O Dono De Uma Loja Pretende Usar Cartões Imantados - (ENEM-2021) O dono de uma loja pretende usar cartões imantados para a ...
(ENEM-2021) O dono de uma loja pretende usar cartões imantados para a ...

Cartões imantados para pequeno comércio: o que precisa saber antes de investir

Ainda existe gente que acha que cartão magnético é coisa do passado, mas a realidade é que ele continua sendo a opção mais barata para quem está começando. A questão não é se a tecnologia é boa ou ruim, mas sim entender o que você está comprando e quais problemas vai enfrentar no dia a dia.

o dono de uma loja pretende usar cartões imantados

O primeiro passo é conseguir os terminais. Você vai encontrar máquinas simples de leitura magnética que se conectam via cabo USB ou jack de áudio ao tablet ou computador da loja. A maioria dos fornecedores no Brasil faz a venda direto pela internet ou por representantes regionais. Os preços giram em torno de R$ 150 a R$ 400 por aparelho, dependendo da marca e do modelo. As mais conhecidas são as linhas da Cielo, Rede ePagSeguro, embora muitas dessas já tenham migrado para chip e aproximação. Na prática, o fluxo funciona assim: você passa o cartão pelo leitor, a maquininha lê os dados da faixa magnética, transmite para a operadora de pagamento e o valor é autorizado. O dinheiro cai na conta da loja em alguns dias úteis, conforme o plano contratado. Isso é tudo. Não tem segredo.

O problema que eu vi com frequência é a gravação dos cartões. Faixa magnética é frágil. Cartão que fica na carteira misturado com chave, cartão de crédito e dinheiro vivo começa a perder dados depois de três ou quatro meses. Eu tive um cliente que perdeu cerca de 8% dos cartões dos clientes dele num período de seis meses porque ninguém orientou sobre como armazenar corretamente. A solução foi simples: comprar capas plásticas individuais para cada cartão e instruir a equipe a não deixar os cartões dos clientes expostos a campos magnéticos. Custou quase nada e resolveu o problema. Outra coisa que muita gente não considera é a segurança. Faixa magnética é extremamente fácil de clonar. Basta um dispositivo de skimming barato, que custa menos de R$ 50, para copiar todos os dados do cartão em segundos. Se a sua loja aceita pagamentos com cartão magnético sem criptografia adequada, você está exposto. As operadoras mais sérias fazem a criptografia ponto a ponto (P2PE), mas isso nem sempre está habilitado por padrão. Verifique isso antes de fechar contrato. Se a operadora não oferecer P2PE, negocie a ativação ou mude de fornecedor.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Sobre os custos operacionais, as taxas de interchange para cartões magnéticos costumam ser ligeiramente mais altas do que para cartões chip. Isso acontece porque o risco de fraude é maior, então as bandeiras cobram mais por transação. Espere pagar entre 1,5% e 3,5% por venda, dependendo do contrato. Para uma loja que fatura R$ 20 mil por mês em cartões, isso pode representar entre R$ 300 e R$ 700 por mês em taxas. Não é um valor irrisório. Se o orçamento for realmente apertado e a loja estiver numa região com poucos cartões chip disponíveis, vale a pena manter o cartão magnético como opção secundária. Mas se você tem margem para investir, a recomendação é clara: invista em terminais que leiam chip e aproximação. O custo inicial é maior, mas a redução de fraudes e a menor taxa de interchange compensam em poucos meses.

Para quem ainda vai dar o primeiro passo com magnético, aqui está o checklist prático: peça demonstração funcional da máquina antes de comprar, verifique se a operadora oferece P2PE, questione sobre a taxa de interchange específica para faixas magnéticas no seu plano, e garanta que o suporte técnico responde em menos de 2 horas úteis. Nada pior do que ficar com a maquininha parada no meio do expediente. O download dos aplicativos das operadoras é feito diretamente nas lojas de app oficiais, tanto iOS quanto Android. Basta buscar pelo nome da operadora escolhida. Não existe um software centralizado único, pois cada uma tem o seu próprio ecossistema. O PagSeguro tem o app PagBank, a Cielo tem a Cielo App, e a Rede tem o Sistema Rede. Todos são gratuitos.

Existe um ponto que pouca gente menciona e que pode causar dor de cabeça: a faixa magnética sensível a interferências eletromagnéticas. Eu já vi cartões que pararam de funcionar depois de ficarem perto de celulares ou alto-falantes por muito tempo. O campo magnético interno do cartão é perturbado e os dados se corrompem. A solução é manter os cartões longe de dispositivos que emitem campo magnético forte e, quando um cartão para de responder, testá-lo em outra máquina antes de descartar. Às vezes é só sujeira na faixa, que se resolve com uma escova macia e secagem leve. Se a loja já tem um volume razoável de clientes e recebe pagamentos recorrentes, considere também a possibilidade de emissão de cartões personalizados com faixa magnética em vez de depender apenas dos cartões dos clientes. Algumas fintechs oferecem esse serviço com taxas mais baixas e controle total sobre as transações. É uma alternativa válida para quem quer sair da dependência de operadoras tradicionais.