I Like Playing Badminton But I ______ Playing Volleyball. - Playing Badminton with Volleyball net & Volleyball Gameplay P1 ...
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Por que odeio volleyball depois de jogar badminton

Acho que consigo explicar essa preferência com uma clareza que provavelmente vai irritar pelo menos um atleta de quadra. Depois de anos jogando badminton, partir para o vôlei parece um passo para trás em termos de refinamento técnico. A frase que resume bem: i like playing badminton but i hate playing volleyball.

i like playing badminton but i ______ playing volleyball.

O vôlei é um esporte de rebatidas grossas. Você tem três toques no máximo, o que basicamente elimina qualquer coisa que se pareça com criatividade. No badminton, a raquete é uma extensão do pulso, e você consegue variar entre drops, smashes, lobos e cortadas com a mesma mão em três sequências rápidas. No vôlei, o melhor que você faz é mandar a bola pra frente com força e torcer pra cair dentro da linha. Um detalhe que as pessoas não consideram: a carga técnica do saque no vôlei é ridícula comparada ao saque de badminton. Um saque float no vôlei profissional exige meses de repetição para ficar minimamente consistente. No badminton, você aprende um saque por baixo funcional em duas semanas e um drop serve em um mês. Sim, é tudo sobre consistência. Eu levei oito meses para parar de errar o backhand drive no badminton. Pra dominar um saque acima da cabeça no vôlei, eu gastaria um tempo similar, mas com payoff muito menor durante uma partida.

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O problema real que eu enfrento quando jogo vôlei porcaria é o bloqueio. Não é que bloquear seja difícil tecnicamente, é que o timing é completamente diferente do que você desenvolve no badminton. No badminton, o reflexo que você treina é contra uma shuttlecock que viaja a mais de 300 km/h num smash, mas com trajetória previsível. No vôlei, a bola viaja mais devagar mas a trajetória é completamente imprevisível porque depende da leitura do levantador adversário. Minha primeira vez num time de vôlei, eu bloqueava tentando antecipar onde a bola ia cair, e simplesmente ficava na frente errado o tempo todo. O workaround que funcionou foi parar de tentar prever e focar exclusivamente no contato do atacante com a bola no momento do swing. Parece óbvio agora, mas levou uns três meses de jogos de salão pra mim aceitar que minha cabeça de badmintonista estava arruinando meu bloqueio. Aqui vai uma verdade inconveniente que ninguém quer ouvir: o vôlei de praia é basicamente o mesmo problema em areia. Só que com mais sol e mais dor nos joelhos. A técnica de defesa muda porque você não pode fazer aquele movimento lateral rápido que funciona no piso duro, então todo mundo acaba jogando mais defensivamente e os rallies ficam entediantes. No badminton, mesmo em rallies longos, cada troca é tecnicamente distinta. Você nunca fica preso num padrão repetitivo.

O aspecto físico também é outro fator. No badminton, o gasto calórico por hora é absurdamente alto, especialmente nos sets rápidos de duplas. Eu já cheguei a gastar perto de 700 calorias em um jogo de três sets competitivos. No vôlei, o gasto é menor porque há mais paradas entre os pontos. Se você tá ali esperando a bola voltar pros adversários, seu coração baixa o ritmo. No badminton, a bola volta sempre, então o cardio é constante e intenso. Não vou fingir que o badminton não tem seus problemas também. A shuttlecock é frágil demais, o vento é inimigo número um, e encontrar boa competição amadora fora das grandes cidades é praticamente impossível. Mas quando eu consigo jogar, a satisfação técnica é incomparável. No vôlei, você marca ponto e esquece. No badminton, você lembra cada troca dos últimos cinco minutos porque cada uma exigiu algo diferente do seu corpo.

Se você tá começando agora e ainda não sabe qual prefere, jogue os dois por pelo menos seis meses antes de tirar conclusões. Mas se você já tem base em badminton e resolve experimentar vôlei, espere aquela frustração inicial de sentir que está recuando no desenvolvimento atlético. Não é que o vôlei seja ruim, é que o badminton te dá mais ferramentas técnicas pra brincar com.