As verdadeiras relações matrimoniais de Marilyn Monroe
Muitas pessoas confundem os maridos de Marylin Monroe, mas a realidade é que ela casou-se quatro vezes na vida, embora apenas três desses casamentos tenham sido legais. Vou organizar isso de forma clara porque a internet está cheia de informação errada sobre o assunto.
Quem foram os maridos de Marylin Monroe
O primeiro casamento foi com James Dougherty em 1940. Ela tinha apenas 16 anos na época, e ele tinha 21. O pai dela tinha que dar autorização porque era menor de idade. Eles se conheceram quando Marilyn trabalhava como operária em uma fábrica de munições durante a Segunda Guerra Mundial. O casamento não durou muito. Dougherty se alistou na Marinha dos EUA em 1943, e quando voltou, o casamento já estava desfeito. Eles se divorciaram em 1946. Esse foi um casamento sem filhos e basicamente esquecível na biografia dela, mas é importante mencionar porque mostra como ela era jovem e vulnerável naquela época. O segundo casamento foi com o dramaturgo Arthur Miller em 1956. Esse foi o mais conhecido e o mais intelectual dos relacionamentos dela. Miller tinha 39 anos e ela 28. A diferença de idade e a fama deles causaram muita especulação na época, com a mídia questionando se era um casamento de conveniência política, especialmente considerando que Miller já tinha sido investigado pelo Comitê de Atividades AntiamERICANAS da Câmara dos Representantes. O casamento durou três anos. Eles tiveram dois filhos - uma filha chamada Cassandra em 1958 e um filho chamado Daniel em 1961, que morreu com apenas cinco dias de vida. O divórcio foi em 1961. Miller disse mais tarde que o casamento era como "viver com um pássaro raro que você não consegue domesticar." Marilyn também disse que Miller não entendia completamente quem ela era como pessoa.
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O terceiro casamento legal foi com Joe DiMaggio em 1954. DiMaggio era o lendário jogador de beisebol do New York Yankees, aposentado na época. O casamento durou apenas nove meses, mas foi um dos mais famosos da história do Hollywood dos anos 50. Eles se conheceram em 1952, quando ele a convidou para jantar em Los Angeles. Marilyn tinha acabado de terminar o namoro com Arthur Miller na época, e DiMaggio era ciumento com relação à fama dela. O casamento foi marcado por conflitos sobre o tempo que ela passava trabalhando e sobre os ciúmes de DiMaggio. Após o divórcio, DiMaggio permaneceu leal a ela pelo resto da vida. Ele pediu flores para serem colocadas na urna dela quando morreu em 1962 - algo que continuou acontecendo até que ele próprio morreu, oito anos depois. O quarto e último casamento foi novamente com Joe DiMaggio, em 1954. Sim, eu disse que foi seu terceiro casamento, mas o casamento com DiMaggio foi realmente dois casamentos separados. O primeiro ocorreu em 14 fevereiro de 1954, em Reno, Nevada. O segundo ocorreu em 7 de outubro de 1954, em San Francisco. Isso mesmo - eles se casaram duas vezes. O segundo casamento também terminou em divórcio em 1955. Então, tecnicamente, os maridos de Marylin Monroe foram James Dougherty, Arthur Miller e Joe DiMaggio, sendo que DiMaggio foi marido dela duas vezes.
Como os maridos de Marylin Monroe se comparam em contexto histórico
O que muita gente não entende sobre esses casamentos é que cada um deles reflete um momento diferente na carreira e na vida pessoal de Marilyn. O casamento com Dougherty aconteceu quando ela ainda era Norma Jeane, antes de se tornar uma estrela. Era um casamento comum, suburbano, típico da década de 1940. O casamento com Miller aconteceu no auge da fama dela, quando ela estava tentando ser levada a sério como atriz e escritora. E o casamento com DiMaggio aconteceu num momento em que ela já era uma celebridade internacional, mas ainda lutava contra a imagem sexualizada que a Hollywood impunha. Um detalhe interessante que pouca gente conhece: quando ela estava se separando de Dougherty em 1946, ela mudou oficialmente seu nome de Norma Jeane Mortenson para Marilyn Monroe. Esse foi um momento importante de reinvenção pessoal. Ela estava construindo uma nova identidade exatamente quando seu primeiro casamento terminava.
Outro ponto que as biografias frequentemente ignoram: Arthur Miller escreveu "O Morto não dança" especificamente inspirado pela relação deles. E DiMaggio, após o divórcio, nunca mais se casou. Ele disse uma vez que nunca encontrou nenhuma mulher que o fizesse sentir o que sentiu por Marilyn. Os números simples são esses: quatro cerimônias de casamento, três homens diferentes, dois filhos biológicos, um filho que morreu na infância. Não há segredos maiores que isso, apesar de toda a mitologia que se construiu em torno dessas relações ao longo das décadas.