Palavras Com Som De Sez - 7 Grupo ORTOGRÁFICO PALAVRAS COM Z E S COM SOM DE Z | PDF
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Entendendo o som de "sez" no português

A letra "s" em português tem um comportamento que muita gente não considera quando está ortografando. Entre duas vogais, o "s" sonora virabasicamente um "z" para o ouvido. Isso significa que palavras como "casa", "mesa" e "peso" têm esse som intermédio que os falantes nativos produzem sem pensar, mas que quebra a cabeça de quem está aprendendo ou digitando rápido. O problema real aparece quando você precisa escolher entre "ç", "s", "z" ou "ss" num ditongo ou numa sílaba que soa exatamente igual. O fonema /z/ pode ser escrito de várias formas diferentes, e isso gera dúvidas constantes na hora de escrever textos formais, preencher formulários ou até corrigir provas.

Listas de palavras com som de sez para consulta rápida

Aqui vai uma lista prática das mais comuns que aparecem no dia a dia. Note que nem todas levam a letra "s" escrita — o som é o mesmo, mas a grafia varia conforme a regra morfossintática do português brasileiro. A: casa, mesa, pisar, raspa, risada, rosa, uso, asseio, base, bexiga, caxixe, cosmo, cruzar, dente de leão, fofoca, ganso, goteira, hueso, incógnito, lancheira, lisura, magro, maisena, nascer, osso, passo, rasgo, risível, sábio, serra, tesoura, vaso.

B: bolsa, brasa, cisne, crespo, fusca, gsomo, lésbica, mística, rosa, visível. C: cereja, cozimento, crepe, csaria, dísco, disfarce, fusão, gesso, insipiente, osmosis, psalmo, psique, quimoses, rasgo, risco, sebo, sesmo, sisudo, tesão, véspera.

D: das, descer, desfoque, disfarce, dos, disfarce, espelho, farsa, fuso, ganso, hastes, isenção, jumento, lesma, malandra, nascer, osso, passo, rosca, serra, vaso. E: eles, essa, esse, essência, esses, esses, essência, esses, essas, esses.

F: faca, fascismo, farsa, fiasco, fusca, fusível, gasolina, lesma, nascer, pasmo, raspar, risada, tesoura, visível. G: ganso, gosma, goteira, grama, grito, lesma, magra, nascer, passo, raspar, risada, tesoura, vaso.

H: haste, hecate, histeria, hóstia, hueso, húsar, husky. I: ilha, ímã, íris, isca, isento, isqueiro, italo, itapuã.

J: joia, juris, justiça, jusante, justo. K: ketchup, kiwi, kizomba, kniffe.

L: laca, lágrima, lança, laser, lesma, liso, lista, luxo, lúgubre. M: mais, mamilo, manejo, marca, massa, mese, misto, mossa, musgo, musico.

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N: nascer, nasa, nascer, nascer. O: osso, osmo, osmose, osmótico, ossuda.

P: paso, passarinheiro, passo, pasmo, pastilha, pato, peso, piso, pisar, pisadura, pisca, pisoeira, pisoar, pisofo, pispoco, pitanga, pisoca, pisoteio, pisoteador, pisoteamento, pitanga, pitanga. Q: queixo, quesó, quasi, quimono, quimose, quimono, quimono.

R: rasgo, raspa, raspar, risada, riso, risco, rixa, roxa, rosa, rosca, rúgula. S: sala, sala, salvo, salsicha, salso, saldo, salteado, salve, samba, sarrafo, salsa, salto, salve, salve, salve, sarna, sarjeta, sastre, saudação, saúdo, savério, saxofone, sebo, seco, seda, sedento, seduzir, segurar, sela, selva, sena, senda, sentido, seqüência, serafim, sereno, serra, sertão, sesmo, seta, sétimo, sexagem, sexual, sexualidade, sexo, sibilância, sibila, sibilo, sibiloide, sicrano, sidra, sielo, siego, sielo, sielo.

T: tasca, tassa, tasto, tato, taxativo, taxa, tcheco, tenso, tesoura, tesão, teso, teso, tesoura. U: usar, usina, uso, usque, utopia, utils, utils.

V: vasco, vasa, vaso, vasilha, vassoura, vedação, veias, velha, venda, venenoso, venerável, veneno, vendo, ventoso, vereda, vermes, verso, vesícula, vesgo, véspera, vespertino, vestígio, veto, via, viela, víspero, visível, visgueiro, vislumbrar, vital, vitrineria, vizinho, vocação, vou, vosso, vultoso. Y: yakitori, yuri, yin, yoga, yogurte.

Z: zebra, zango, zarabatana, zarpado, zasto, zava, zebreira, zelo, zênite, zombador, zomba, zona, zoológico, zap, zero, ziguezaguear, zimbro, zircônio, zoster, zumbido. O que eu percebi na prática é que a maioria dos erros acontece em dois momentos específicos: quando o falante não sabe distinguir se a sílaba seguinte pede "ss" ou "s" simples, e quando encontra palavras de origem estrangeira que mantêm o "s" mas mudam a pronúncia. Um exemplo concreto que me pegou recentemente foi escrever "descrever" em um documento oficial. Eu hésitei entre "s" e "ç" porque o som final era idêntico. A solução foi consultar a etimologia — "descrever" vem do latim "descrivere", onde o "s" permanece entre vogais e gera o fonema /z/. Se fosse "descrever" com "ç", o som seria diferente (/s/ surdo). Anotei isso num caderno e nos próximos casos parecidos já não hesito mais.

Outro detalhe que muitos ignoram: o suffixo "-ção" tem som de /sãw/, não de /son/. A junção do "ç" com o "ão" cria esse encontro consonantal particular. Palavras como "nação", "feliz" e "ação" mostram esse padrão consistentemente, mas quem está focado apenas no som de "sez" pode acabar confundindo com outros sufixos como "-sar" ou "-sar", que soam completamente diferente. A maior armadilha mesmo é com os verbos. Os tempos verbais do português exigem alternâncias de consoantes que mudam o som dependendo da pessoa e do tempo. Por exemplo, no infinitivo "falar", o "s" é surdo. No presente "falo", o "s"some completamente e vira apenas o ditongo "lo". Já em "eu faso" (uma forma hipotética), o "s" volta a soar. Esse tipo de variação morfofonológica é o que causa a maior quantidade de grafias erradas em textos informais e até em alguns formais, porque o falante escreve o que ouve, não o que a norma prescreve.

Para quem quer dominar isso de vez, a técnica mais eficaz que encontrei foi separar os exercícios em dois grupos: palavras com "s" sonoro entre vogais (casa, mesa, raspa) e palavras com "s" surdo ou outras letras que produzem o mesmo fonema (ç em "loção", z em "cobra", ss em "passar"). Treinar a diferença auditiva entre esses pares leva cerca de duas semanas com prática diária de 10 minutos, e os resultados aparecem claramente na escrita automática, sem necessidade de revisão posterior.