Processo De Formação De Palavras Pdf - Processo de Formação de Palavras - Material Completo | PDF | Morfologia ...
Processo de Formação de Palavras - Material Completo | PDF | Morfologia ...

Como funciona a formação de palavras na prática

A formação de palavras é um dos tópicos que mais geram confusão em revisões e concursos, não porque o conteúdo seja complexo, mas porque a maioria dos materiais didáticos apresenta tudo de forma muito enciclopédica. Opção, colcha de retalhos. Você vê a definição, não vê como aplicar. O que vou fazer aqui é direto. Explicar os mecanismos com exemplos claros e, mais importante, mostrar onde as pessoas erram na hora da prova ou da revisão. A formação de palavras ocorre quando uma palavra já existente (radical ou base) se combina com outros elementos para gerar um novo vocábulo. Isso acontece o tempo todo no português. "Portátil" veio de "porta". "Lavandeira" veio de "lavador" mais o sufixo.

O que procurar num processo de formação de palavras pdf

Se você está caçando um bom material sobre isso em formato PDF, a coisa mais importante não é o tamanho do arquivo ou o número de páginas. É a qualidade da taxonomia. Um material bom separa composição de derivação e, dentro de cada uma, identifica subtipos com precisão. Muitos desses pdfs gratuitos que aparecem em buscas simplesmente repetem definições da Wikipédia sem dar exercícios contextualizados. Um detalhe que poucas pessoas levam em conta: formato de nome de arquivo importa mais do que parece. Se você baixar um material chamado simplesmente "FormaçãoDePalavras.pdf" sem autores ou data visíveis, provavelmente é cópia reciclada. Prefira materiais que citam referências bibliográficas, como os obras do Bechara ou da Cunha Cintra. Isso filtra muita coisa ruins.

Processo de formação de palavras pdf é exatamente o tipo de termo que aparece em buscas, e a maioria dos resultados simplesmente repete o conteúdo de um livro didático genérico. O que diferencia um material útil de outro é a presença de questões comentadas e de tabelas comparativas entre os processos.

Os mecanismos explicados sem enrolação

Vamos aos tipos. O português opera basicamente com dois eixos: derivação e composição. Tudo que se enquadra neles cai aqui.

Derivação

A derivação acontece quando se acrescenta morfemas derivacionais a um radical. São várias subcategorias: Prefixal: adiciona-se um prefixo ao radical. "Desfazer" = des + fazer. "Infortúnio" = in + fortuna. Simples.

Sufixal: adiciona-se um sufixo. "Cachorrinho" = cachorr + inho. "Felizmente" = feliz + mente. Note que o sufixo pode alterar a classe gramatical, como no caso dos advérbios em "-mente". Prefixal e sufixal simultaneamente: "Enxugador" = en + xug + ador. O prefixo e o sufixo vêm juntos.

Parassintética: esse é onde a maioria erra. Precisa-se de prefixo E sufixo ao mesmo tempo, e nenhum dos dois funciona isoladamente para formar a palavra. "Amanhecer" = a + manhecer (não existe "manhecer"). "Envelhecer" = en + velho + cer (não existe "velhecer"). O teste prático: tente retirar o prefixo. Se sobrar um palavra que não existe, é parassíntese. Tente retirar o sufixo. Se sobrar algo inexistente, confirme. Sigla e siglado: "Radar" = Radio Detection And Ranging. "Ftp" = File Transfer Protocol. A diferença entre sigla e siglado é que o siglado incorpora-se ao vocabulário como palavra normal, podendo receber flexões. "Os webs" veio de "web" (que por sua vez é sigla de World Wide Web).

Composição

Aqui o mecanismo é diferente. Duas ou mais bases se juntam: Morfológica: os elementos são palavras ou radicais que se fundem. "Guarda-chuva" = guarda + chuva. "Platelminto" = plano +elminto. Note que em "guarda-chuva" o primeira elemento é um verbo no imperativo, o que mostra que a composição pode misturar classes gramaticais.

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Lexical: junta-se palavras autônomas. "Couve-flor" = couve + flor. "Segunda-feira" = segunda + feira. Nesse caso há um hífen porque são dois lexemas livres.

Onde todos erram

A primeira armadilha é confundir derivação imprópria com outros processos. Derivação imprópria não cria palavra nova do ponto de vista morfológico. Ela muda apenas a classe gramatical de uma palavra existente. "O frio" (substantivo a partir do adjetivo frio). "O alto" (substantivo a partir do adjetivo alto). Não há afixo novo. Não há composição. Só mudança de função sintática. A segunda é confundir composição com justaposição. A diferença é sutil: na composição morphologica os elementos se fundem foneticamente e graficamente, enquanto na justaposição (que é um tipo de composição) há manutenção da identidade de cada elemento, indicada pelo hífen. "Agua-furtada" tem hífen porque mantém a separação gráfica dos elementos.

A terceira, e a mais insidiosa: muitos candidatos identificam "semântica" como um processo formal. Não é. Processo de formação de palavras é um mecanismo morfológico, não semântico. "Vira-lata" não é um processo específico, é apenas um termo composto cujo significado não é previsível a partir dos elementos. Isso se chama composição não-composicional, e é comum em nomes próprios e termos técnicos.

Experiência prática com um problema real

Uma vez precisei revisar um caso que parecia simples e travou a correção de uma banca. A palavra era "gabarito". Muitos materiais classificavam como derivação sufixal a partir de "gabar" (do espanhol/galego gabarra). Outros diziam composição. Ocorre que "gabarito" vem do português medieval "gabarru" + o sufixo "-ito", passando por uma evolução fonética onde o "rr" intervocálico se simplificou. A questão é que a etimologia não determina o processo morfossintático atual. No português contemporâneo, "gabarito" é analisado morfologicamente como derivação sufixal, mesmo que a origem histórica seja mais complexa. O trabalhoAround que eu usei foi aplicar o teste de motivacão morfológica. Em prova, a banca sempre avalia a análise sincrônica, não a diacrônica. Se a palavra pode ser segmentada em morfemas produtivos no português atual, trate como derivação. Se não puder, investigue composição ou outro processo. "Gabarito" se segmenta em gab + arito (onde "-ito" é sufixo produtivo, como em "livrinho", "casinha"). Então é derivação sufixal, ponto.

Dicas objetivas para estudar

Faça listas de palavras e segmente manualmente. Não adianta só ler definições. Pegue uma lista de 30 palavras e identifique o processo de cada uma. Erre, verifique, corrija. O cérebro fixa o padrão através da repetição ativa, não da leitura passiva. Preste atenção especial à parassíntese. É o processo que mais cai em provas e o que mais gera recurso. Os testes de retirada de afixos são infalíveis se aplicados com rigor. Prefixo isolado existe? Sufixo isolado existe? Se ambos não existem separadamente, é parassíntese. Se um deles existe, é derivação prefixal ou sufixal comum.

Sobre materiais em formato digital: muitos professores publikam listas de exercícios em PDF gratuito, mas a qualidade varia enormemente. Busque por nomes como Nilson Cunha, Evanildo Bechara, ou materiais de universidades públicas como USP e Unicamp. Esses costumam ter maior rigor.

Limitações do tema

O processo de formação de palavras não explica tudo. Empréstimos linguísticos (como "whatsapp", "smartphone", "download") operam por calque ou empréstimo direto, o que é um processo separado da derivação e composição morfológica. Em palavras compostas por hibridismo, como "tel+visão", temos um elemento latino e outro vernáculo, o que gera ambiguidade na classificação. Além disso, muitos neologismos criados na internet fogem das categorias tradicionais. "Linkar", "twittar", "fotografar" são derivações sufixais produtivas, mas "selfie" entrou como empréstimo sem processo morfológico interno. A morfologia do português é resiliente, mas não universal. Para casos limite, o melhor é consultar o Vocabulário Ortográfico Oficial ou dicionários especializados como o Houaiss.

Se quiser aprofundar, pesquise por processo de formação de palavras pdf nos repositórios acadêmicos das universidades mencionadas acima. Material bem estruturado economiza horas de estudo e evita que você perca tempo com conteúdo ultrapassado ou mal editado.