O Que Que É Complemento - O que é complemento nominal? Veja exemplos!
O que é complemento nominal? Veja exemplos!

Complemento na gramática brasileira: o que é e como identificar

Complemento é um termo que completa o sentido de outro dentro da oração. Não é um conteúdo autônomo. Quando você lê uma frase e sente que falta alguma coisa para o verbo ou substantivo ter sentido completo, o que vai preencher esse vazio é o complemento. A confusão começa porque existem tipos diferentes e as fronteiras entre eles não são sempre claras.

o que que é complemento

Na prática, complemento é qualquer elemento sintático que depende de um núcleo — seja verbo, substantivo, adjetivo ou advérbio — para fazer sentido. Sem esse elemento, a frase fica incompleta ou muda completamente de significado. O que separa um complemento do outro é a relação que ele mantém com o termo que complementa. O complemento direto é o mais óbvio. Ele se liga ao verbo sem preposição obrigatória. "Eu comprei um livro." O verbo "comprar" pede algo comprado, e "um livro" preenche essa lacuna. Fácil. O problema aparece quando o verbo é polissêmico ou quando o objeto aparece deslocado. Em português brasileiro, o pronome átono "o" pode ser complemento direto ou indireto dependendo do verbo, e isso causa erro até em falantes nativos que nunca estudaram sintaxe.

O complemento indireto exige preposição. "Eu confiava naquela pessoa." O verbo "confiar" rege a preposição "em". Remova "naquela pessoa" e a oração quebra. A diferença prática entre direto e indireto é simples: teste se dá para substituir por "o, a, os, as" (direto) ou "lhe, lhes" (indireto). Às vezes essa prova falha, especialmente com verbos que aceitam as duas construções. O complemento nominal completa o sentido de um nome, não de um verbo. "Tenho admiração por ele." O substantivo "admiração" precisa de um complemento para indicar o alvo da admiração. Aqui a preposição é obrigatória e geralmente é "de, a, por, em". Confundir complemento nominal com agente da passiva é um erro comum. O agente vem de orações passivas ("foi feito por mim"), o complemento nominal vem de nomes abstractos ("medo de cachorros"). A forma é idêntica, a função não.

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Agora o caso que eu vejo dar problema todo dia: complemento verbal x adjetal. Você tem uma frase como "O professor é rígido com os alunos." "Com os alunos" pode ser interpretado como complemento do adjetivo "rígido" ou, erradamente, como se fosse um modificador solto. Na análise sintática, ele é complemento do adjetivo, não do verbo. O verbo "ser" aqui é de ligação, não transmite ação, então não há Complemento direto ou indireto envolvido. Isso muda completamente a diagramação da oração. Um problema específico que eu enfrentei recentemente envolvia análise de texto jurídico. O texto dizia "a multa imposta ao réu". Alguém poderia analisar "ao réu" como Complemento indireto, mas na verdade é um adjunto adnominal dentro de uma locução verbal passiva. O particípio "imposta" funciona como adjetivo, e "ao réu" é complemento nominal desse particípio, não Complemento indireto do verbo. Eu corrigi isso usando o teste de passiva: se "impor multa a alguém" vira "a multa foi imposta a alguém", então "a alguém" mantém a mesma função. Em passiva, ele vira sujeito paciente, não Complemento indireto. Quando o particípio se adjetiva dentro de uma oração subordinada, a análise muda. Levei cerca de vinte minutos para resolver um trecho de três linhas que parecia simples.

Outro ponto que pouca gente leva em conta: o complemento preposicionado pode ser ambíguo em português porque a preposição "a" também marca objeto indireto. "Enviei o relatório ao diretor." Pode ser Complemento indireto (eu enviei algo a alguém) ou Complemento nominal (eu tenho obediência ao diretor) dependendo do contexto e do verbo regido. A dica é verificar a regência do núcleo antes de classificar. Verbo transitivo direto e indireto versus nome abstrato que exige preposição têm comportamentos diferentes. O que costuma falhar nas análises automatizadas e até nos manuais escolares é a classificação de orações subordinais substantivas. "Preciso que você venha." "Que você venha" é sujeito da oração principal, não complemento. Mas muitas pessoas chamam tudo que é oração subordinada substantiva de "complemento" porque soa mais intuitivo. Tecnicamente, há complementos diretos e indiretos que podem ser-oracional ("O prefeito quer que ele renuncie"), mas nem toda oração subordinada substantiva é complemento. Confundir isso gera erro em exercícios e na interpretação de provas.

Para identificar na prática, faça o seguinte: isole o verbo ou o nome que você suspeita ter complemento, pergunte "o quê?" (direto) ou "a quê?" / "de quê?" (indireto ou nominal). Se a resposta vier sem preposição, é direto. Se vier com preposição, é indireto ou nominal. Aí entra a distinção final: se o termo rege um nome, é nominal. Se rege um verbo, é indireto. Quando a frase é ambígua, olhe para o contexto amplo e para a regência do verbo no dicionário. Não confie apenas no instinto, porque o português falado permite muito mais liberdade do que a norma escrita.