Correção Gramatical: "Não que eu tenha sabido"
A frase "não que eu tenha sabido está correto" apresenta um problema estrutural. O que você vê aí é uma mescla de duas construções diferentes que não conversam entre si no português padrão. "Não que eu tenha sabido" é uma locução concessiva/subjetiva no modo subjuntivo. Ela funciona quando você quer limitar algo que disse, como em: "Ele foi à festa, não que eu tenha sido convidado" (eu não sei se fui). Sozinha, já carrega uma intenção clara.
O problema é quando você joga "está correto" em seguida. A frase fica com dois predicados soltos. Não há conectivo, não há pontuação, e o sentido fica ambíguo. Parece que você está perguntando se a expressão em si está certa, ou tentando formar uma oração completa. As duas leituras são possíveis, e nenhuma delas produz uma frase gramatical.
não que eu tenha sabido está correto
Se a sua dúvida é literalmente essa — se a expressão "não que eu tenha sabido" está correta do ponto de vista gramatical — a resposta curta é sim, ela existe e é usada. A construção "não que + subjuntivo" é válida. Veja alguns exemplos reais:
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- "Vou pagar, não que eu deva."
- "Ela saiu, não que eu tenha visto."
- "Fizemos o relatório, não que fosse obrigatório."
O que acontece na prática é que muita gente usa "não que eu tenha sabido" como sinônimo de "não que eu soubesse" ou "não que eu tenha conhecimento". São nuances que variam conforme a região e o registro. Em contextos formais, prefira "não que eu saiba" ou "não que eu tenha ciência". Em registros informais, o "tenha sabido" aparece com frequência e ninguém protesta. Agora, se o objetivo era escrever algo como "Não sei se está correto, não que eu tenha sabido", aí a estrutura melhora. Você precisa de um conectivo ou de uma pausa. O ideal seria:
"Não que eu tenha sabido, mas isso está correto?" — com vírgula, transformando a primeira parte em um adjunto adverbial de exclusão. Outra opção, mais natural: "Isso está correto, não que eu saiba." Note que "saiba" soa mais fluido que "tenha sabido" nesse contexto. O pretérito perfeito do subjuntivo ("tenha sabido") carrega uma ideia de completude que nem sempre se encaixa bem quando você está questionando algo no presente.
Um detalhe que as pessoas costumam perder: "não que eu tenha sabido" implica que você poderia ter tido conhecimento, mas não teve. É diferente de "não que eu saiba", que é mais neutro, mais imediato. Se você está respondendo a uma pergunta no presente, use o presente do subjuntivo. Se está negando conhecimento passado, o pretério faz sentido. Resumindo: a expressão existe, é legítima, mas precisa de contexto. Juntá-la com "está correto" sem pontuação ou conectivo transforma a coisa numa ambiguidade. Use vírgula, escolha o tempo verbal adequado ao contexto, e evita confusão.