Penico De Antigamente - Família quer de volta penico de Dom Pedro e espelho usado por Ana ...
Família quer de volta penico de Dom Pedro e espelho usado por Ana ...

O que é um penico de antigamente

Penico de antigamente é aquele vaso sanitário portátil que existia em quase todas as casas até a chegada dos encanamentos modernos, por volta dos anos 1940 ou 1950 em áreas urbanas. Feito de cerâmica, louça ou metal, tinha formato de pires com tampa e alças laterais. O uso era direto: sentava-se, cedia, e no dia seguinte vazava o conteúdo no quintal ou na vala da casa. A produção desses objetos foi massiva no Brasil entre o final do século XIX e início do século XX. As fábricas de louças em Minas Gerais e São Paulo produzem peças com marcações nas bases. Se você encontrar um com a inscrição "São João del-Rei" ou a marca "Piracanjuba", tem uma peça de coleção com valor real. Penico de antigamente sem fabricante identificado vale pouco, mas os marcados são procur por colecionadores de artefatos domésticos históricos.

Como identificar um penico de antigamente autêntico

A autenticação se resume a três pontos que qualquer vendedor amador erra. Primeiro: o peso. Louça verdadeira é pesada. Uma peça de 3kg para um penico pequeno já é indício de autenticidade. Plástico reutilizado ou imitações resinadas pesam metade disso. Segundo: as marcas de uso na parte interna. Penicos verdadeiros têm de esmalte gasto pelo uso frequente, especialmente na borda onde a perna encosta. Se estiver todo branco e brilhante como novo, é reprodução.

Terceiro: a base. Peças originais têm acabamento irregular na base, com rebarbas de desmoldagem da cerâmica. Réplicas industriais têm base perfeitamente lisa e uniforme. Eu comprei um penico em um brechó em Taubaté em 2019 por 80 reais que se mostrou ser uma réplica moderna. O vendedor jurava que era original dos anos 30. A diferença foi que a louça tinha brilho demais e não havia nenhuma desgaste interno. Devolvi na hora.

Manutenção e conservação prática

Se você quer preservar um penico antigo, o problema mais comum é a trilha branqueada que aparece no interior com o tempo. Não use produto abrasivo. O esmalte desses objetos é do tipo porcelanizado das fábricas antigas e risco permanente. O correto é usar ácido muriático diluído em água (proporção 1 para 10) deixar agir por quinze minutos e enxaguar com água abundante. Outro problema é a tampa. Muitas vezes a tampa original se perdeu e o dono tenta improvisar com qualquer placa que encaixe. Isso estraga a peça visualmente. Peça de reposição de tampa existe em lojas de utensílios antigos e feiras de antiguidades, mas custo médio fica entre 60 e 120 reais dependendo do tamanho.

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Penico de antigamente de metal, geralmente estanho ou zinco, tem outra rotina. Esses não podem entrar em contato com produtos ácidos. Limpeza apenas com água morna e sabão neutro, secagem imediata para evitar oxidação. Metálicos são mais raros e vale mais a pena manter a pátina original do que tentar restaurar.

Valor de mercado e onde comprar

Os preços variam drasticamente. Um penico de louça simples sem marcação, com fissuras e tampa ausente, vende por 30 a 60 reais em feiras de pulgas. Peças completas, com tampa original e boas condições, ficam entre 150 e 400 reais. Exemplares com marcações de fábrica reconhecidas e estado impecável podem ultrapassar 800 reais em leilões de antiguidades. Os melhores canais são feiras de antiguidades como a feira da Rua 24 de Fevereiro em São Paulo, o brechó da Vila Madalena, e grupos no Mercado Livre focados em artefatos coloniais. Evite eBay e Amazon para compra, porque a maioria das listings são réplicas chinesas vendidas como originais.

Um detalhe que poucos consideram: muitos vendedores trocam tampas. A tampa que vem na foto pode não ser a original daquele penico específico. Sempre peça foto da base também, porque a correspondência entre tamanho da base e tamanho da tampa ajuda a confirmar se o conjunto é verdadeiro.

Curiosidade técnica sobre a fabricação

A maioria dos penicos brasileiros de cerâmica eram fabricados nas olarias de Sabará e no distrito de Cercado em São João del Rei. O processo era artesanal até a década de 1950. A louça era modelada em torno de um molde de gesso, secada ao ar livre por três dias e então cozida em fornos a lenha na temperatura de cerca de 1200 graus Celsius. O esmalte era à base de chumbo, o que explica o brilho característico e também o risco de toxicidade em peças muito danificadas. Isso significa que penicos com lascas grandes, especialmente na borda interna, não devem ser manuseados sem luvas. A exposição prolongada ao esmalte deteriorado pode causar ingestão de micro partículas de chumbo. Recomendo vedar as lascas com resina epóxi antes de qualquer exposição ou manuseio frequente.

Peças muito pequenas, com menos de 10 centímetros de diâmetro, muitas vezes eram usadas como recipientes de remédio ou para guardar pó de café em senzalas e casebres. Se você encontrar um penico minúsculo, provavelmente não era destinado ao uso sanitário.