Não existe um último número
O conceito de "ultimo numero do mundo" não tem uma resposta única porque números não acabam. O que existe são diferentes contextos onde as pessoas tentam definir algo que soa como um número final.
Qual o ultimo numero do mundo na prática?
Se você perguntar isso para um matemático, ele vai te falar sobre infinito. Se perguntar para um programador, ele vai te dizer que depende da limitação da memória do computador. Eu já vi gente travada tentando calcular o maior número possível em Python até o sistema dar erro de memória. Isso acontece porque cada tipo de dado tem um limite máximo. O maior número com nome específico amplamente reconhecido é o googol, que é 10 elevado a 100. Depois vem o googolplex, que é 10 elevado ao googol. Esses números são tão grandes que não fazem sentido prático. Colocar o googolplex em notação decimal ocuparia mais espaço do que o universo observável tem átomos.
Números grandes no dia a dia técnico
Em computação, o conceito de último número varia conforme a linguagem e o hardware. Em JavaScript, Number.MAX_SAFE_INTEGER é 9007199254740991. A partir desse valor, o JavaScript começa a perder precisão. Já vi desenvolvedores terem bugs estranhos justamente por confiar que o JavaScript ia calcular corretamente valores acima desse limite sem usar BigInt. Em C, o unsigned long long chega a 18446744073709551615. Passou disso, precisa de uma biblioteca de múltipla precisão como GMP. Essa é uma limitação que muita gente descobre depois que o código já está rodando em produção e começou a dar resultados errados.
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Limitações que ninguém conta
O problema real não é encontrar o maior número. O problema é que, em muitos contextos, tentar trabalhar com números muito grandes gera custos que ninguém considera. Armazenar um número com bilhões de dígitos decimais exige espaço. Operações com esses números ficam absurdamente lentas. A complexidade computacional cresce de forma não linear. Tenho um caso específico em mente. Um colega meu precisava processar hashes gigantes em um projeto de criptografia. Ele estava usando uma implementação ingênua de multiprecisão que processava os números dígito por dígito. O resultado era uma operação que demorava horas. A solução foi migrar para o GMP, que faz otimizações baseadas em Karatsuba e FFT para multiplicação. A diferença foi de horas para segundos em casos concretos.
O que realmente importa
Se a sua pergunta é teórica, a resposta é simples: não há último número. Os números formam um conjunto infinito. Se a sua pergunta é prática, a resposta depende do contexto. Qual linguagem? Qual hardware? Qual precisão você precisa? A maioria das pessoas que busca esse tipo de informação acaba precisando de outra coisa. Quer saber como lidar com valores muito grandes no código que está escrevendo. Quer entender limites de tipos numéricos. Quer saber quando precisa de uma biblioteca especializada.
Se você está com um problema concreto de números grandes, o primeiro passo é identificar qual é o limite na sua situação específica. Isso resolve mais do que tentar encontrar um número definitivo que não existe.