Lista De Festa Junina Comidas Salgadas E Doces Simples - Comidas salgadas de Festa Junina: 10 receitas para o seu arraial | Receitas
Comidas salgadas de Festa Junina: 10 receitas para o seu arraial | Receitas

Montar a lista de festa junina comidas salgadas e doces simples

A maior parte dos que organizam festas juninas erra na parte dos salgados. Focam nos doces achando que é o principal, mas é o salgado que define se a galera fica satisfeita ou não. Eu já vi comissão de festa gastar o dobro do orçamento em algodão-doce e quentões só pra ver os salgadinhos acabarem nos primeiros vinte minutos com uma fila enorme.

Lista de festa junina comidas salgadas e doces simples

Aqui vai o que funciona na prática, sem firula. Salgados: Pastel de feira — frango, queijo, ou carne seca. A massa precisa ser bem fina e fritura em óleo quente mesmo, não meio morno. Se o óleo esfriar, o pastel vira uma pedrada. Eu aprendi esse ponto depois de uma festa em Queimados onde fizemos o teste com gás de cozinha barato e o óleo coou muito rápido, estragando três bandejas antes do meio-dia. A solução foi comprar dois fryers elétricos separados e manter o óleo novo em cada um.

Coxinha de frango — massa de batata ou farinha, recheio desfiado bem temperado. O segredo é deixar o recheio esfriar completamente antes de montar, senão a massa racha na hora de fritar. Dica inútil, mas importante: use ovo batido como selador nas bordas, senão ela abre no óleo. Bolinha de queijo — mais rápida que coxinha e rende mais. Queijo minas velho ralado, farinha de rosca por fora, frite dourado. O problema é queimá-la por fora e crua por dentro, então o óleo tem que estar em temperatura média, não alta demais.

Baião de dois — arroz, feijão, queijo coalho, manteiga de garrafa. Pode fazer no forno ou na panela mesmo. A questão é o queijo coalho: se for muito novo, derrete e fica pastoso; se for muito seco, fica duro. O ideal é um queijo meia-cura que derreta levemente mas mantenha a forma. Maniçoba junina — similar à nossa maniçoba paraense mas mais simples, com folhas de mandioca picadas fininhas cozidas com carne de sol e linguiça. Cuidado com o oxalato: cozinhe as folhas por pelo menos quarenta minutos antes de temperar, senão a boca fica formigando. Já vi gente passar mal depois de comer sem cozinhar direito.

Agora os doces: Pamonha — milho verde moído com leite, açúcar e manteiga, embrulhado na própria película e cozido. A proporção certa é uma parte de açúcar para quatro de milho, mais ou menos. Se colocar demais, fica xarope e perde a textura cremosa.

Baião de doce — versão doce do baião de dois, com leite condensado no lugar do queijo. Rende bastante e é barato. O erro comum é deixar o fogo alto demais e queimar o fundo da panela, dando gosto amargo pros dois terços restantes. Doce de milHO — açúcar, milho verde, leite. Consistência de pasta grossa. Fica pronto em cerca de quarenta minutos em fogo baixo, mexendo sempre. Não adianta apressar, senão gruda.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Cocada mineira — coco ralado, açúcar, água. Cozinhar até o ponto de firmar. O coco precisa ser ralado grosso, não fininho, senão vira pixiriaca. Mongoíngua — manga seca com açúcar. Simples, mas precisa de manga bem madura e descaroçada antes de cortar. Se a manga estiver verde, o doce fica azedo e ninguém quer.

Pé de moleque — amendoim, açúcar, um pouco de manteiga. A questão aqui é o ponto de cascão do açúcar: se passar, endurece demais e quebra dente; se faltar, fica mole e grudado. Teste jogando um pouco na água fria — se formar bola macia, está no ponto. Serica — rapadura ralada com amendoim e gergelim. Quase não tem segredo, só misturar e deixar esfriar.

Quentão — vinho, cachaça, canela, cravo, açúcar. A proporção de cachaça varia muito conforme a tradição local. Em algumas regiões o quentão é mais forte, em outras mais suave. O importante é não deixar ferver depois de colocar a cachaça, senão o álcool evapora e sobra gosto de vinho adoçado sem personalidade.

Dicas que realmente funcionam

O cálculo de quantidade costuma variar entre quatrocentos e quinhentos gramas de salgados por pessoa, e duzentos gramas de doces. Mas isso depende muito do público. Festa com muita criança pede mais doce, festa com adulto pede mais salgado. Eu já vi comissão calcular por peso total e errar porque não considerou que metade dos convidados eram adultos que iam comer principalmente salgado. Outro ponto: a ordem de preparo importa. Salgados que precisam de fritura devem ser feitos por último para não esfriarem enquanto os outros estão prontos. Se você fritar os pastéis às onze e servir só às treze, a massa amolece e fica oleosa. O ideal é ter duas frentes de preparo — uma para assar/cozinhar e outra para fritar na hora.

Armazenamento também é problemático. Doces como pamonha e cocada podem perder qualidade se ficarem expostos ao ar por muitas horas. Proteja com plástico filme diretamente sobre a superfície, não apenas tampando a panela, senão forma quella de umidade que estraga a textura. Tempo de preparo: uma lista completa como essa dá cerca de seis a oito horas de trabalho divididas, desde que tenha gente suficiente. Se for uma equipe pequena, priorize o que pode ser feito com antecedência — baião de dois, serica, pé de moleque — e deixe os salgados fritores para o dia mesmo.

O problema mais comum que eu vejo é subestimar a quantidade de óleo e combustível. Dois banhos de fritura por hora em média, dependendo do volume. Se a festa dura quatro horas, conte com pelo menos quatro litros de óleo para cada fryer e bastante gás. Jávi festa parar no meio porque o óleo acabou e não tinha onde comprar. E sobre preços: pastel custa entre dois e quatro reais no ponto de venda, coxinha entre um e trinta e cinco, pamonha entre um e vinte. Fazer em casa sai mais barato, mas o custo de ingredientes e combustível entra na conta. Faça uma planilha simples antes, senão a festa vira prejuízo disfarçado deTraditionalismo.