Pronomes Pessoais Em Ingles E Portugues - Tabela de Pronomes Pessoais em Inglês | PDF | Morfologia linguística ...
Tabela de Pronomes Pessoais em Inglês | PDF | Morfologia linguística ...

Comparando pronomes pessoais em ingles e portugues

Ao estudar pronome pessoal, a primeira coisa que percebe é que inglês e português não são simplesmente traduções um do outro. Cada idioma organiza a questão do sujeito, do objeto e da ênfee de maneiras completamente diferentes, e isso gera problemas reais na hora de construir frases corretas. Os pronomes pessoais em ingles e portugues funcionam com sistemas distintos. Em português, temos os retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles) e os oblíquos (me, te, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes). Em inglês, a divisão é entre subject pronouns (I, you, he, she, it, we, they) e object pronouns (me, you, him, her, it, us, them), além dos possessivos que funcionam de outra lógica.

O que todo mundo erra na hora de usar pronomes pessoais em ingles e portugues

O erro mais comum que vejo em aula e em textos de estudante é a aplicação direta da gramática portuguesa para o inglês, ou vice-versa. "I made him do it" vira "Eu fiz ele fazer isso" no pensamento do aluno, mas na prática ele acaba produzindo "Eu fiz ele fazer" quando deveria usar "Eu o fiz fazer" ou simplesmente reestruturar a frase. Na verdade, o problema é mais profundo. O inglês usa "it" para coisas neutras que em português não precisam de pronome. "The book is on the table. It is old." Em português, repetir "ele" soa estranho: "O livro está na mesa. É velho." ou "Ele é velho", mas o segundo exige contexto claro.

Outro ponto que gera dor de cabeça é a posição dos pronomes oblíquos. Em português, o objeto pode vir antes do verbo em muitos casos: "Eu o vi ontem." Em inglês, não existe essa flexibilidade. "I saw him yesterday" é a única ordem natural. Lembro de uma vez em que um aluno traduziu "She gave me the book" como "Ela deu-me o livro" e depois tentou usar a mesma estrutura invertida em inglês, chegando a "She gave the book me". O problema é que o inglês não permite o dativo indireto deslocado dessa forma sem soar arcaico ou ilegal.

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Uma solução prática que funcionou foi ensinar o esquema fixed position: sujeito + verbo + objeto direto + objeto indireto. Sempre nessa ordem. Se o aluno travar, pensar em "I gave the book to her" resolve. A preposição "to" aparece onde o português não usa nada. Tem também a questão do "you". Em português, temos "tu" e "você", com conjugações diferentes. Em inglês, "you" serve para tudo: singular e plural, formal e informal. Isso significa que o contexto e o verbo é que distinguem, mas o verbo não muda. "You are" para uma pessoa ou para um grupo inteiro. Isso elimina uma camada de complexidade, mas também tira a precisão que o português oferece.

Os possessivos também não alinham. "My" pode ser "meu" ou "minha", mas o inglês não marca gênero no pronome possessivo. "My book" e "my car" usam a mesma forma. Já em português, "meu livro" e "minha casa" mudam conforme o substantivo. Um detalhe que poucos professores mencionam é o uso de "ones" no inglês para substituir substantivos: "I prefer the red ones". Em português, não temos equivalente direto. Dizer "prefiro os vermelhos" funciona, mas a estrutura é diferente. O "ones" é um pronome plural neutro que só existe nesse contexto.

Também vale notar que o inglês não tem pronome de tratamento distinto como o "senhor/senhora". Você usa "you" para o presidente, para o filho, para o cachorro. Simplesmente. Isso facilita, mas remove camadas de nuance que existem no português. Acho útil revisar isso escrevendo tabelas lado a lado, mas sem confiar cegamente nelas. A melhor forma de fixar é expondo o cérebro a variações reais de uso, lendo textos e percebendo onde cada pronome aparece naturalmente. Tradução literal quase sempre falha porque ignora a sintaxe de cada língua.

Se quiser praticar, existem exercícios online específicos para contrastive analysis entre os dois idiomas. Mas o importante é entender que cada pronome carrega regras sintáticas próprias, e a transferência direta é a maior armadilha.