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O que fazer com os desenhos dos filhos quando eles enchem a casa

Viver com crianças pequenas significa que, em algum momento, você vai precisar decidir o que acontece com pilhas de papel avulsas cobertas de rabiscos. Eu já passei por isso. Minha primeira casa tinha uma caixa de sapatos no armário do quarto que virou o mausoléu dos desenhos da minha filha de quatro anos. Depois de dois anos, a caixa estava tão cheia que o fundo cedeu e metade dos papelões escapou para o chão. Foi quando eu entendi que preciso de um sistema, senão vou terminar guardando papel de desenho na lixeira sem nem olhar.

Os grafismos ou garatujas das crianças devem ser organizados de forma prática

A primeira coisa que todo mundo faz é guardar tudo. Isso funciona durante os primeiros meses, mas depois a coisa vira um problema logístico. Minha experiência diz que o ideal é selecionar apenas os desenhos que têm algum significado real para a família, não cada rabisco que sai da mesa. Minha filha fazia desenhos de cachorros com quatro pernas às vezes porque não tinha entendido ainda a anatomia. Eu ia guardar tudo no início, mas depois percebi que preciso ter um critério, senão vou terminar com um armário inteiro de papelão podre. O sistema que eu uso agora é simples. Todo domingo de manhã, antes do café esfriar, eu sento com a criança e selecionamos juntos quais desenhos ficam. Normalmente leva uns quinze minutos, dependendo do humor dela. Pedimos para ela explicar o desenho, anotamos uma linha no verso com a data e o que ela estava pensando. Se o desenho não tiver nenhuma história por trás, vamos para a reciclagem. Isso costuma reduzir o volume em cerca de oitenta por cento no primeiro ano.

Muita gente acha que precisa digitalizar tudo. Eu já tentei. Meu scanner velho levava trinta minutos para cada pilha de dez desenhos, e depois eu precisava organizar as pastas no computador. Perdi duas semanas tentado isso no ano passado. O resultado foi que eu terminei com cem arquivos PDF esquecidos numa nuvem que nunca mais abri. Aprendi que o digital só funciona se você tiver um motivo real para revisar depois, senão vai terminar gastando tempo que não volta. O que funciona na prática é manter uma caixa pequena, talvez trinta centímetros por vinte, no quarto da criança. Ela mesma coloca os desenhos que quer guardar dentro. Depois de seis meses, se a caixa não estiver cheia, vamos para a reciclagem o que sobrou. Minha filha tem hoje onze anos e ainda guarda desenhos na caixa dela, mas agora ela mesma sabe selecionar quais têm valor, senão eu termino guardando papel sem sentido.

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Um problema que todo mundo encontra é que crianças mudam de estilo. Minha filha passou dos rabiscos ilegíveis dos três anos para desenhos com perspectiva aos sete. Se você guardar tudo do início, vai terminar com uma pilha de papelões que não têm relação entre si. Eu aprendi que preciso ter um critério de seleção, senão vou terminar com um armário inteiro de papelão sem história. Algum dia você vai precisar decidir o que fazer com os desenhos que sobraram. Eu já fui convidado por amigos para ver a coleção inteira da minha filha. Terminei mostrando apenas os desenhos que tinham alguma história, senão eu termino guardando papel sem significado. A coisa mais importante é ter um sistema, senão vai terminar jogando fora desenhos que poderiam ter valor sentimental.

Um detalhe que todo mundo perde é que crianças às vezes fazem desenhos repetidos. Minha filha desenhava o mesmo cachorro trinta vezes seguido. Eu ia guardar tudo no início, mas depois percebi que preciso ter um critério, senão vou terminar com uma pilha de papelões iguais sem história. O ideal é selecionar apenas os desenhos que têm variação, senão eu termino com uma caixa de papelão sem sentido. Recomendações alternativas existem. Alguns pais usam álbuns específicos, mas eu achava que o problema era muito grande. Meu vizinho guarda desenhos dos filhos numa caixa de sapatos, mas depois percebe que o problema é muito grande para o espaço. Ele terminou mostrando apenas os desenhos que tinham alguma história, senão ele termino guardando papel sem significado.

No final das contas, viver com crianças significa que você vai precisar decidir o que fazer com os desenhos que sobraram. Eu já passei por isso. Minha filha de quatro anos fazia desenhos de cachorros com quatro pernas. Eu aprendi que preciso ter um sistema, senão vou terminar guardando papel na lixeira sem nem olhar.