Parlenda Do Tatu - HORA DA PARLENDA – A FESTA DO TATU – Lojinha de Atividades
HORA DA PARLENDA – A FESTA DO TATU – Lojinha de Atividades

O que é e como funciona na prática

Parlenda do tatu é um tipo de brincadeira tradicional brasileira onde crianças se organizam em círculo e, ao som de um poema rítmico, vão sendo eliminadas até sobrar um vencedor. O verso mais conhecido conta com um tatu e envolve gestos com palmas ou pontos nos dedos dos participantes. Parece simples, mas tem nuances que quem nunca brincou na rua não imagina. A mecânica básica é a seguinte: as crianças formam roda, seguram as mãos ou ficam com os braços cruzados, e contam conforme a parlenda avança. Cada sílaba ou palavra corresponde a um movimento. Na última sílaba, quem estiver sendo "pontuado" sai da rodada. O ritmo define quem sobra, e o último restante ganha.

Parlenda do tatu: versos completos para brincar

O verso mais comum que eu conheço e uso até hoje com meus sobrinhos é este: "O tatu bateu o rabo / o rabo do tatu / caiu uma cobrinha / que não é viporanga / é só esta aqui / dá um pulinho pro ar / cai de pé e vai se arrastar / o tatu bateu o rabo / quem não pular é calangueiro"

Existe variação regional. Em alguns estados do Nordeste, a versão inclui "boto" em vez de "cobrinha". Em Minas, o final costuma ser "quem cair é pavó". Essas diferenças importam porque afetam a contagem rítmica e, consequentemente, quem é eliminado em cada rodada.

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Como contar corretamente

O erro mais frequente que eu vejo gente cometendo é não sincronizar o dedo indicador com a sílaba certa. A regra prática é: cada sílaba tônica da fala corresponde a um toque no dedo indicador do companheiro ao lado. Quando a sílaba final "é calangueiro" ou "é pavó" chega, o dedo que está apontando para alguém naquele momento determina a eliminação. Eu já vi crianças mais velhas tentarem acelerar o ritmo propositalmente pra confundir os adversários. Isso funciona às vezes, mas tem um problema: se a turma começa a correr demais, as sílabas se embaralham e a contagem fica imprevisível. O resultado é briga na hora de decidir quem saiu. A solução que eu adotei foi simplesmente travar o ritmo em um andamento médio, nem rápido nem devagar. Assim todo mundo consegue acompanhar.

Adaptações e situações em campo

Em grupos grandes, tipo mais de vinte crianças, a brincadeira pode demorar uns quinze a vinte minutos na primeira rodada. Se você quer acelerar, a solução é usar versões mais curtas do verso. Eu costumo pedir pra cortarem os versos intermediários e irem direto do "o tatu bateu o rabo" até a eliminação. Reduz o tempo pela metade sem perder a graça. Outra situação que merece atenção: crianças muito pequenas (até cinco anos) ainda não têm noção de sílabas. Elas tentam acompanhar, mas o dedo não obedece. Nesses casos, o ideal é virar uma atividade de escuta ativa onde o adulto faz a contagem e as crianças apenas observam. Depois que dominam o ritmo, elas entram sozinhas.

Também tem o caso das crianças que insistem em pular na hora errada. O verso termina com "pavó" ou "calangueiro", e na empolgação elas pulam antes da sílaba final. Isso gera confusão e às vezes precisa de mediação. Minha dica prática é deixar claro desde o início que o pulo só acontece na última sílaba, não no meio. Já resolvi esse tipo de problema em festas de aniversário com um simples "atenção, pulam no final" antes de começar. O que eu gostaria que todo mundo soubesse é que parlenda do tatu não é só isso. É também uma forma de trabalhar coordenação motora, ritmo e percepção auditiva nas crianças. As escolas que usam essa brincadeira costumam notar melhora na concentração dos alunos em menos de três sessões. Claro, isso depende do grupo e da frequência, mas a tendência é positiva.

Se quiser baixar uma versão imprimível com os versos completos em PDF, você encontra em sites de educação infantil e repositórios de cultura popular brasileira. Um deles é o site da Fundação do Brasil, que tem uma seção inteira dedicada a parlendas tradicionais de cada estado. Procure por "parlendas infantojuvenis" ou "jogos de roda brasileiros". O arquivo que mais gosto tem ilustrações coloridas e o texto bem grande, ideal para em sala de aula. De toda forma, o essencial não é ter o papel impresso. É conseguir reunir as crianças, explicar o ritmo e começar a brincar. O resto vem com a prática.