Qual É A Função Da Uretra - óstio Interno Da Uretra - RETOEDU
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O que é e para que serve a uretra

A uretra é o tubo que leva a urina da bexiga para fora do corpo. Em homens, ela também conduz o sémen durante a ejaculação. Parece simples, mas há detalhes que muitos desconhecem e que fazem diferença na prática clínica.

Qual é a função da uretra

A função principal é o trânsito de fluidos. Na mulher, é exclusivamente urinária, com cerca de 4 centímetros de comprimento. No homem, tem função dupla — urinária e reprodutiva — e mede aproximadamente 20 centímetros, percorrendo toda a próstata e o períneo. O que pouca gente entende de cara é que a uretra não é um simples cano passivo. Ela tem esfíncter interno e externo que trabalham de forma coordenada. O esfíncter interno é liso, controlado pelo sistema autônomo, e impede que a urina vaze sem aviso. O externo é estriado, sob controle voluntário, e é aquele que você usa quando precisa segurar em uma reunião longa. Quando esses dois mecanismos falham juntos, o resultado é incontinência de urgência ou por esforço, e o tratamento depende de qual deles está problemático.

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Também é importante saber que a uretra masculina tem três porções: prostática, membranosa e esponjosa. A porção membranosa é a mais estreita e a mais propensa a lesões em trauma pélvico. Já a porção esponjosa, que atravessa o pênis, é a mais comum local de estenose uretral pós-inflamatória ou iatrogênica. Eu já vi um caso específico que ilustra bem isso. Um paciente havia sido submetido a uma cateterização uretral prolongada por sete dias após uma cirurgia ortopédica. Ao retirar o cateter, começou a apresentar jato urinário fino e gotejamento pós-miccional. O diagnóstico foi estenose da uretra esponjosa no segmento peniano. A solução não foi cirúrgica de imediato. Começamos com dilatação progressiva com sondas de Mercury, aumentando o calibre gradualmente a cada quinze dias. Funcionou nos primeiros três ciclos, mas a estenose recursou. Só com uretroplastia, ressecando o segmento cicatricial e fazendo anastomose terminoterminal, o problema resolveu de vez. Esse tipo de lesão por cateter demora semanas para se instalar, então o ideal é monitorar o fluxo urinário assim que o cateter é removido e não esperar o paciente voltar com queixa estabelecida.

Outro ponto que médicos iniciantes frequentemente perdem de vista: a uretra feminina é curta demais para ser considerada um canal indiferente. Ela tem glândulas de Skene ao redor do seu orifício externo, e a periuretrite crônica pode gerar cistos que complicam a micção sem sinais claros de infecção urinária tradicional. Um culturas negativas e persistência de sintomas disurmicos muitas vezes levam a um erro diagnóstico. O correto é fazer exame de imagem da parede uretral ou uretrocistoscopia antes de prescrever mais antibióticos. Quanto às infecções, a ureterite por ascendência bacteriana é muito mais comum em mulheres pela razão anatômica óbvia. A distância entre o meato uretral e o ânus facilita a contaminação por Escherichia coli. No homem, quando há infecção uretral, a primeira suspeita deve ser sempre uma DST, particularmente clamídia e gonococo, mesmo em homens mais velhos e assintomáticos quanto a corrimento. O jato_urinário_normal varia entre 15 e 20 mililitros por segundo em homens adultos saudáveis. Abaixo disso, pensa-se em obstrução ou estenose.

Não existe procedimento perfeito para uretral. A uretroplastia tem taxa de sucesso entre 85 e 95 por cento quando feita por cirurgião especializado, mas em centros sem experiência específica os índices caem para 60 por cento. Se você ou seu paciente tem estenose uretral recurrente, o encaminhamento para centro de referência em cirurgia reconstruction é o caminho mais eficiente. Dilatações repetidassem avaliar a extensão real da estenose só atrasam o tratamento e aumentam o risco de formação de fístulas.