Objeto Direto E Indireto Exercícios 7 Ano Com Gabarito - Objeto Direto E Indireto Exercícios 7 Ano Com Gabarito - FDPLEARN
Objeto Direto E Indireto Exercícios 7 Ano Com Gabarito - FDPLEARN

Como ensinar e fixar objeto direto e indireto sem perder a cabeça no 7º ano

O assunto que todo professor de português do ensino fundamental já viu os alunos travarem é a diferença entre objeto direto e indireto. Parece simples no papel, mas na prática a coisa complica rápido. O aluno lê "Eu dei o livro à Maria" e já fica perdido, porque o "à" parece um artigo e não um indicador de regência. Eu passei por isso em sala durante anos antes de encontrar uma abordagem que realmente funcionava.

Objeto direto e indireto exercícios 7 ano com gabarito

Aqui está um conjunto de exercícios práticos que eu uso há vários anos. A ideia não é cobrar decoreba de regras, mas fazer o aluno pensar na função sintática. Vou explicar o método primeiro, porque a definição pura no livro didático raramente funciona por si só. O pulo do gato é fazer a pergunta certa. Para identificar objeto direto, você pergunta ao verbo: "o quê?". Para objeto indireto, a pergunta é "a quem" ou "de quem", e o complemento vem sempre acompanhado de preposição obrigatória. O verbo é que manda. Verbo transitivo direto pede objeto direto. Verbo transitivo indireto pede objeto indireto. Quando o verbo é transitivo direto e indireto, aí entram os dois na mesma oração, e é onde a maioria dos alunos se enrola.

No meu primeiro ano dando aula, eu tive um caso que não saía da cabeça. Um aluno identificador "O professor corrigiu as provas" como tendo objeto indireto, porque "as provas" parecia algo recebido. Eu simplesmente perguntei a ele: "corrigiu o quê?". A resposta foi "as provas". Sem preposição. Objeto direto, óbvio. Ele ficou constrangido, mas a pergunta mudou a forma como ele passava a analisar frases a partir daí. A técnica das perguntas funciona melhor do que qualquer mnemônico que eu já vi. Agora vamos aos exercícios. Cada item pede para identificar o tipo de objeto e, em alguns casos, reescrever a frase substituindo o complemento por pronome oblíquo.

Exercício 1: Identifique o objeto direto e o objeto indireto nas frases abaixo. a) O aluno leu o livro.

b) Ela enviou uma carta ao tio. c) Nós precisamos de ajuda.

d) O menino pintou a parede. e) Eles responderam à pergunta.

Exercício 2: Substitua os objetos destacados por pronomes oblíquos átonos. a) Eu vi o carro.

b) Ela telefonou à avó. c) Eu entrego o bilhete a vocês.

d) Nós compramos os ingressos. e) Ele obedeceu ao regulamento.

Exercício 3: Reescreva as frases passando o verbo para a voz passiva, quando possível. a) O cachorro latiu para o carteiro.

b) A aluna escreveu a redação. c) Eles convidaram os vizinhos.

d) O time jogou bem contra o rival. e) Eu preparei o almoço.

Exercício 4: Assinale a alternativa em que há objeto indireto. a) Ele comprou flores para a mãe.

b) Nós assistimos o filme ontem. c) A professora explicou a lição.

d) Eles venderam a casa velha. e) Eu encontrei o gato no jardim.

Exercício 5: Identifique o termo sublinhado e classifique-o quanto à regência verbal. a) O aluno respondeu à questão com segurança.

b) O diretor criticou os alunos duramente. c) Ela gostou do presento que recebeste.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

d) Ninguém vê o espetáculo hoje. e) Ao colega entregamos os documentos.

Gabarito completo

Exercício 1: a) Objeto direto: "o livro". Não tem preposição. Pergunta-se "leu o quê?".

b) Objeto direto: "uma carta". Objeto indireto: "ao tio". O verbo "enviar" é transitivo direto e indireto. "Enviar o quê? ao whom." c) Objeto indireto: "de ajuda". O verbo "precisar" é Transitivo Indireto. A preposição "de" é obrigatória.

d) Objeto direto: "a parede". Verbo transitivo direto. e) Objeto indireto: "à pergunta". O verbo "responder", no sentido de dar resposta, exige a preposição "a". Nota: "responder a algo" é a regência correta na norma culta.

Exercício 2: a) Eu o vi.

b) Ela lhe telefonou. c) Eu lhes o entrego. Ou, de forma mais clara: Eu lhes entrego o.

d) Nós os compramos. e) Ele lhe obedeceu. Ou: Ele lhe obedeceu.

Exercício 3: a) Não há voz passiva analítica porque "latir" é intransitivo. A frase permanece como está.

b) A redação foi escrita pela aluna. c) Os vizinhos foram convidados por eles.

d) Não há voz passiva. "Jogar bem contra o rival" não tem objeto direto que possa ser elevado a sujeito paciente. e) O almoço foi preparado por mim.

Exercício 4: A alternativa correta é a letra A. "Flor para a mãe" indica objeto indireto, pois "dar/comprar/enviar para alguém" envolve a preposição "para" ligada ao destinatário. Note que "assistir" na acepção de "ver" é transitivo direto na linguagem coloquial, mas na norma culta pode ser indireto ("assistir a"). Isso é uma armadilha comum em provas.

Exercício 5: a) Objeto indireto: "à questão". Verbo "responder" com preposição obrigatória.

b) Objeto direto: "os alunos". Verbo "criticar" é transitivo direto. c) Objeto indireto: "do presente". Verbo "gostar" exige preposição "de".

d) Objeto direto: "o espetáculo". Verbo "ver" é transitivo direto. e) Objeto indireto: "ao colega". Verbo "entregar" neste contexto é TDI quando acompanha a preposição "a". Na verdade, "entregar" pode ser tanto TD quanto TDI dependendo do sentido, mas "ao colega" aqui funciona como objeto indireto de destino.

Pegadinhas que caem em prova e o que os livros didáticos não ensinam

O verbo "assistir" é um dos mais problemáticos. Quando significa "ver", na norma culta é transitivo indireto: "assistir ao filme". Na linguagem informal, muita gente usa como transitivo direto, mas em prova esse detalhe conta ponto. Outro problema comum é "esquecer" e "lembrar". "Eu esqueci o nome" e "Eu me esqueci do nome" são ambas aceitas, mas a primeira tem objeto direto e a segunda, objeto indireto com pronome reflexivo. Isso confunde até professor experiente. Quando o exercício pede para substituir por pronome oblíquo e a frase começa com "eu" ou "nós" seguidos de verbo no presente do indicativo, o pronome átono vem antes do verbo em português brasileiro coloquial, mas a norma culta recomenda a pósposição. Em provas de concurso e vestibular, o padrão é colocar o pronome depois do verbo quando não há palavra atrativa. É importante saber essa diferença porque a banca cobra o padrão formal.

Limitações do método

Exercícios de identificação funcionam bem para consolidar a regra, mas não transformam o aluno em produtor autônomo de frases corretas. Muitos estudantes acertam os itens e ainda assim escrevem "eu lhe vejo o filme" no dia a dia, misturando objeto direto e indireto de forma incorreta. O problema é que a prática de produção textual precisa vir junto. Só resolver exercícios de múltipla escolha não basta para internalizar a regência. O ideal é alternar com atividades de reescrita e produção de textos curtos, onde o aluno precise usar os verbos em contexto real. Outro ponto fraco: verbos como "chamar", "nomear" e "considerar" admitem duplex completividade, o que gera ambiguidade. "Eu chamo o aluno de valentão" e "Eu chamo o aluno" têm estruturas diferentes, mas o aluno pode não perceber a diferença de sentido. Nesses casos, o exercício isolado perde força. O contexto narrativo ou argumentativo é que mostra a diferença funcional.

Como usar esses exercícios em sala de aula

O melhor formato que eu encontrei foi dividir a aula em três momentos. Primeiro, o aluno resolve sozinho. Segundo, ele compara a resposta com o colega e argumenta a escolha. Terceiro, eu passo a correção no quadro, mas convido um aluno para explicar o raciocínio. Isso gera discussão saudável e fixa o conteúdo muito mais do que uma correção passiva. Leva cerca de 40 minutos, mas o ganho em compreensão é visível na semana seguinte. Se você quiser ampliar o banco de questões, existem plataformas gratuitas como o Khan Academy em português e o site do Brasil Escola que oferecem exercícios similares com correção automática. A vantagem é o feedback imediato, mas a desvantagem é a falta de nuance contextual. Nada substitui a discussão em sala quando surge uma dúvida legítima sobre regência.

O importante é não tratar objeto direto e indireto como um tema a ser decorado, mas como uma ferramenta de análise sintática que o aluno vai usar para toda a vida. Quando ele entende que a preposição não é ornamentação, mas parte integrante da regência verbal, o resto fica muito mais fácil.