Origem Do Dia Do Estudante - Professor Jeronimo: ORIGEM DO DIA DO ESTUDANTE
Professor Jeronimo: ORIGEM DO DIA DO ESTUDANTE

A origem do dia do estudante

A data que o Brasil celebra como Dia do Estudante em 11 de agosto não surgiu por decreto. Ela tem uma raiz portuguesa direta. Em 11 de agosto de 1887, estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa se reuniram no Jardim da Estrela e queimaram suas cartolas em protesto. O governo português exigia o uso do traje formal, incluindo a cartola, como condição para a participação nos exames. Os alunos consideravam aquilo uma imposição desnecessária e autoritária. A protestou ganhou notoriedade e acabou sendo adotada décadas depois como referência para a data estudantil no Brasil.

Origem do dia do estudante: o que realmente aconteceu

O contexto é mais específico do que muitos livros didáticos mostram. O ensino superior em Portugal na segunda metade do século XIX era rigidamente regulado. A cartola fazia parte do código de vestimenta obrigatório para provas, mas muitos estudantes eram pobres e não podiam comprar aquele acessório caro. A queima simbólica das cartolas no jardim foi um ato de rebeldia contra essa desigualdade disfarçada de tradição. Foi detido um grupo de alunos, mas o episódio ganhou repercussão nacional e acabou ecoando no Brasil. No Brasil, a data foi institucionalizada muito depois. O decreto que oficializou o Dia do Estudante em 11 de agosto foi assinado pelo presidente Artur Bernardes em 1949. Não houve um grande movimento estudantil brasileiro diretamente por trás daquela escolha específica da data. Simplesmente reconheceram a relevância do fato histórico português. O que se observou ao longo dos anos foi uma adaptação curiosa: estudantes brasileiros associaram a data aos seus próprios conflitos e passou a marcar momentos de mobilização, especialmente durante a ditadura militar, quando assembleias e passeatas eram comuns nessa data.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Um ponto que pouca gente sabe e que causa confusão constante é a diferença entre 11 de agosto e outras datas estudantis. Em alguns países hispanoamericanos, o Dia do Estudiante se celebra en marzo o en otras fechas, con origenes completamente distintos. No Brasil, 11 de agosto é a única data oficial reconhecida, embora algumas cidades e entidades estudantis reconheçam também o 15 de agosto como Dia Nacional do Estudante, numa mistura de tradições regionais que nunca foi uniformizada. Na prática, ao organizar algo ligado a essa data, eu já vi muita gente repetir o erro de confundir a celebração com feriados. Estudantes aparecem esperando pontos turísticos fechados e não funcionam nada. O dia do estudante não é feriado nacional. Nenhuma instituição é obrigada a fechar. Empresas, faculdades e órgãos públicos funcionam normalmente. A confusão acontece porque a data tem peso simbólico grande, mas peso legal zero quando o assunto é descanso obrigatório.

Outro detalhe técnico que as pessoas perdem é sobre a diversidade de movimentos estudantis que existem sob essa data. Desde os grêmios estudantis do ensino médio até as uniões nacionais de graduação, cada grupo trata a data de forma diferente. Alguns organizam eventos culturais. Outros fazem protestos políticos. O próprio simbolismo da queima de cartolas às vezes é recriado em atos, mas muitas vezes sem que os participantes saibam exatamente o que estão reproduzindo. Já assisti a protestos onde o lema era "cartola não, favela sim" e os organizadores não faziam ideia de que a cartola original em 1887 era exigida especificamente para exames de admissão, não como símbolo de classe no sentido genérico. Se você está pesquisando isso para um trabalho escolar ou conteúdo, o material original sobre a Queima das Cartolas está em arquivos da biblioteca da Universidade de Lisboa e em periódicos da época digitados pela Hemeroteca Digital. A legislação brasileira sobre a data está no decreto presidencial de 1949, que pode ser consultado no portal da Câmara dos Deputados. O problema é que essas fontes são fragmentadas e muita gente termina citando wikipédia ou sites de curiosidades sem verificar os documentos primários, o que gera versões imprecisas que se propagam.