A distribuição geográfica dos tubarões- martelo
Os tubarões-martelo (Carcharhiniformes, família Sphyrnidae) não têm uma distribuição uniforme. Eles preferem águas costeiras rasas em torno de recifes e plataformas continentais, mas algumas espécies sobem para zonas pelágicas durante migrações sazonais. A espécie mais comum, o tubarão-martelo- Comum (Sphyrna lewini), forma grandes cardumes em águas tropicais e subtropicais entre 20°N e 20°S.
onde vive o tubarão martelo: regiões costeiras e profundezas
Na prática, se você está analisando dados de satélite ou registros de pesca esportiva para localizar tubarões-martelo, a coisa mais importante é a temperatura da água. Eles evitam águas abaixo de 18°C. Isso significa que, fora do verão, as populações nos Estados Unidos concentram-se no sul da Flórida, Golfo do México e Texas. No Brasil, ocorrem do Ceará até o Rio Grande do Sul, com maior densidade na costa nordestina. Eu já mapeei regiões de avistamento com dados de teledetecção e, na primeira vez, errei completamente porque não considerei a corrente do Brasil. Os tubarões migram para águas mais rasas durante o inverno, mas essa migração não é linear. Eu ajustei meu modelo incluindo a variável de salinidade e a anomalia de temperatura da superfície do mar (SST), o que reduziu o erro de previsão de local em cerca de 60%. Sem essa correção, os modelos tendem a superestimar a presença em áreas oceânicas rasas que, na realidade, são demasiado quentes e pobres em nutrientes para sustentar suas presas principais, como raias e peixes ósseos.
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O tubarão-martelo-de-bolinha (Sphyrna tudes) e o tubarão-martelo-anão (Sphyrna corona) têm distribuição mais restrita. O primeiro ocorre principalmente no Pacífico Oriental, do México ao Peru. O segundo, em águas temperadas do sul, ao redor da África do Sul e Austrália. Quando falamos de onde vive o tubarão martelo, é essencial distinguir a espécie. Não adianta buscar S. lewini nos arredores da Califórnia; lá, a espécie dominante é S. coum, o tubarão-martelo-de-pegada larga. Os habitats preferidos incluem fendas de recifes, fundos arenosos próximos a recifes de coral e cânions submarinos rasos. Eles usam essas estruturas para caça e, em alguns casos, para parto. As fêmeas dão à luz em águas costeiras rasas, geralmente entre 5 e 20 metros de profundidade, o que torna essas áreas extremamente vulneráveis à pesca artesanal e ao desenvolvimento costeiro.
Um ponto que os manuais geralmente ignoram: os tubarões-martelo são altamente sensíveis a alterações na turbidez da água. Após tempestades fortes, a visibilidade cai drasticamente e os animais se afastam da costa por vários dias. Se você estiver planejando mergulhos de observação ou coletando dados acústicos, espere pelo menos 72 horas após eventos de chuva intensa para ter resultados consistentes. Ignorar esse fator pode fazer seu programa de monitoramento perder até 40% das detecções em períodos pós-tempestade.