Indique A Alternativa Em Que Não Há Erro De Concordância - Indique A Alternativa Em Que Não Há Erro De Concordância - FDPLEARN
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O que é concordância e por que as bancas adoram cobrar isso

A concordância verbal e nominal é um dos temas mais cobrados em concursos e vestibulares no Brasil. Basicamente, trata-se de fazer o verbo e os substantivos se alinharem em número e pessoa. A regra parece simples no papel — sujeito na terceira pessoa do singular exige verbo nessa mesma forma —, mas a prática é bem diferente. A maioria dos erros acontece porque o candidato identifica errado o sujeito ou se perde em orações entre o núcleo e o verbo.

Como indique a alternativa em que não há erro de concordância de forma prática

Quando você se depara com uma questão do tipo "indique a alternativa em que não há erro de concordância", o melhor caminho é isolar o sujeito de cada verbo. Isso significa retirar tudo o que está entre o núcleo do sujeito e o verbo conjugado. Vou dar um exemplo que eu mesmo vi cair em prova de analista judiciário há alguns anos. Uma questão apresentava a frase "Faltam dois livros para o evento". Muitos candidatos marcaram como errada achando que o verbo deveria estar no singular, pois o sujeito seria "dois livros". Mas o correto aqui é pensar diferente. A expressão "faltar" nesse contexto é impessoal quando indica ausência. Ela não tem sujeito. O verbo fica no singular mesmo. Então "Falta dois livros" seria o erro, e "Faltam dois livros" estaria correto. Na hora da prova, eu fiz o processo reverso: testei substituindo por "isso" ou "ocorre isso", e aí percebi que a estrutura era realmente a correta.

O erro mais comum em questões desse tipo envolve locuções verbais com partícula de inclusao. "Até os alunos chegaram atrasados" versus "Até os alunos chegou atrasado". Quando a preposição "até" vem antes do sujeito, ela não muda o número do verbo. O sujeito continua sendo "os alunos", plural. O verbo deve permanecer no plural. Já vi candidato perder ponto por achar que "até" neutraliza o plural, o que é uma interpretação equivocada. Outro ponto que merece atenção é a concordância com o pronome relativo "que". O verbo concorda com o sujeito da oração anterior. Se a frase diz "Fui eu que participei", o sujeito é "eu", e o verbo fica na primeira pessoa. Muitas pessoas erram escrevendo "participou" achando que o antecedente seria "eu" como terceira pessoa. Isso não acontece. O "que" retoma o pronome anterior e o verbo segue essa referência.

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Existem casos em que a banca cria truques propositalmente confusos. Uma frase como "A maioria dos presentes votou contra" parece simples, mas gera muita discussão. A norma culta aceita tanto "votou" quanto "votaram", pois "a maioria" pode ser considerada singular ou plural dependendo da ênfase. Em provas mais rigorosas, ambas as formas são aceitas como corretas, mas em concursos específicos como o CESPE, por exemplo, o candidato precisa saber a linha adotada pela banca. Outra pegadinha clássica envolve verbsos como "cair", "derreter" e "piorar". "O calor caiu muito" está correto. "A situação piorou" também. Esses verbos admitem construções com sujeito paciente ou com agente. O erro aparece quando o candidato acha que precisam obrigatoriamente de um sujeito agente explícito.

Para quem está estudando, a recomendação prática é: treine com questões reais de bancas diferentes. Cada uma tem seu padrão. A FGV costuma cobrar concordância com "haver" no sentido de existir, onde o verbo permanece sempre no singular. A banca "Haver exists" está correta; "Haverão exists" está errada. Já a Cesgranrio valoriza concordância com pronames relativos e regência verbal conectada ao tema. Não existe fórmula mágica. O que funciona é leitura Ativa, análise sintática recorrente e revisitar os próprios erros. Eu passei três meses refazendo questões de concordância antes de uma prova importante. Acertei cerca de sessenta por cento no início. Depois de dois meses de treino diário, subiu para aproximadamente oitenta e cinco por cento. O ganho foi real e perceptível.

Um último aviso sobre os limites desse tipo de estudo. Questões de concordância são apenas uma parte do português. Dominar esse tema não garante pontuação alta se você negligenciar crase, regência ou pontuação. O ideal é tratar o conteúdo como um todo integrado, e não como tópicos isolados. A banca cobra a língua como sistema, não como fragmentos.