adora cobrar a diferença entre "mais do que" e "mais que". A FGV gosta de confundir com adjetivos irregulares no superlativo. A Vunesp costuma cobrar flexão de adjetivos compostos. Conhecer o estilo da banca evita surpresas.

Para baixar listas prontas, sites como Portugal a Studiar, Brasil Escola e o Khan Academy em português têm materiais organizados por grau. Alguns sites de cursinhos online oferecem PDFs gratuitos com gabarito comentado. O ideal é escolher um que tenha explicação, não só resposta, porque o erro é onde o aprendizado acontece de verdade. Resumindo sem resumir: entenda a lógica dos graus, decore os irregulares, pratique com questões reais e preste atenção nos detalhes que as bancas adoram cobrar. O resto é repetição.