O que é o aterramento e por que ele existe
A terneira é o fio que todo mundo esquece até acontecer algo. Na prática, o aterramento elétrico serve para dar um caminho seguro para a corrente de fuga ir direto para a terra, em vez de passar pelo seu corpo ou queimar o aparelho. É simplesmente isso. Não tem mistério.
Para que serve o aterramento elétrico na prática
Você já percebeu que alguns aparelhos têm aquela terceira perna na tomada? Esse pino é o aterramento. Quando você conecta um computador, uma geladeira ou um micro-ondas num tomador aterrado, qualquer defeito que faça a carcaça metalizada entrar em contato com a fase vai direto para o solo. O disjuntor diferencial (DR) detecta essa fuga e corta a energia em milissegundos. Sem ele, você seria o caminho. No meu caso, já vi um caso bem típico: um micro-ondas antigo com o cabo danificado internamente. A carcaça passou a dar pequenos choques quando tocada com a mão molhada. O proprietário nem imaginava que o problema era a falta de um aterramento adequado no quadro de distribuição. A solução foi instalar um eletrodo de terra com haste de cobre de 2 metros e medir a resistência com megômetro. Ficou abaixo de 25 ohms, dentro da norma NBR 5410.
Como funciona o caminho da corrente de fuga
A lógica é simples. A fase chega até o aparelho, o neutro fecha o circuito de volta. Mas se o isolamento falhar e a fase encostar no chassi metálico, sem aterramento essa energia fica presa ali. Você toca e pronto. Com o fio terra ligado ao quadro, a corrente prefere esse caminho porque tem muito menos resistência que o seu corpo. O disjuntor DR sente a diferença entre fase e neutro e desarma. Um detalhe que muita gente erra: aterramento não é o mesmo que proteção contra surto. O sistema de terra protege contra contatos acidentais com partes energizadas. Para raios e picos de tensão, você precisa de DPS (dispositivo de proteção contra surtos). Já tentei resolver um problema de interferência em equipamento de áudio usando só o aterramento e não adiantou. Foi preciso instalar um DPS no quadro principal e separar o terra de potência do terra de sinal.
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Quando o aterramento não resolve
Tem situações em que o sistema de terra não faz diferença. Aparelhos de dupla isolação, como muitos carregadores de celular e ferramentas elétricas plásticas, não precisam de terra. A própria construção já garante que mesmo com defeito interno não haja risco de choque. Também não adianta nada aterrar uma tomada que não tem fio terra passando pela instalação. Já vi muitas casas antigas com tomadas "tripolas" onde o pino de terra fica sem conexão real. É só estética. Outro ponto importante: o terra sozinho não protege contra sobrevoltagem da rede. Se a tensão subir para 250 volts por algum motivo, seu equipamento vai queimar mesmo com o melhor sistema de terra do mundo. Para isso existe o protetor de tensão. Na minha experiência, o mais eficiente custa entre 150 e 300 reais e dura em média cinco anos em regiões com redes instáveis.
Quanto tempo leva para fazer uma instalação correta
Instalar um eletrodo de terra novo em uma casa já construída leva cerca de três a quatro horas, dependendo do tipo de solo e do acesso. Se o terreno for muito seco ou pedregoso, pode ser necessário usar composto redutor de resistividade ou enterrar mais hastes. O teste final com megômetro leva dez minutos. O quadro com DR existente pode precisar de atualização se for muito antigo. A mão de obra varia de 200 a 500 reais dependendo da região e da complexidade. Os materiais básicos incluem haste de cobre emailado, conexões exothermic ou Prensa, condutor verde-amarelo 4mm² e caixa de inspeção. O investimento total costuma ficar entre 400 e 800 reais para uma residência padrão.
O aterramento é obrigatório desde 2010 pela NBR 5410 para novas instalações e reformas que envolvam circuitos de tomadas de ambientes molhados ou equipamentos fixos. Antes disso, muitos prédios antigos foram construídos sem o sistema, o que explica por que ainda encontramos essas lacunas nas instalações existentes.
Pequeno guia rápido para verificar se sua casa está aterrada
Use um testador de tomadas ou multímetro. Conecte no tomador da cozinha ou do banheiro. Se o aparelho indicar que o pino de terra está presente e com continuidade, parabéns. Se mostrar aberto ou sem conexão, o sistema não está funcionando corretamente. Em casos de dúvida, chame um eletricista qualificado com registro no CREA ou no conselho regional da sua classe.