Entendendo o "I'd rather you + past simple"
Essa estrutura é uma das coisas que todo mundo erra porque parece contra-intuitiva de primeira. Quando você diz "I'd rather you didn't tell her why we can't go", está usando o past simple ("didn't tell") para falar de algo presente ou futuro, não do passado. É uma forma educada e indireta de expressar preferência sobre a ação de outra pessoa.
i'd rather you ...... to her why we can't go.
O padrão completo seria algo como "I'd rather you didn't explain to her why we can't go". O espaço em branco na frase original é preenchido pelo verbo no past simple. A lógica gramatical por trás disso vem do subjuntivo inglês antigo — o past simple aqui funciona como uma forma de distanciamento, não de temporalidade. É o mesmo mecanismo que usamos quando dizemos "If I were you" para algo que não é real agora. Achei que tinha dominado isso nos primeiros anos estudando inglês, até eu escrever num e-mail profissional: "I'd rather you don't send the report before Friday" e receber um correcting e-mail de um nativo britânico. O erro era sutil mas claro — deveria ser "didn't send". A diferença prática entre os dois é enorme em termos de naturalidade. "Don't send" soa como uma ordem disfarçada; "didn't send" soa como preferência pessoal. Em contextos profissionais, essa distinção importa mais do que a maioria das pessoas imagina.
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Vejo gente confundir isso com "I would prefer that you don't..." que também existe mas tem registro diferente. A forma com "rather" é mais comum no inglês falado e em situações informais ou semi-formais. Em escrita acadêmica ou documentos muito formais, estruturas como "I would suggest that you not..." soam mais adequadas, apesar de menos naturais para um ouvido nativo. Um detalhe importante que poucos ensinam: quando o sujeito da preferência é a primeira pessoa ("I"), a estrutura muda completamente. "I'd rather not go" usa o base form (infinitivo sem to), não o past simple. Só quando o sujeito muda para segunda ou terceira pessoa que entra o past simple. É uma regra que não segue nenhuma lógica aparente e precisa ser memorizada mesmo.
Outra armadilha comum é esquecer que o verbo na subordiada também precisa concordar em negação corretamente. "I'd rather you told her" está certo. "I'd rather you told to her" está errado — "tell" aqui é transitivo direto, não precisa do "to". Esse erro aparece com frequência porque a tradução literal do português nos prega peças: "dizer a ela" leva o "a", mas em inglês "tell her" não leva preposição nenhuma. Se você está aprendendo e quer praticar, a melhor forma é criar frases do seu dia a real. "I'd rather you didn't eat the last piece of cake". "I'd rather she called before coming over". Repetir mecanicamente não funciona tão bem quanto usar a estrutura em contextos que façam sentido pra você. Eu costumava escrever dez frases por dia relacionadas a situações reais e depois revisar uma semana depois — foi assim que a estrutura virou parte do meu inglês automático.