Por que usamos certas estruturas com "iguais" — e o que realmente justifica isso
A pergunta sobre o que justifica o emprego de coisas na palavra iguais aparece com frequência em exercícios de sintaxe e morphology. A maioria das pessoas não sabe a resposta correta porque confunde regência nominal com concordância adjetival. O termo "iguais" funciona como adjetivo, sim, mas também pode atuar como substantivo, e essa dualidade muda completamente a justificativa para o uso de preposições e pronomes que vêm antes dele.
O que justifica o emprego de na palavra iguais
O que justifica o emprego de uma preposição na palavra iguais é basicamente a função sintática que ela ocupa na oração. Quando "iguais" é adjunto adnominal, ele segue o normal: concorda em gênero e número com o núcleo, e a preposição que rege depende do termo anterior. Quando ele vira substantivo ("os iguais"), a coisa muda — aí você tem que tratar como substantivo plural, com todas as implicações de regência que isso traz. Veja um exemplo prático. Frases como "são idênticos aos iguais" ou "trabalhamos com os iguais" usam "iguais" de maneiras diferentes. No primeiro caso, "iguais" ainda carrega traços adjetivais e pede a preposição "a" por analogia com "idênticos a". No segundo, já é puramente substantivo, e a preposição "com" rege naturalmente o termo.
A regra que ninguém explica direito
A justificativa mais comum que você vai ver em livros didáticos é a de identidade ou semelhança. O adjetivo "igual" exige a preposição "a" quando completa um termo anterior que indica similaridade. "São iguais a..." — pronto, a preposição está justificada pela regência do adjetivo. Mas aí aparece o plural, e muita gente trava. Quando "iguais" vai no plural, a regra permanece a mesma: "são iguais a..." ou "diferentes dos iguais". O problema é que o plural gera confusão porque o falante percebe dois elementos e tende a usar "de" por padrão, como se fosse posse ou origem. Não é. Continue usando "a".
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Eu já perdi tempo revisando provas corrigidas onde candidatos erravam justamente nessa transição do singular para o plural. A banca cobrava "Os resultados foram iguais aos esperados" e a maioria escrevia "iguais aos esperados" com "de" no lugar errado por influência da oralidade. A justificativa gramatical é sempre a mesma: a regência do adjetivo não muda com a flexão numérica.
Case específico que eu enfrentei
Numa revisão de texto jurídico recentemente, me deparei com a construção "materiais iguais de outros fornecedores". O autor tinha usado "de" porque achava que "iguais" estava sendo usado como substanto relacionado a origem. Eu sugeri a correção para "materiais iguais aos de outros fornecedores", mantendo a preposição "a" por regência adjetival e usando "aos" para retomar a comparação. O texto ganhou clareza e a justificativa ficou inequívoca: "iguais" era adjetivo, não substantivo, então a preposição deveria ser "a".
Exceções e armadilhas
Existem cenários onde "iguais" funciona mesmo como substantivo, e aí a preposição muda. "Respeitar os iguais" — aqui é substantivo, e a preposição depende do verbo regente, não de "iguais". Outro ponto: em construções com "tanto... quanto", o uso de "iguais" no plural é natural, mas a preposição seguinte deve ser analisada caso a caso, não por automático. O que muitas pessoas não levam em conta é que "igual a" e "idêntico a" compartilham a mesma regência, mas "semelhante a" também entra nessa lista. Três adjetivos, uma preposição. O erro comum é trocar "a" por "de" em cada um deles por analogia errada com outros adjetivos que regem "de" — como "cheio de", "cansado de", coisas assim.
Resumo prático
Para decidir rapidamente qual preposição usar com "iguais", pergunte-se: esse termo é adjetivo ou substantivo? Se é adjetivo, a preposição é "a". Se é substantivo, a preposição vem do verbo ou do contexto. A concordância em número nunca altera essa regra. E em dúvida, releia a frase removendo o adjetivo — se a preposição "a" ainda faz sentido na comparação, está corretas usar "iguais a". O que justifica o emprego de na palavra iguais, no fim das contas, é a regência adjetival. É simples, mas a Complexidade aparece quando o plural entra em cena e o ouvido do falante tenta impondo padrões diferentes. Manter a atenção na função sintática resolve a maior parte dos casos.