O Que Tem Que Ter Na Conclusão Da Redação - O Que Fazer Na Conclusão Da Redação? – MSKGCN
O Que Fazer Na Conclusão Da Redação? – MSKGCN

A parte final da sua redação é onde a nota vai para o teto ou despenca

Você passa quarenta minutos construindo o argumento, organizando os dados, citando filósofos que todo mundo cita. Aí chega na conclusão e faz um resumo genérico que qualquer um escreveria. É aí que perde pontos. A conclusão não é um parágrafo de encerramento bonitinho. É a última coisa que o corretor vai ler antes de fechar a prova.

O que tem que ter na conclusão da redação

Tem quatro coisas obrigatórias que aparecem em todas as bancas sérias, principalmente no Enem. A primeira é a retomada da tese. Você precisa dizer, de novo, qual é a sua posição central, mas com outras palavras. Não copie a introdução. Reescreva em uma frase que mostre que você entendeu o problema durante a leitura. A segunda coisa é o projeto de intervenção completo. Isso significa agente, ação, meio ou modo, objetivo e detalhamento. São cinco elementos que precisam aparecer. Se faltar um, o corrector já marca a competên cia 5 como insuficiente. Eu vi candidato colocar tudo certo exceto o detalhamento. O detalhamento é aquele complemento que mostra como algo funciona na prática. Faltou isso e a nota caiu de 800 para 640. Fiquei um tempão tentando entender o porquê antes de perceber que o erro era só esse detalhe.

A terceira é a oposição ao problema. Você precisa propor algo que resolva ou mitigue a questão discutida nos desenvolvimentos. Não adianta falar do problema na Introdução e na tese e na conclusão não apresentar a solução. A banca quer ver proposta, não só diagnóstico. A quarta e última é a coesão. Um conectivo conclusivo no início. Palavras como portanto, assim, desse modo, consequentemente. Sem isso, o parágrafo final parece solto, desconectado do resto do texto.

Muito candidato erra na hora de fechar

O erro mais comum é o resumo. Reescrever os tópicos dos desenvolvimentos como se fosse um recapitulation. Isso não vale nada. O corretor já leu seus argumentos duas vezes. Ele não quer ouvir de novo. Quer ver fechamento, proposta, caminho. Outro erro gravíssimo é usar clichês institucionais. "É preciso que o governo tome providências." Que providências? Qual governo? Como? Quando? Isso é vazio. A proposta de intervenção precisa ser concreta. Governo federal ou municipal. Ministério específico ou secretaria. Programa ou lei. Prazo quando couber. Forma de fiscalização.

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Também tem o erro de inventar dados na conclusão. Você não pode inserir novas informações no parágrafo final. A conclusão é para fechar, não para surpreender. Se descobriu um dado importante durante o desenvolvimento, já era. Era pra estar nos parágrafos do meio.

Como estruturar na prática

Eu costumo dividir o parágrafo em três blocos lógicos. O primeiro bloco é a tese com conectivo. Uma linha que retoma a posição. O segundo bloco é a proposta de intervenção completa. Dois ou três períodos descrevendo agente, ação, meio, objetivo e detalhamento. O terceiro bloco é uma frase de fechamento que conecta a proposta ao resultado esperado. Isso gera entre cento e cinquenta e duzentas palavras. Muito mais que isso vira enrolação. Muito menos que isso fica pobre demais. O tempo médio de escrita para essa parte fica em cerca de cinco a sete minutos. Se estiver levando mais que isso, você está pesando cada palavra como se fosse ouro. Não é. Escreva direto.

Quando a proposta falha

Às vezes o tema não permite uma proposta de intervenção direta. Temas abstratos, questões filosóficas mais densas. Nesses casos, você precisa adaptar. A proposta pode ser de mudança de perspectiva, de discussão pública, de revisão acadêmica. O importante é manter os cinco elementos, mesmo que de forma mais flexível. Existe também o caso em que o candidato não domina algum aspecto da proposta. Não sabe qual ministério lidar com a questão, não conhece o mecanismo de implementação. Nesse cenário, é melhor generalizar com segurança do que especificar errado. Dizer "poder público" em vez de inventar um ministério que não existe. Errar especificidade custa mais caro do que ser vagamente correto.

Dica que ninguém conta

Escreva a conclusão antes de começar o desenvolvimento. Não é brincadeira. Você pode fazer um esboço da proposta de intervenção enquanto monta o esqueleto do texto. Saber qual é o fechamento ajuda a direcionar os argumentos dos parágrafos do meio. Se sua proposta é sobre educação fiscal nas escolas, seus desenvolvimentos precisam levar a esse destino. Caso contrário, você gasta três parágrafos inteiros em algo que não conecta com o que propõe no final. Essa técnica economiza tempo e evita aquela sensação de correr para fechar porque não tinha ideia do que escrever no último parágrafo. Já perdi horas revisando texto inteiro porque a conclusão estava desconectada do resto. O corrigidor nota isso na hora. A nota cai sem aviso.

Resumo rápido do que verificar antes de entregar

Conectivo conclusivo. Retomada da tese. Agente da ação. Meio ou modo. Objeto da ação. Detalhamento. Proposta viável e relacionada ao tema. Sem dados novos. Sem resumo dos argumentos. Sem generalidades vazias. Se esses seis itens estão presentes, sua conclusão está no caminho certo. O resto é questão de praticar até o automática.